quarta-feira, novembro 07, 2012

BACALHAU ENTALADO



Eu sei, ando mesmo numa de 👉Pantagruel, mas eu sou assim! Quando descubro algo bom, gosto de usar até ficar satisfeita, o que vai levar algum tempo até tal acontecer. Fiz esta receita só para uma pessoa, daí eu colocar só os ingredientes que usei. A filha, bacalhau nem cheirar. Claro, que sabem que é só multiplicarem os ingredientes, pelas pessoas que têm. Além que utilizam um tabuleiro ok?

Ingredientes:
-1 posta de bacalhau demolhada
-2 batatas médias
-1 cebola média
-3 dentes de alhos picados
-1 colher de (sopa) de concentrado de tomate
-salsa picada
-azeite e leite q.b.

Limpa-se o bacalhau de peles e espinhas e faz-se em lascas. Cortam-se as batatas em rodelas finas assim como a cebola. Deita-se azeite no fundo do recipiente (usei um prato fundo de barro) e vão-se acomodando todos os ingredientes em camadas alternadas, regando com fios de azeite, e pinguinhos de concentrado de tomate, sendo a última camada de rodelas de batata. Espalha-se por cima o resto do concentrado diluído num nadinha de leite e mete-se em forno brando para estufar sem queimar por cima. Deve regar-se duas ou três vezes com colheres do molho que for criando, até ficar pronto.

Nota: na receita não tinha escrito sal, mas eu utilizei, um tiquinho, além que polvilhei um pouco de pimenta Cayenne moída na altura. Ah, e já sabem o meu forno é turbo, o que o meu bacalhau saiu um pouco dourado demais, mas em sabor fantástico...


"Procuro semear optimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

segunda-feira, novembro 05, 2012

CUPCAKES DE MANTEIGA E AVELÃ







Esta receita é deste livro, ainda não tinha feito nenhuma, mas também o meu tempo não tem sido muito para me dedicar a uma das minhas paixões (cozinhar). Além que como disse anteriormente sem o meu provador oficial ( filho no País,) a vontade fugiu por magia.... escolhi esta receita, pela sua simplicidade e por não levar frosting.
Estes simples e, ainda assim, elegantes cupcakes têm um sabor amanteigado rico e aveludado. São deliciosos quando servidos mornos, acabados de sair do forno, apenas polvilhados com açúcar em pó. Ficam simplesmente irresistíveis com gelado de baunilha.

Ingredientes: para 12 cupcakes.
-75 g de avelãs
-155 g de manteiga sem sal, cortada em pedaços
-140 g de açúcar em pó, mais um pouco para polvilhar
-155 g de farinha de trigo
-3/4 de colher de (chá) de fermento em pó
-1/2 de colher de (chá) de bicarbonato de sódio
-1/4 de colher de (chá) de sal
-4 claras de ovo grandes (usei as que tenho sempre congeladas, que sobram das sobremesas ou gelados)

Aqueça previamente o forno a 180º C, coloque a grelha no meio. Quando o forno está quente coloque as avelãs espalhadas num tabuleiro durante 10 minutos. Em seguida, transfira-as para uma toalha de cozinha limpa (como convém) e esfregue-as umas nas outras para remover as peles. Deixe-as arrefecer completamente.

Numa caçarola, aqueça a manteiga em lume médio/baixo, mexendo sempre até ficar acastanhada e aromática (5 a 6 minutos)=[Manteiga clarificada]. Reserve, deixando arrefecer ligeiramente.
Coloque as avelãs e 30 g de açúcar em pó numa misturadora e pique finamente (cerca de 1 minuto). Numa tigela, misture a farinha, o fermento em pó, o bicarbonato, o sal, os restantes 95 g mais 2 colheres de (sopa) de açúcar em pó, e as avelãs picadas.
Adicione as claras de ovo e a manteiga clarificada. Utilizando uma batedeira elétrica, misture bem até obter uma massa homogénea (cerca de 2 minutos). Raspe a superfície lateral da tigela, se necessário.
Divida uniformemente a massa pelas forminhas para queques já preparadas (untadas) enchendo-as até meio. Leve ao forno até dourarem ligeiramente quando picar o centro do cupcake com um palito e este sair limpo (18 a 22 minutos), está no ponto. Deixe os cupcakes arrefecerem no tabuleiro sobre uma grelha de arrefecimento durante 5 minutos. Transfira os cupcakes para  a grelha e polvilhe-os levemente com açúcar em pó e sirva-os mornos. (Os cupcakes podem ser arrefecidos completamente e conservados à temperatura ambiente, em caixas herméticas, até 2 dias. Aqueça-os no forno a 150ºC, durante 7 a 10 minutos, polvilhe levemente com açúcar em pó e sirva-os quentes.

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"Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas."

domingo, novembro 04, 2012

MÃE! SAUDADES...!


Mãe, faz hoje um ano que partistes. Sabes? Tenho saudades, e continua a doer, e com o avançar da idade, comprovo que fui enganada durante toda a minha vida quando diziam: o tempo cura tudo, ok, é verdade cura o que não tem interesse na nossa vida. Situações, pessoas que por vezes pensávamos que eram muito importantes, mas que com o passar do tempo e desilusões vimos/sentimos que importante somos nós mesmos. Mas no teu caso, mãe não esqueço, e agora sei, que o que diziam, nunca pode acontecer com quem amamos de verdade, quem interessa de verdade, quem foi importante na nossa vida. Mãe, todos dias falo contigo, e com o pai, peço conselhos, peço ajuda, ou simplesmente digo: bom dia, estejam em paz, que eu AMO-VOS. Mãe, agradeço-te sempre, a mulher que me ensinaste a ser, a mãe que sou. Um muito obrigada e até aquele dia que te vou abraçar para toda a eternidade...

Nota: nesta foto tinha eu 10 anos e a minha mãe 35. A minha mãe era mesmo linda, e não só por ser a minha mãe. Mas era LINDA.

sexta-feira, novembro 02, 2012

BESUGO NO FORNO COM BROA



Tinha duas fatias de broa, tinha besugo, resolvi fazer no forno. Peixe para mim, adoro de todas as maneiras e feitios... Vamos à receita.
Temperei dois besugos, depois de devidamente arranjados, temperei com sal marinho e reguei com um limão reservei. Piquei na 1,2,3 a broa com um molho de salsa, reservei. Num tabuleiro coloquei uma cebola picada grosseiramente, 1 tomate maduro e pelado cortado aos bocadinhos, 2 alhos laminados 3 batatas cortadas aos cubos, temperei com sal marinho e pimenta-preta moída na altura, reguei com azeite e borrifei com vinho branco, e envolvi tudo muito bem. No fundo do tabuleiro deixei a cebola, e coloquei os besugos, as batatas ao lado do peixe, cobri com a mistura da broa com a salsa, reguei com azeite e foi ao forno a 200º C até as batatas estarem cozidas e a broa loura, pois o peixe já está. Ok, ficou fantástico...


"Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte."

[Johnny Depp]

quarta-feira, outubro 31, 2012

BOLACHAS, BISCOITOS [RECORDANDO] [I]

                                                          (Imagem retirada na Internet)
Como, gostei desta minha ideia de recordando, onde recordo o chocolate, fruta, gelados, bolos cupcakes e desta vez é biscoitos e bolachas, que como já disse anteriormente quando recordamos algo de bom, é sempre uma delícia...

OS MEUS BOLINHOS RIPADOS.

BOLINHOS DE AMÊNDOAS.

BOLACHINHAS DE LIMÃO E AMÊNDOAS.

BISCOTTI AROMATIZADOS.

SONHOS DE COCO.

COOKIES DE AVEIA COM CHOCOLATE.

BISCOITOS DE CHOCOLATE E AMÊNDOAS.

AS MINHAS ROSCAS DE AVELÃS.

AREIAS DE CASCAIS.

BOLACHINHAS EM ESPIRAL.

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"Quer? Então faça acontecer porque a única coisa que caí do céu é a chuva"


[Vinícius de Moraes]

segunda-feira, outubro 29, 2012

COUVE-ROXA À ALEMÃ


A falar com a minha amiga Rosarinho sobre o nosso livro da 👉Pantagruel. Ela fala-me desta couve, como acompanhamento do peru no Natal, que por tradição nunca falta na sua mesa. Claro, curiosa como sou, fui logo ao livro ler a receita. Escusado será dizer que pensei logo no meu filho. Pois sei que ele adora estes sabores, mas vou fazer de novo no Natal quando o meu filho estiver. É um acompanhamento excelente para carnes assadas, para quem goste de agridoce. Esta couve serviu para acompanhar um peru assado no forno. Que por estes dias colocarei aqui.
 
Ingredientes:
-1 couve roxa
-1 colher de sopa de banha e outra de açúcar
-1 cebola
-3 maçãs-reinetas grandes
-1/2 colher de sopa de vinagre
-2 colheres de sopa de vinho branco
-caldo de carne
-sal marinho e pimenta q.b.

Corta-se a cebola em rodelinhas e coze-se na banha até ficar transparente. Adiciona-se a couve em tiras, o açúcar, o vinagre e o vinho branco. Tempera-se com sal e pimenta, tapa-se e deixa-se ferver em lume brando, borrifando de vez em quando com caldo. Quando a couve estiver murcha, juntam-se as maçãs em rodelas, continuando a ferver até tudo cozer sem que a couve fique desfeita. Simplesmente fantástica...

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"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."

[Cecília Meireles]

sexta-feira, outubro 26, 2012

MADALENAS DA LOLÓ





Mais uma receita do meu livro 👉«Pantagruel», que como muito bem diz a minha amiga Rosarinho é uma "bíblia"...umas madalenas com um sabor muito subtil a canela, que são simplesmente deliciosas.

Ingredientes: 12 madalenas.
-125 g de farinha
-150 g de açúcar
-60 g de manteiga
-3 ovos
-1 colher de (café) de canela em pó
-1 colher de (chá) rasa de fermento em pó

Batem-se as gemas com o açúcar até engrossarem. Juntam-se-lhes a canela e a manteiga amolecida em banho-maria e a seguir a farinha peneirada com o fermento. Depois de bem batido, envolve-se suavemente nas claras em castelo, sem bater. Coze-se em tabuleiro de madalenas, com as cavidades untadas de manteiga. Passei essa parte coloquei as formas de papel.

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"A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior perdoa, a inferior condena. Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!"


segunda-feira, outubro 22, 2012

MASSADA DE PEIXE [CAVALA]





Neste dia,  tinha estado a conversar com a minha amiga Manuela, outra apreciadora desta maravilha (cavala). Onde ela me fala da massada de cavala. Sendo a minha amiga da Figueira da Foz, contou-me que em Buarcos uma aldeia piscatória, era uma comida que muito os pescadores costumavam levar para o mar. Massada de peixe, adoro, agora de cavala nunca tinha comido, mas sendo um peixe gordo, só podia ficar uma maravilha, como vim a comprovar. Fiz diferente da receita original, pois o peixe é acrescentado em postas. 


 Temperei esta cavala com bastante sal. Ao fim de cinco horas sacudi o sal e cozi a cavala. Depois de cozida tirei as espinhas da cavala e reservei a mesma. A água coei e reservei tudo no frigorífico. Comprei as cavalas tão fresquinhas, não ia congelar o peixe. Sim, eu sou daquelas pessoas que como peixe fresco (nem sei, se é) e como peixe congelado. Acho de uma "burrice" atroz ouvir pessoal a dizer: ai, eu nunca como peixe congelado. Ok, mas compram peixe fresco e chegam a casa e catrapúm, peixe na arca. Depois quando vão consumir, dizem: é peixe fresco!!! Pois é, acabou de sair da arca/frigorífico. Há peixe congelado muito mais fresco do que o próprio fresco que dizem. Para mim peixe fresco é aquele que se compra aqui na Fonte da Telha ou Costa da Caparica, quando os pescadores puxam as redes, e vendem esse peixe a saltar ainda. O que se compra nos mercados ou grandes superfícies de fresco para mim não têm nada. Tem ótimo especto como o caso das minhas sardas, mas não me iludo. Agora o tachinho que aparece na foto, é só para fazer "bonito" para a foto. Como já disse aqui, tenho imensa loiça, mas desde que tenho o blog estou sempre a comprar, pois canso-me de estar sempre a fotografar o mesmo, por isso também penso que os meus seguidores se cansam de ver sempre o mesmo. Como sou uma mulher que liga e muito aos pormenores ando sempre a comprar loiça, mas claro que não é dúzias e sim peças soltas. Estes tachinhos comprei vários de cores diferentes. Pois acho um miminho para servir com algumas entradas individuais. Comprei na loja CASA quando comprei estes copinhos, estavam em saldo a um preço delicioso (1,99 €) cada. Bem, vamos à receita.


Receita:
Num tacho piquei uma cebola e dois dentes de alho. Juntei uma folha de louro, reguei com azeite e levei a lume brando até murchar a cebola (ficar translúcida). Nessa altura juntei 2 tomates  maduros e sem pele cortados aos bocadinhos. Deixei que os tomates deitassem o próprio suco, nessa altura aumentei o lume e juntei 100 ml de vinho branco. Juntei a água que tinha cozido a cavala e deixei levantar fervura. Nessa altura juntei massa de cotovelinhos e deixei cozinhar. Quando estava quase juntei a cavala reservada e um molho de coentros picados. Retifiquei, o sal e temperei com piripiri. Claro, que depois foi me deliciar...

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"Quem sonha de dia tem consciência de muitas coisas que escapam a quem sonha só de noite."


[Edgar Allan Poe]

domingo, outubro 21, 2012

MUSEU DO AUTOMÓVEL ANTIGO DE OEIRAS KMZ/URAL K 750







Ontem tive um assunto para tratar no Museu do Automóvel Antigo de Oeiras. Mais um dia da minha vida com muita essência. Adorei, tirei uma fotos da Sidecar do filho, junto com tantas preciosidades. Na vinda para casa apeteceu-me ir passear pela Marginal de Cascais, que quem conhece sabe a beleza que é. Fui ver o «meu» mar, e parei no LIFE Bar Tricana Barra-Carcavelos. Um bar de praia, que é uma delícia e não estou a referir-me só no Verão. Mesmo no Inverno tem condições excelentes. O dia estava lindo (sol) mas já começa a estar fresco. Quando saí de casa às 9 horas estavam 7ºC, o filho ligou-me eram 10 horas, e disse que onde está, estava 27ºC, como eu gosto. Santa Paciência, não sou mesmo mulher de frio, não gosto de todo de Inverno, só gosto de calor e sol. Por isso sempre disse e digo: se fosse milionária ninguém nunca me apanhava no Inverno em lugar nenhum. Andava sempre a viajar atrás do calor. Mas como não sou, e agora com a (Troika) é que não vou ser com certeza, só se me sair o (eurotostões), mas também convém eu jogar, o que por hábito não o faço. Bem, mais um dia, que digo:


"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." 

[Fernando Pessoa]

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sexta-feira, outubro 19, 2012

SHORTBREAD ESCOCÊS






Eu e a minha amiga Manuela, temos em comum o gosto por cozinhar. Então estávamos a conversar e claro, a falar dos filhos e de receitas que eles gostam. Quando a minha amiga fala destas bolachas, eu disse logo:-Quero a receita para fazer e surpreender o meu filho. Pois não é só a mãe a ter saudades, acredito que ele também têm.   Resolvi mandar um miminho, ao fazer estas bolachinhas acrescentei a tal pitada de muito amor, que só uma mãe sabe. Coloquei as bolachinhas em duas caixas de bolachas. Enviei numa encomenda bem acondicionada. Não disse nada e enviei 8 dúzias de bolachas. O que deu 2 Kg das mesmas. Claro, que nas fotos não estão as bolachas todas. Só gostava de ver a cara do filho, ok, ouvi logo a voz dele quando recebeu a encomenda e provou as bolachas:-Mãe, só tu, estão brutalissímas, obrigada! obrigada eu, por me teres escolhido e deixado ser tua mãe! Amo-te



Ingredientes:
-2 chávenas de manteiga à temperatura ambiente
-1 1/4 chávena de açúcar em pó
-4 chávenas de farinha
Aquecer o forno a 150ºC.
Amassar a manteiga até ficar fofa. Adicionar o açúcar e bater. Aos poucos adicionar a farinha até estar encorpada. Numa superfície enfarinhada, formar uma bola e amassar com cuidado até a massa ficar macia. Embrulhar a massa em película e colocar no frigorífico durante uma hora. Retirar do frigorífico e numa superfície enfarinhada, dividir a bola em 3 a 4 partes. Com o rolo da massa estender até ter 1 centímetro de altura (não estender a massa muito fina)). Cortar com o corta bolachas (ou um copo). Colocar num tabuleiro e cozer aproximadamente 10 a 20 minutos. Ter muita atenção quantos mais finos fizer mais rápido é a cozedura. O melhor é corta-las mais grossas, têm melhor textura.

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"Não há amor mais disponível, entregue, cuidadoso e abnegado, que amor de mãe. A gente está lá, sempre, ao lado ou atrás da porta vigiando os passos. E nosso maior desejo é que nossos filhos dêem certo; amem e sejam amados; cresçam bem, saudáveis e sejam pessoas de bem. É por esse desejo que trabalhamos até o último suspiro de vida. Uma vida que deixa de ser nossa e passa a ser deles, assim que eles desocupam o nosso útero e passam a ocupar os nossos braços."

[Erica Gaião]

segunda-feira, outubro 15, 2012

OVOS ESCALFADOS EM TOMATES RECHEADOS



Mais, uma receita do livro de 👉Pantagruel. Simplesmente fantástica... como já disse: ando numa de pesquisar/ler o meu livro.

Ingredientes:
-2 ovos
-2 tomates grandes e carnudos
-recheio de carne
-água, manteiga, vinagre, sal, sal, açúcar e queijo ralado, q.b.

Cortam-se os tomates ao meio, no sentido da largura, esvaziam-se das sementes e dispõem-se, aconchegados, num pirex com a parte cortada para cima. Polvilham-se com sal e uma pitada de açúcar, deita-se em cada cavidade um pedacinho de manteiga, distribui-se todo o recheio pelos tomates, comprimindo-o por cima com uma colher. Mete-se o pirex no forno para assar os tomates, o que é rápido. Escalfam-se os ovos, um a um, em água temperada com sal e vinagre. Tiram-se com uma escumadeira, escorrem-se bem e tapa-se cada tomate com um ovo. Polvilha-se com queijo e metem-se em forno quente, para o queijo alourar rapidamente, sem os ovos secarem. Servem-se de seguida.

Recheio de carne:
-150 g de carne picada (mandei picar porco e peru, usem ao vosso gosto)
-2 fatias de presunto
-miolo de pão(usei metade de uma carcaça/papo-seco, mas usem o pão ao vosso gosto)
-ovo batido
-1 folha de salva
-1 pouco de tomilho
-1 cebola pequena picada
-1 alho picado
-leite, margarina(usei manteiga), óleo (usei azeite), sal e pimenta-da-jamaica q.b.

Cobre-se o pão com o leite. Frita-se a carne e o presunto cortado aos quadradinhos na margarina (usei manteiga). Retira-se  a carne do lume e na gordura junta a cebola e alho tudo picado. Deixa ao lume até a cebola ficar translúcida. Junta uma colher de óleo (usei azeite) à mistura anterior. Junta o pão espremido e a carne com o presunto, o tomilho e salva. Mexe-se durante 5 minutos, tira-se do lume, liga-se-lhe o ovo e volta a calor brando, mexendo sempre até enxugar. Retifica-se de sal e tempera-se com pimenta-da-jamaica.

Nota: estas medidas foram para dois tomates, agora se na vossa casa tiverem que fazer mais é só multiplicarem os ingredientes,ok?


"Não ligo que me olhem da cabeça aos pés. Porque nunca farão minha cabeça e nunca chegarão aos meus pés"

sexta-feira, outubro 12, 2012

BOLO DE FUBÁ E BANANAS








Um bolo muito simples de se fazer e com um sabor brutal. As texturas do bolo são três, o crocante na parte superior do bolo (o polvilhar o açúcar) a nuvem que é a textura (fofinho, que até dói...) e a base húmida que é as rodelas de banana que desceram. Mais um bolo que o meu provador oficial (filho) não pode dar a sua nota. Mas com certeza utilizaria o seu termo brutalíssimo. Vamos à receita.




Ingredientes:
-3 ovos
-3 xícaras (chá) de açúcar
-1 e 1/2 xícara de (chá) de fubá
-2 xícaras (chá) de farinha de trigo
-1 xícara (chá) de leite
-2 colheres de (sopa) de óleo
-1 colher (sopa) de fermento em pó

Bater as gemas com o óleo, o açúcar, o fubá e o leite. Aos poucos coloque a farinha de trigo e o fermento. Por último as claras em neve.
Unte a forma, despeje a massa, coloque fatias de banana por cima e salpique com açúcar. Levei ao forno pré-aquecido  a 180ºC.

Notas: além de untar, coloquei no fundo da forma uma rodela de papel vegetal, também untado. No meu forno levou 45 minutos, mas já sabem que difere de forno para forno. O teste do palito é infalível.

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"Amar é deixar aqueles que amamos serem eles mesmos e não tentar moldá-los segundo nossa própria imagem. Caso contrário, amaríamos apenas o reflexo de nós mesmos."

[Thomas Merton]

quarta-feira, outubro 10, 2012

FRANGO COM ERVILHAS






Adoro ervilhas. Mas a filha não. Já gostou, mas há uns anitos deixou de gostar. Vamos lá entender os filhos, só que eu, sou uma mãe que como digo, nasci para tal, nunca obriguei nenhum filho a comer o que não gostam, nem agora adultos nem em crianças. Mesmo quando eram pequenos e o pediatra dizia: têem que comer isto e aquilo, eu dizia: ok, Sr. Doutor, mas saia do consultório e obrigar: nunca, pois o mesmo nunca gostei que me fizessem. O meu filho gosta muito de ervilhas, mas como não se encontra em Portugal, faço só "comida de mulheres"(sorrisos) estou com uma "preguicite aguda" de cozinhar. Pois, a vontade de o fazer foi a acompanhar o filho. Mas neste dia apeteceu-me e resolvi fazer para mim só, que ficaram uma delicia. Vamos lá à receita.

Num tacho de barro, piquei uma cebola e dois dentes de alho, juntei um fio de azeite e um molho de salsa e coentros picados. Levei a lume brando só até a cebola ficar translúcida o que é rápido. Depois juntei 3 bons tomates maduros sem casca e cortados em cubinhos muito pequenos, mexi e deixei harmonizar os sabores. Juntei meio frango (este foi mesmo de aviário) cortado aos bocados e sempre em lume brando deixei, misturar os sabores temperei com um pouco de sal marinho 1 colher de (café) de açúcar (em causa a acidez do tomate) e reguei com 50 ml de vinho branco. Quando começou a ferver juntei 1/2 kg de ervilhas congeladas, e deixei cozinhar sempre em lume brado com o tacho tapado. Quando estava "quase", juntei meia morcela cortada às rodelas, temperei com pimenta-preta moída na altura e juntei mais um pouco de coentros picados. Envolvi muito bem e deixei só mais uns minutinho. Apaguei o lume e deixei os sabores se harmonizarem. Servi de seguida e deliciei-me.

Nota: como utilizei frango normal, não foi frango do campo como costumo utilizar. A cozedura do mesmo sabem que é "vapt-vupt" então eu juntei as ervilhas "quase" ao mesmo tempo do frango. Se for preciso juntar um pouco de água.


"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade."


[Confúcio]

sexta-feira, outubro 05, 2012

CAVALA EM ESCABECHE




Hoje começo com a citação de Óscar Wilde «Meu gosto é muito simples. Gosto do melhor de tudo.»

 Identifico-me na perfeição. Claro, que a leitura desta citação se for interpretada por pessoas "ocas", "vazias" de sentimentos, pensam logo em bens materiais...Para mim: simplesmente o melhor de tudo, é mesmo estes sabores que tenho de infância e que sei, que só eu fazendo os posso recordar de novo. Peixe de escabeche, para mim, é dos maiores manjares. Cavala, Sarda idem aspas...numa das minhas idas à MAKRO, onde ia com desejo de comprar raia, não havia, mas as cavalas estavam lá lindas de morrer, pois, elas já estavam mortinhas, morridas.😂 Mas, quando eu digo que estavam lindas, é porque eram fresquinhas e enormes (1,200kg) cada, trouxe 2 uma pensei logo em fazer este escabeche que já estava apetecer-me há muito. As saudades da minha mãe continua a doer, e os sabores que só ela me soube presentear ao longo da minha vida, estão em alta. Já não tenho os mimos da minha mãe, agora só em memória. Desde que o meu filho partiu, como eu disse: a vontade de cozinhar foi com ele. As saudades já dói e muito! Pois, as saudades dele também andam em alta. O Skype é uma maravilha, pois oiço a voz e vejo o meu filho, mas  tenho saudades dos abraços e cheiro do meu filho, mas voltando à receita que é o que vos interessa.

As cavalas vinham arranjadas  decapitei as sardas.😎 Uma cortei em fatias finas e temperei com bastante sal marinho. Ao fim de cinco horas sacudi o excesso de sal no papel de cozinha absorvi a humidade das postas. Passei as mesmas por farinha de milho fina e fritei em azeite com um dente de alho. (Serve para não queimar o azeite, a dica serve também, para quem utiliza óleo nas frituras). Depois das postas fritas reservei o peixe. Num tacho juntei uma cebola cortada em rodelas finas e três dentes de alhos laminados. Juntei azeite e sempre em lume brando deixei a cebola murchar até ficar translúcida, nessa altura juntei 20 ml de vinagre de vinho branco, e deixei harmonizar sabores e evaporar um pouco. Temperei com pimenta-preta moída na altura, juntei o peixe frito nessa cebolada e deixei até ao outro dia harmonizar sabores. Deliciei-me com uma batata cozida temperada com o próprio molho de escabeche.

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"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos."


[Bob Marley]

quinta-feira, outubro 04, 2012

PAVLOVA COM AMORAS



Tinha que fazer uma sobremesa. Pensa Isabel! Tinha retirado um tupperware com amoras da arca congeladora e colocado no frigorífico na véspera para descongelar as ditas, era para fazer um gelado. Ao abrir a arca congeladora, dei de cara com a caixa das claras congeladas, fez-se luz, lembrei-me logo de fazer uma pavlova de amoras. Uma sobremesa excelente para se aproveitar claras, que eu tenho sempre congeladas. Não tinha tempo para descongelar as claras. Mas como eu até faço a pavlova com o creme pasteleiro, aproveitei as claras para fazer a pavlova e segui logo para bingo (receita) que se faz muito rápido.
Primeiro fiz a cobertura das amoras: Num tacho coloquei 300 g de amoras com 2 colheres de (sopa) de açúcar e 1 colher de (sopa) de brandy. Levei a lume brando e deixei murchar as amoras, com um garfo esmaguei as mesmas. Reservei.

Pavlova:
Ingredientes:
-3 claras
-170 g de açúcar
-1 colher de (sobremesa) de vinagre
-1 colher de (sobremesa) de maisena

Bati as claras em castelo, quando batidas juntei metade do açúcar e voltei a bater até fazer picos. Juntei o resto do açúcar, farinha e o vinagre e envolvi muito bem com a vara de arames sem bater. Untei com manteiga um tabuleiro (daqueles de bolachas/biscoitos, sem laterais) e deitei o merengue no meio. Com uma colher de (sopa) fui espalhando até fazer um circulo. Levei ao forno a 150ºC, durante 1 hora. Ao fim desse tempo desliguei o forno e deixei o merengue arrefecer dentro do (forno).

Receita de creme pasteleiro:
Ingredientes:
-30 g de farinha
-100 g de açúcar
-1/4 l de leite
-3 gemas de ovo
-1 colher de (chá) de baunilha

Com o batedor de varas de arames ou (fovet) como agora tem a mania de chamar. Para mim como sempre chamei vara de arames é assim que vai continuar a ser. Bati as gemas com o açúcar até ficarem esbranquiçadas. Envolvi de seguida a farinha junto com a baunilha e depois o leite quente. Levei ao lume batendo sempre com a vara de arames até levantar fervura e "ops" um creme pasteleiro caseiro e simples de se fazer, ok, pelo menos para mim.

Montagem da pavlova:

Coloco a pavlova num prato. No meio coloco o creme pasteleiro. Cubro com o chantilly que fiz com 400 ml de natas e 2 colheres de (sopa) do meu açúcar baunilhado, depois deitei por cima o xarope que fiz com as amoras. Não tive a nota do meu provador oficial (filho), pois não se encontra em Portugal. Mas utilizando o seu termo: ficou brutalíssimo...


"Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez."


[Dalai Lama]

sexta-feira, setembro 28, 2012

BOLINHAS DE AZEITONAS



Esta receita é do meu livro de 👉Pantagruel. Quem me segue, sabe que ando a dar uma atenção especial a este livro. Esteve no canto muitos anos agora ando numa de pesquisar e fazer receitas do mesmo. Desta vez foi uns aperitivos, que simplesmente achei fantásticos. Como penso fazer outras receitas de aperitivos vou deixar aqui uma nota, o que a  Maria Manuela Limpo Caetano, acha dos mesmos...
 
Aperitivos:
Nota Prévia: É sempre arbitrária qualquer lista de aperitivos e a que se segue não foge à regra...Arbitrária e reduzida, porquanto nem talvez as páginas todas deste livro chegassem para registar o que a fantasia humana tem vindo a criar neste domínio. Como não se trata de «comida» no sentido comum do termo, mas de «taste teasers», espevitadores do paladar, devem os aperitivos ser pequeninos e- insidiosamente, sorrateiramente, pecaminosamente...-puxar para as bandas do sal, da pimenta e do picante. Nos casos em que a urgência não dá tempo para despender com muitas preparações culinárias, uma volta por um supermercado ou por uma boa mercearia é a resposta, pois existem actualmente à venda não só inúmeros aperitivos já prontos como variadíssimas conservas aptas a, num ápice, se transformarem em deliciosos petisquinhos. Os «nossos» aperitivos, os feitos por «nós» e que não se encontram à venda, dão porém uma nota de classe, de interesse e de aconchego caseiro, que os fabricantes industrialmente nunca conseguem igualar.
Ingredientes:
-250 g de farinha de trigo
-60 g de margarina (usei manteiga)
-5 g de sal
-1 colher de (chá) de fermento em pó
-leite q.b. (usei 2 colheres de sopa de leite até a massas ficar com a textura ideal)
-azeitonas verdes q.b. (usei pretas)


Peneira-se a farinha com o sal e o fermento para uma tigela, põe-se em cima a margarina (usei manteiga), desmancha-se com o calor dos dedos e vai-se amassando, juntando leite aos poucos até obter uma massa bem ligada que se trabalha sobre a pedra da bancada. Deixa-se descansar 15 minutos. Descaroçam-se azeitonas com o descaroçador próprio e cortam-se ao meio. Tende-se a massa em bolinhas do tamanho de nozes e mete-se dentro de cada uma metade de uma azeitona. Dispõem-se no tabuleiro do forno levemente untado com margarina (usei papel vegetal) e cozem-se em forno quente.


segunda-feira, setembro 24, 2012

PURÉ AJARDINADO



Continuando com a minha consulta, no meu livro de Pantagruel. Achei interessante este puré. Não me arrependi, pois é fantástico e simples.

Ingredientes:
-1/2 l de grão
-1 cebola média
-1 chávena de ervilhas
-1 cenoura (usei 2)
-azeite
-1 cubo de caldo de galinha (não usei)
-2  colheres de (sopa) de leite
-água e sal (marinho) q.b.

Coze-se o grão depois de ter estado de molho desde a véspera à noite. Coze-se a cebola no azeite, mexendo constantemente e, antes de começar a querer fritar, junta-se o grão e a água em que cozeu. Passa-se pelo passe-vite (usei a varinha mágica). Leva-se ao lume, adicionam-se o cubo de caldo, (não usei), as ervilhas e as cenouras cortadas em juliana, junta-se mais água se for necessário (utilizei caldo de frango). Deixa-se cozer os legumes. Junta-se o leite e tempera-se com sal, mas ter atenção ao sal do caldo de cubo ok (quem usar)?

Nota: caldos em cubos quem me segue sabe que sou anti caldos. Mete-me um pouco de confusão o que é que aquilo saberá, ok, tudo ao mesmo. Mas quem usa está à vontade ok? Agora o que utilizei foi a água de cozer um frango com chouriço na véspera, que foi para fazer um empadão, mas a água reservei, onde congelei o resto, pois serve para risottos.

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"Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico."

[Sêneca]

sexta-feira, setembro 21, 2012

BOLO DA SENHORA DONA







Como já disse aqui! Ando pela primeira vez a dar o devido valor a esta relíquia que já mora comigo há uns anitos. Tinha feito o doce de chila (gila) ou como quiserem chamar. Está correto das duas maneiras. Como sabem é um doce que nunca falta na minha casa, como já tenho dito! Quando o doce está quase acabar, há umas abóboras gilas a chegar, e nunca são poucas. Tenho aqui a receita com açúcar branco e com açúcar amarelo, que depois de experimentar, é sempre como faço, prefiro. Resolvi escolher um bolo para "estrear" o doce que tinha feito na véspera. Vamos à receita:


Ingredientes:
-250 g de açúcar (usei 150 g)
-200 g de coco ralado
-200 g de doce chila (gila) (usei 300 g)
-6 ovos

Bati o açúcar com os ovos até ficar cremoso. Juntei o coco e depois o doce, batendo sempre muito bem. Deitei na forma untada de manteiga e polvilhada com pão ralado. Levei ao forno a 180ºC, até corar por cima, nessa altura cobri o bolo com uma folha de papel de alumínio e baixei o forno para 160ºC, até terminar a cozedura do bolo. Aqui, não vou dizer que o palito sabe, pois o bolo fica com uma textura húmida fantástica, então se usarem o palito, para ver se o bolo está cozido, sai sempre húmido. No meu forno levou 1 hora e 10 minutos, já sabem cada qual sabe do seu forno. O aroma que perfumou a casa, é mesmo de outra dimensão, o sabor apesar de não ter o meu filho para dar a sua nota, a mãe (eu) atrevo-me a utilizar o seu termo: brutalíssimo, pois sei que o irá utilizar quando me visitar ou eu o visitar e fizer o bolo.

Nota: o nome do bolo até é engraçado. Mas não sei, o porquê do dito!?!?

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" - Ser feliz é o maior afrodisíaco que existe. Você só passa por esta vida uma vez . Não vai ter bis."

[Elvis Presley]

quarta-feira, setembro 19, 2012

PORCO COM ALECRIM NO FORNO

Tinha uma perna de porco, que para mim é uma das partes mais saborosas do bichinho. Tinha aquela pele grossa que eu depois de aprender nunca mais tirei, deixo assar com a dita que dá um sabor fantástico. Depois claro, que não comemos essa gordura, Então resolvi fazer uma pasta e besuntar a perna. Fiz assim: esmurrei 3 dentes de alho com pele, numa tigela coloquei 1 colher de (sopa) de massa de pimentão, juntei os alhos esfarelei 3 pernadas de alecrim (previamente lavado), e pimenta preta moída na altura, umas pedrinhas de sal marinho e 3 colheres de sopa de azeite. Misturei tudo muito bem e besuntei o bichinho, reservei 3 horas no tabuleiro de barro. Ao fim desse tempo borrifei com vinho branco e foi ao forno previamente aquecido a 150ºC, durante 1 hora, ao fim desse tempo juntei umas batatas descascadas e aumentei o lume para 200º C, foi o tempo de assar as batatas. Ao longo da cozedura fui sempre virando a perna para a tal gordura da dita ficar estaladiço e deitar os seus sucos. Servi com uma salada de tomate.

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O contrário do Amor"

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurónios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objecto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo.

O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor. Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Óscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus actos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos.

A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada. Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

[Martha Medeiros]

P.S. Como concordo com a Martha. Quem me conhece, nunca ouviu da minha boca a palavra "ódio" eu quando me desinteresso por alguém, ou por algo, coloco no seu devido sítio: canto, que sinto que é o lugar indicado. Para mim, é onde está tudo, o que não me interessa de todo. Se são pessoas desejo sempre a triplicar o que me desejam a mim. Não, não sou má, sou realista, nunca desejei mal a ninguém, mesmo que me tenham feito muito mal, mas nem todas as pessoas são iguais. Daí se me desejarem bem, terão a triplicar o bem. Mas também se for o inverso, ui, aí é a triplicar também...(sorrisos). Sou Católica, mas uma (Católica) um pouco esquisita, pois acredito em Deus, acredito em "algo", adoro, mas (adoro) mesmo conhecer e entrar em igrejas, capelas, mas sem padres, são pessoas comuns que pecam como qualquer mortal, então não me "lixem" estarem a pregar o moral para os outros, dá-me náuseas...Deus disse: perdoem o próximo, dêem a outra face. Ok, há muito que deixei de dar a outra face, deixei esse "estatuto de parva"lá para trás no tempo. Perdoar, perdoo, mas também deve ser da boca para fora concerteza, pois se deixo no tempo...bem, não pensem que estou a pregar a moral, não, mas a ler hoje a mensagem que escolhi, gosto de interiorizar o que leio, dai a minha análise,ok? Mas cada qual faz a sua e respeito, assim como gostaria que respeitassem a minha. o respeito é muito bonito e nunca ficou mal a ninguém. (Espero não receber mails luminosos...)

sábado, setembro 15, 2012

LICOR DE ALFARROBA [2º PARTE E FINAL]




Aqui disse: que passado 6 meses "Se Deus Quisesse" vinha postar o final do licor de alfarroba. Claro, que Ele quis/quer sempre, quem se atrasou fui eu...(sorrisos) é verdade em vez de 6 vim ao fim de 12 meses. O licor tinha que estar em infusão os tais 6 meses no escurinho e ser abanado diariamente, mas a Isabel não se esqueceu dele, o abanar diariamente sou sincera, não abano, abano sim quando me lembro. "Quem confessa a verdade, não merece castigo", foi sempre o que ouvi a minha avó dizer. Então estou perdoada. O "tempo" a falar com alguém que percebe de licores, (eu não percebo nada) disse-me: que o tempo marcado é sempre o mínimo, quanto mais tempo estiver em infusão mais qualidade dá ao mesmo. Ora bem, como eu sou uma mulher muito bem mandada (só às vezes) resolvi desta vez, seguir essa dica, (prolongar o tempo de infusão). Este licor a maneira de fazer é diferente. Na postagem anterior disse como se fazia, agora foi só coar o licor, com um funil de algodão, para dentro da garrafa. E fazer a sessão fotográfica.
 
Nota: agora a nota final, vão ter que esperar mais um tempinho, pelo meu provador oficial (filho), pois ele não se encontra no País, quando o meu filho chegar e provar o dito logo virei colocar uma nota aqui ok?

Nota: 27 de Janeiro de 2013, como disse anteriormente, logo que o meu filho provasse este licor eu viria dizer qual a sua nota. Bem, quando provou disse:-Ui, ui, mãe, está brutal, continua...


"Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará jamais."

[Mario Quintana]