quarta-feira, agosto 01, 2012

BOLO DE AMÊNDOA [FUZETA]



Mais uma receita retirada do meu livro de Pantagruel. Estava num dia com apetite de amêndoa, mas sem apetite de ter muito trabalho para confeccionar algo. Eu sei, é um contrassenso, mas eu sou mesmo uma mulher assim. Para mais sem o meu provador oficial (filho) presente, parece que a vontade de cozinhar fugiu por magia. Tenho a filha, mas ela desde que não seja peixe diz a tudo o que eu faça: mãe está maravilhoso. Filha adorável, nunca quer desagradar a mãe, mas o filho nas provas é sincero, se gosta, gosta, senão gosta também o diz, e como gosta de cozinhar até dava dicas o que podia melhorar ou não. Eu sei, estou nostálgica, as saudades do filho são enormes, apesar de falar e vê-lo pelo Skipe, mas falta-me o cheiro dele o abraço. Mas estando o filho feliz, só tenho que estar feliz também. Podem crer que estou feliz, mas bolas também não sou de ferro, nem tenho que me fazer de tal. Tenho imensas saudades e pronto. Vamos à receita que é o que vos interessa.



Ingredientes:
-1/2 kg. de açúcar
-150 gr. de amêndoa moída
-6 ovos
-manteiga para untar q.b.
Misturam-se muito bem primeiro o açúcar com a amêndoa e depois ligeiramente com os ovos já batidos. Divide-se em duas partes iguais e vaza-se metade numa forma e metade noutra, previamente untadas com manteiga. Levam-se a forno brando durante aproximadamente 20 minutos, desenformam-se e unem-se imediatamente, juntando os fundos um ao outro, que passam a ser o meio do bolo.

Notas: utilizando o termo do meu filho, é um bolo brutalíssimo. Um bolo que leva muito açúcar, aliás como todos os doces conventuais como é o caso deste bolo. Agora se quiserem retirar ao açúcar como eu leio muito na blogosfera, ai faz mal, ai os diabetes, ai o colesterol, ai isto, ai aquilo, eu dou uma dica infalível: não comam, comam só o  que o médico diz ok? Agora retirar açúcar aos doces, desculpem a minha sinceridade, mas acho a maior estupidez. Para mim doce que é doce tem que ter açúcar, e um dos ingredientes que eu nunca corto é o açúcar nas receitas, em vez de comerem um bolo inteiro comam uma fatia, é muito mais certo. No tempo da minha avó nunca eu ouvi a palavra colesterol, aliás nem se faziam análises com a regularidade que se faz hoje em dia. Mas também não era preciso. As pessoas andavam muito a pé, não passavam horas sentadas. Para mim o andar a pé é dos maiores exercícios que se pode fazer. Eu adoro andar a pé e ando. Nunca ando de elevador, gosto de subir as escadas. Moro num segundo andar, e mesmo quando venho das compras entro com o carro pela garagem e vou colocando os sacos no elevador e vou pelas escadas retirar os mesmos, e podem crer que o faço por vezes, seis a sete vezes ou mais.  Agora não pensem que estou com pretensão de dar lições ou de estar-me armar-me em médica ok? Estou a constatar uma realidade, no tempo da minha avó comia-se uma açorda, mas tinha muito mais vitaminas que uma boa carne ou salada de hoje em dia, pois hoje é tudo criado à base de pesticidas e afins, e não venham com a culturas biológicas, é bom sim senhora, pois comi durante largos anos muito da mesma e quando posso como. Mas também não sou burra, pois se o próprio ar que respiramos está poluído para quê tantas "tangas"... depois oiço dizer: ah, não tenho tempo para andar a pé, mas como agora é "in" ir-se para o ginásio é vê-los cheios de pessoal e correr em passadeiras todos para o mesmo lado, eu moro mesmo ao pé de um Aquafitness Marisol. Se calhar seria muito mais prático estar dentro de um recinto fechado a fazer exercícios, mas eu gosto pouco ou nada de estar a ser mandada, e ainda por cima pagar. O meu saudoso pai foi profissional da modalidade de BOXE, deixou o mesmo quando o nascimento do meu irmão, mas nunca descurou a sua ginástica matinal, em casa. Nunca frequentou ginásios e tinha um corpo com 75 anos que colocava muitos jovens num bolso como se diz. Tinha um corpo bem delineado sem ser como aqueles corpos que eu vejo hoje em dia tudo chapa 5 parece que foram insuflados com aquelas bombas de encherem pneus. Andam estilo como os antepassados (gorilas) os braços abertos só falta fazerem gu, gu... não estou a julgar ninguém que o faça, pois se são felizes assim há que seguir em frente. Mas tenho a minha opinião, e gosto. E como o blogue é meu e muito meu, escrevo o que me vai na alma. Eu detesto esses corpos, e quando andam na praia para a frente e para trás a passar o modelito, ui, ui, dá para arrepiar ouvir o que vai naquelas cabeças: nada. Ok, são uns cabides andantes.

P.S. Já sei, vão dizer: a Isabel está do avesso...podem crer que não estou. Estou sim, cansada de tanta hipocrisia. Seja na blogosfera, (copiam, só alteram umas palavrinhas, para fingir, e nem sabem o que é personalizar um blogue, santa ignorância). Não tenho nenhum problema, nem nunca tive, de copiarem ou comprarem igual ao que faço ou uso. Só pode ser: porque tenho bom gosto, o que infelizmente nem todo o pessoal foi presenteado com esses "genes". Para mim o personalizar é sermos nós "genuínos" ok?  Agora no real (vida), vivendo e aprendendo, e como a minha avó dizia: "até morrermos estamos sempre a aprender..."(grande sabedoria). Deus me dê a humildade de continuar a querer aprender, pois isso faz-me crescer como mulher, não de altura, pois não preciso mas sim de interior...

Um muito obrigada aos seguidores/as que me alertaram para os blogues que copiam pelo meu. Agora dizer quais os blogues que o fazem, não, não vou colocar o nome dos mesmos. Não vai ser à conta do meu cantinho que vão ser conhecidos, isso sim, acontece mas só com muito trabalho e muito AMOR em tudo o que se faz, o meu caso.


"A inveja é o resultado daquilo que gostaríamos de ter,
mas não tivemos a capacidade de conseguir."

[Dieison Brito]