sexta-feira, julho 12, 2013

TIGELADAS



A minha filha desde pequena sempre adorou tigeladas. Onde quer que fosse, se houvesse, tinha que comer a sua tigelada. Eu sou sincera nunca foi dos meus dreams. Mas, parece impossível, a filha gostar tanto e eu nunca fiz. Quando fui a Viana do Castelo, resolvi parar na beira da estrada onde há aquelas lojas que vendem todo o estilo de loiças de barro, resolvi comprar seis taças, para fazer a iguaria que a minha princesa adora. Resolvi fazer a receita do livro que me acompanha há quarenta anos «Os Doze Meses de Cozinha» ao qual receita aprovadíssima. Vamos à receita:

"Esta especialidade de Abrantes, de grande nomeada e muito saborosa, requer um bom forno e, como formas, tigelas de barro não vidrado. No dia seguinte, ganham em paladar o que perdem em aspecto."



Ingredientes para seis:
-6 ovos
-5 dl de leite
-250 g de açúcar
-65 g de farinha
-sal

Misture o açúcar com a farinha, uma pitada de sal e junte os ovos inteiros. Bata tudo muito bem durante 30 minutos, com vara de arames, ou 10 minutos com a batedeira elétrica (eu fui de batedeira).
Por fim, adicione o leite, misturando-o bem na massa.
Divida a massa imediatamente pelas tigelas de barro, com a ajuda de uma concha de cabo comprido.
As tigelas devem ter sido colocadas no forno bem quente 1 hora antes e não devem retirar-se deste quando se distribui a massa.
Deixe cozer durante 20 minutos e desenforme as tigeladas imediatamente.

Nota: eu coloquei as tigelas 20 minutos antes no forno pré-aquecido a 200ºC,e não coloquei a massa de concha e sim de jarro. Muito mais prático, pois o meu forno não é industrial. Devo ter feito o trabalho bem, pois as mesmas ficaram excelentes.
P.S. A filha ficou feliz e adorou as tigeladas, mas quando olhou para a surpresa veio-lhe as lágrimas aos olhos, pois lembrou-se da avó (minha saudosa mãe) pois foi ela que lhe deu a conhecer as mesmas. Pois no Colóquio faziam/fazem umas excelentes e quando a minha mãe estava com a minha filha levava sempre a tigelada, ou tinha lá em casa quando chegávamos, pois o que os netos gostavam ela teve sempre o cuidado de os presentear (AMOR).

__________O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para sempre e vai crescendo dia a dia.___________

Honoré de Balzac