terça-feira, julho 19, 2016

BOLO DE LARANJA


Bolos de laranja? Já existe no blog várias receitas, esta é mais uma, simples, mas brutal. Estava num dia de nostalgia, o que melhor para passar a dita, se não ir para o meu laboratório (cozinha). Fui, mas entretanto faltava um livro para escolher a receita de um bolo simples, olhei para este livro, que me acompanha desde os nove anos, um livro que a minha saudosa mãe me ofereceu. Memórias boas, a história deste livro, é simples, na rua onde morávamos havia uma padaria (ainda existe) daquelas que abria às 5,30 da manhã, fechava para o almoço e só voltava a abrir às cinco da tarde, tinha/tem uma balança daquelas (que eu adorava ter) em inox, tinha um prato redondo que seria onde se colocaria o pão, e num outro prato quadrado colocaria-se os pesos. Pesar o pão? Nunca vi, mas a balança era para esse fim. Mas continuando, eu gostava muito de ir às compras com a minha mãe, nesse dia foi buscar o pão, e claro eu também tinha que ir. :) Chegamos lá e estava a senhora que vendia o pão a ver este (o dela) livro "O meu livro de Pastelaria" da Vaqueiro, enquanto a minha mãe conversava eu pedi se podia ver o livro, ao qual tive autorização. :) Sentei-me numa prateleira de pedra mármore, que as montras tinham para colocar o pão (mas nunca estava pão nessas montras) pelo menos nesta. Então nesse dia a Belinha (eu Isabel) servi de bibelot. :) Mas a minha mãe viu que eu estava encantada com o livro e pediu à Senhora da padaria se fazia o favor de comprar um  (tinha comprado numa papelaria perto se sua casa) nessa mesma tarde tive o meu livro. Quando eu escrevo que que o meu primeiro livro foi o "Doze Meses de Cozinha", não enganei ninguém, foi o primeiro livro que pedi. "O meu livro de Pastelaria" da Vaqueiro, a minha mãe ofereceu-me sem pedir. :) Quando me viu tão interessada no livro e sabendo o que eu gostava de fazer bolos (mãe sabe) ofereceu-me, que feliz fiquei, cheirei o livro e nessa mesma noite fiz este bolo de laranja, enquanto todos dormiam, eu sai da cama e fui para a cozinha, fechei a porta e fiz o bolo. :) De manhã quando a minha mãe chegou à cozinha e chamou:-Belinhaaaaaaaaa, ui, vi logo que ia ralhar. Ralhou (em causa eu ligar o forno, sem ela presente, explicou que era perigoso, e eu deixar a caixa da farinha suja e farinha espalhada na bancada da cozinha). Mas foi um ralhar tranquilo, ela conhecia-me e calculou logo que eu estava ansiosa para fazer alguma receita do livro, não esquecendo que eu tinha 9 anos na altura. Eu disse: Está bem mãe, não torno a fazer, mas voltei, a minha curiosidade de fazer e aprender, mesmo que fosse por mim era maior, mas nunca mais deixei a caixa e bancada suja de farinha.:)) Muitos dias quando a minha mãe chegava à cozinha, já estava um bolinho em cima da mesa. Um livro que tem o cheiro da minha infância, um livro cheio de cruzinhas (o livro tinha/tem umas folhas escrito: que utensílios se precisa para pastelaria, então eu colocava uma cruz dos utensílios que não tinha e que precisava) :))) ui tantas cruzes, um livro muito usado, cheio de manchas amarelas, cheio de nódoas, cheio de muito AMOR, pois foi/é o tratamento que levou e leva. A minha essência.


Quando a minha mãe partiu eu a arrumar a casa dos meus pais encontrei este livro "boa cozinha todos os dias" da Vaqueiro, escrito por Francine Dupré. O livro anterior também é escrito pela mesma. Quando tive o meu livro "Doze Meses de Cozinha" de Maria de Lurdes Modesto, uma cliente da minha loja explicou me que Francine Dupré, não era mais que a própria Maria de Lurdes Modesto, que eu adorava ver os programas na televisão, o contrário de muitas outras pessoas. Em Portugal, como a cozinha francesa tinha muito prestígio na altura, escolheram um nome feminino francês: Francine Dupré. A mania dos Portugueses, o que é de fora é que é bom, enfim. Só conheci este livrinho à minha saudosa mãe, mas ela era uma cozinheira de mão cheia, não precisava de livros de culinária para aprender. Obrigada minha mãe.




Vamos lá à receita que é o que vos interessa:



Ingredientes:
-150 g de Vaqueiro (usei manteiga sem sal)
-150 g de açúcar (usei amarelo)
-150 g de farinha Branca de Neve
-3 ovos
-1 c. de sopa de fermento em pó
-1 laranja


Bata a Vaqueiro (manteiga) muito bem com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Adicione a raspa da laranja inteira e o sumo de metade. Junte os ovos um a um, batendo bem entre cada adição. Por fim, junte a farinha peneirada com o fermento. Unte uma forma com Vaqueiro (manteiga) e polvilhe com farinha (polvilhei com pão-ralado). Deite o preparado na forma e leve a cozer a 180ºC, durante 20 minutos. (O teste do palito)
Desenforme o bolo e regue com sumo de laranja a que juntou açúcar a seu gosto.

Notas: Desenformei o bolo e voltei a colocar o mesmo na forma. Reguei com o sumo a qual adicionei 1 c. de sopa de açúcar e mexi até sentir que o açúcar estava bem desenvolvido.


P.S. Utilizei a farinha Branca de Neve,[uma Marca de Excelência, distinguida com o selo Superbrands] foi a farinha que toda a minha vida vi a minha saudosa mãe utilizar tive que usar a mesma, para o bolo ter toda a sua essência.


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