quinta-feira, maio 07, 2020

BOLO DE AMÊNDOA DO CONVENTO DE SÃO JOÃO DE ELVAS [ ANIVERSÁRIO DA FILHA]





A minha filha fez 41 anos no dia 28 de Abril, quem me segue sabe que tenho dois Taurinos em casa com muito orgulho. Também quem me segue, sabe que adoro fazer bolos mais sofisticados (nada de pastas de açúcar que detesto), bolos simples, podem ser para todos os outros dias do ano, agora para as datas mais importantes da minha vida, o nascimento dos filhos, tenho que fazer algo que gostem mas nunca tenha feito. O caso todos os anos e já são alguns. Este ano 2020 foi um/é um ano para passarmos à frente e se possível o mais depressa, só como não somos nós que temos esse dom, há que ter muita, mas mesmo muita paciência para levarmos esta tormenta a bom porto. Tenho sempre o cuidado, de ir escolher as velas dos bolos dos meus filhos, este ano, foi das velas mais simples. Estamos em quarentena, é para respeitar. Como sempre ouvi a minha avó dizer se gostas de ser respeitada, dá-te ao respeito. Comprei as simples no Continente Bom dia perto de minha casa, só tem dessas. Mas, não ia mais longe onde costumo comprar. Estamos em quarentena é para respeitar e só.


P.S. Esta receita saltou 👉daqui,  no livro da zona do Alentejo. Este Ano como já disse 👉aqui foi, é  um ano que não estou/estava para grandes produções, mas os filhos disseram que os bolos estavam brutais, o caso deste, além do bolo do filho.


Ingredientes: para o bolo
-250 g de miolo de amêndoa
-250 g de açúcar (utilizei 200 g de açúcar amarelo)
-6 ovos
-1 c. de chá de fermento em pó

Batem-se as gemas com o açúcar, junta-se o fermento em pó com a amêndoa passada pela máquina e mistura-se ao preparado anterior. Juntam-se as claras em castelo firme, envolve-se e deita-se em forma untada com manteiga e com o fundo forrado com papel vegetal também untado. Leva-se a forma a forno pré-aquecido a 180ºC, até espetar o palito e sair seco. Abre-se o bolo ao meio (mais ou menos)  reguei ambas as partes com uma calda de açúcar que fiz previamente e depois, rechei e  cobri com ovos-moles.


Ingredientes: ovos moles
-10 gemas
-10 c. de sopa de água
-10 c. de sopa de açúcar

Levei a água com o açúcar num tacho ao lume até derreter o açúcar e fazer um ponto de pérola leve. Na tigela das gemas batidas, deitei um pouco da calda para temperar as gemas e bati com uma vara de arames. Deitei o preparado dos ovos no tacho envolvi na calda de açúcar e levei ao lume só o tempo para cozer as gemas, não precisa de ferver, se não engrossa muito os ovos moles.

Mais abaixo vou contar mais uma estória (história)❤❤



Nota: A minha filha quando era pequena adorava sempre o bolo do palhaço era o que ela pedia, a mãe eu fazia sempre, mas nunca o mesmo. Aqui tenho dois bolos que fiz quando ela fez 4 anos e o outro quando fez 10 anos, há muitos mais, mas estão em filme e não em foto. O bolo de cima fiz 3 bolos, um redondo era a cara, depois fiz mais dois tabuleiros e fiz o desenho num papel vegetal, o chapéu e um laço, que cortei e montei o bolo. As velas e outros enfeites das festas dos filhos eu comprava sempre numa loja que havia no Castil que se a memória não me engana chamava-se Sempre em Festa. Hoje em dia já há pratos de todos os tamanhos sejam redondos, quadrados retangulares etc... Na altura não havia, mas eu precisava de um prato rectangular grande para montar o palhaço, fui à papelaria e comprei um cartão grosso e papel de aluminio dourado, cheguei a casa cortei o cartão à medida que queria e forrei com a papel e assim desenrasquei o "prato" que precisava. Eu era muito novinha, mas nunca fui enrrascada.😎 A montagem do bolo cobri o bolo todo com merengue,  a cartola levou pintarolas, olhos e boca foi feito com umas bolinhas coloridas doces que se vendiam em caixas, cerejas glaceadas, o cabelo com fios de ovos e o laço foi com os enfeites que ainda hoje existem. O segundo bolo foi coberto com merengue com um pouco de corante rosa, Fiz um prato todo em papel crepon com recortes em rosa, coloquei um napron branco onde ia colocar o bolo. Depois de cobrir o bolo com o merengue rosa, fiz os olhos e boca com merengue branco que tinha reservado, fiz sombracelhas, boca com chocolate granulado, nariz com uma cereja, olhos com umas tiras de cereja, cabelo com fios de ovos, orelhas com dois palmieres pequenos e coloquei um chapeu que fiz com o papel crepon que utilizei para forrar e enfeitar o prato. As velas claro também em rosa, compradas na tal loja do Castil. Olhando para estes bolos, eu penso que realmente sempre fui uma maezona, nunca deixei de festejar os aniversários dos filhos com o tema que queriam e onde queriam.


Peço desculpas, mais um desabafo, isto é efeito da quarentena, já estou a ficar mais nostálgica do que se quer ou precisa. Tenho saudade da "liberdade". Mas sei que a Procissão ainda não chegou ao Adro. Vou continuar a respeitar me, a respeitar os meus e as outras pessoas!🙏

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"O auto-respeito é a raiz da disciplina; a noção de dignidade cresce com a habilidade de dizer não a si mesmo."

(Abraham Lincoln)