segunda-feira, junho 22, 2020

BOLO DOS DISCOS






Fui buscar o livro de Maria Odete Cortes Valente "Cozinha Regional Portuguesa" (bolos inteiros doces de colher). Queria fazer um bolo, mas queria algo nosso, da nossa doçaria. Esta colecção de livros tem as receitas de Norte a Sul, as nossas receitas que por vezes se esquece, o que não é o meu caso, basta eu ser uma eterna apaixonada pela Maria de Lurdes Modesto, nunca posso esquecer o que é nosso❤❤

Ingredientes:
-250 g de amêndoa
-150 g de açúcar
-6 claras

Bati as claras em castelo muito firme. Juntei o açúcar continuando a bater. Mistura-se a amêndoa pelada e passada pela máquina só a envolver. (Eu juntei a amêndoa passada pela máquina (moída) com casca). Vai ao forno médio a cozer, em formas baixas de 21 cm de diâmetro, bem untadas com manteiga e polvilhadas de farinha. Esta porção dá para 4 bolachas que se sobrepõem, recheando. com ovos moles. Cobre-se depois o bolo com os mesmos e polvilha-se com amêndoa ralada e levemente torrada. (Ovos moles 8 gemas e 200 g de açúcar)

Nota: Fiz só 3, só tenho 3 formas de 20 cm, não me apeteceu sair de minha casa para ir comprar mais uma forma, só saio de casa para o indespensável, o que não era o caso, saiu um bolo com 3 discos em vez de 4, tudo se remedeia. Além, que já tenho formas para as próximas encarnações. Não fiz os ovos moles com 8 gemas e sim com as 6 gemas que sobrou do bolo e 6 c. de sopa de açúcar. Ah, e esqueci de colocar a amêndoa polvilhada por cima do bolo, só quando estava a escrever aqui no blog a receita é que vi a falha, que não foi nenhuma, pois o bolo ficou brutal.😋 Untei as formas com manteiga, e forrei  os fundos das formas com papel vegetal também untado e depois polvilhei as formas com pão ralado.

P.S. Ovos moles, 6 gemas, 6 c. de sopa de água e 6 c. de sopa de açúcar. Tem 👉 aqui receitas.

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"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."

quarta-feira, junho 17, 2020

HÁ CADA UMA QUE ATÉ PARECEM DUAS...E PACIÊNCIA PARA LER (ATURAR)?!?!


                                                                (imagem retirada na net)
Quando comecei o blog em Novembro de 2007, não percebia nada, e é se hoje passado estes anos percebo?!?! Mas continuando, a Belinha nessa altura entrou em contacto comigo com a sua simpatia, para me ajudar, a entrar em páginas de culinária, aliás na altura até lhe dei a minha Password, para ela fazer-me o favor de tratar, eu era uma "tansinha" na net, se é que deixei de ser... 😇 Ou seja já estou há largos anos na blogosfera, mas vi que as páginas não eram para mim, tempo não tinha/tenho cusquice, nunca foi a minha onda, sarilhos, então é que nunca foi mesmo a minha praia. Ao fim destes anos nem sei se continuo inscrita ou não.😎

  No inicio de Março fiquei de quarentena em casa, com a vinda do nosso inimigo Covid-19, só saio 1 dia por semana para ir ao super perto de minha casa e farmácia se for necessário, o resto do tempo estou em casa. Então estando no facebook alguém me convidou para uma página de bolachas (já tinham convidado para muitas páginas, mas não tinha aceitado, mas como estava numa de não sair de casa aceitei duas páginas. Uma é de bolachas, ok, comecei a colocar o link do blog com a receita das bolachas, ao fim talvez de 1 mês comecei a ver que a página postavam tudo menos o propósito "receitas de bolachas". Comecei a ver que não tinha nada a ver comigo, e deixei uma postagem antes de sair.

 "Bom dia! Hoje não vou colocar nenhuma receita, estou a ver que esta não é uma página de "vamos fazer bolachas" e sim uma página tutti fruit. Postagens de tudo e mais alguma coisa. Penso que quem administra a página ou não sabe ou nem lhe interessa. Sendo assim, se não mudar não coloco mais receitas minhas (não gosto de estar misturada com alhos e bogalhos) e saio do grupo. Um muito obrigada!
 Isabel de Miranda

Tive bastantes comentários a concordarem comigo, e alguns a pedirem para eu fazer uma página que iam comigo, começar a seguir-me, mas como já escrevi atrás, esse não era o meu prepósito, era sim partilhar um pouco do que sei, e como estava a malta toda a fazer pão, que até a farinha e fermento esgotou (estilo carneirada na qual não me incluo),  achei interessante a partilha das receitas de bolachas, mas pronto, sai, como eu sempre disse e digo, não tenho paciência, e coloquei o assunto no canto. Ao fim de uns 3 dias recebo uma mensagem no Facebook de uma seguidora da página que eu seguia, que resolveu sair e fazer a sua própria página de doces a convidar-me, aceitei. Postei um bolo, no dia seguinte coloquei lá outra receita, mas como sempre fiz colocava o link do blog onde aparece a foto e vai dar à receita. Ok, ao fim desse dia recebo uma mensagem dessa "senhora" a pedir-me para só colocar a receita, e nunca o link do blog, pois a mesma não queria publicidade, e compreendia que eu o tivesse a fazer para ter mais seguidores e blá blá... Respondi educadamente como sempre faço e os meus saudosos pais me ensinaram.  Voltou a responder, outro testamento ao qual nem li e eliminei logo. Canto logo. Achei de muito mau tom estar a julgar-me sem me conhecer, se me conhecesse saberia que retirei os comentários no blog e deixei de comentar blogs desde 2008, estava farta da hipócresia, que existia e existe cada vez mais, ah, está maravilhoso, e depois colocam link de blog, facebook, instagram e mais páginas tenham. Não era a minha onda, não gosto de pessoal em bicos de pés. Pessoas pequeninhas não me agrada. Então eu nem visitava, nem comentava e continuo com essa postura. Não preciso de aparecer, não preciso de ser vista, adora passar despercebida, detesto "carneiradas".  Detesto tudo que seja dar nas vistas seja de que maneira for. Nunca comprei seguidores, quem me segue é porque gostam e como eu sempre disse e digo: Mais vale poucou e de qualidade do que muitos sem qualidade nenhuma bajuladores. Não gosto nem quero! Eliminei as minhas postagens  e saí logo do grupo, se é que estive lá alguma vez. Enfim!

Mas, não estando satisfeitas (eu devo ter algum dom que vêm ter comigo, mesmo calada), na outra página que entrei na mesma altura da anterior, recebo um comentário numa postagem minhas, segue:
"Cuidado com os doces. Os diabetes são uma crescente doença na sociedade." Ao qual eu respondi! " muito obrigada, pelo seu cuidado. Mas se há alguém que tem cuidado com a saúde minha e filhos apesar de serem adultos sou eu, todos os anos há análises. Mas realmente é ironia do destino, quantas pessoas não terão tido cuidado com a sua alimentação, e agora veio um Covid visitar e matou e continua. Ah e posso dizer que tenho 1,67, e peso 56 Kg, apesar de estar informada que a diabetes não tem nada a ver com o peso, nem com o açúcar. Fique tranquila, preocupe-se consigo e familia e não coma açúcar de todo. Fique bem! Voltou a comentar, mas não vale a pena, eu me chatear com coisas pequenas, quando há algo grandioso para estar preocupada. Foi só um desabafo, mas não tenho e cada vez tenho menos paciência para pessoas "pequeninas" Enfim! 

"Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância." 

 (Sócrates)

quinta-feira, junho 11, 2020

BOLO DE COCO DE MIRA







Não preciso de Covid para fazer sobremesas, bolos o que seja pois todas as semanas faço. Mas este bolo por acaso foi feito nesta época  menos boa, mas temos que ter de tudo na vida, para saber-mos dar o valor à dita e "arrumar" as prioridades da vida. Claras habitam no meu congelador sempre em quantidades enormes que sobram de bolos, gelados e sobremesas etc... mas se não for o vosso caso, já podem comprar claras em pacotes para fazerem estes bolos. Não digo marcas, mas em qualquer superficie há. Esta receita saltou 👉daqui, uns livros  deliciosos, também com a sua estória (história) que eu adoro.



Ingredientes:
-14 claras
-450 gde açúcar(usei 250 g de açúcar de coco, e mais que suficiente)
-220 g de farinha (usei 150 g de farinha de coco)
-300 g de coco
-1 c. de chá de fermento em pó

Bati as claras em castelo; Juntei o açúcar e fui batendo como para suspiro (o que não aconteceu, pois utilizei açúcar de coco); misturei o coco, batendo sempre: por fim, deidei a farinha e o fermento. Envolvi bem. Deitei o preparado numa forma untada e com o fundo forrado com papel vegetal e levei ao forno pré-aquecido a 180ºC o tempo de espetar o palito e sair limpo. Depois do bolo cozido e frio recheei e cobri com creme de ovos.


Creme de ovos:
-100 g de açúcar de coco´(usem o que preferirem ou der mais jeito)
-1 c. de sobremesa de Maizena
-3 gemas de ovos + 1 ovo

Leva-se o açúcar ao lume com metade do seu peso de água, até obter ponto de pérola. Retira-se do lume, arrefece e mistura-se a farinha desfeita num pouco de água. Volta ao lume, mexendo sempre, até cozer a farinha. Tira-se novamente, amorna e misturam-se as gemas e o ovo previamente batido, que voltam ao lume para cozer. Deitei o creme num prato e cobri com película aderente, levei ao frigorífico a arrefecer.

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"Você ganha força, coragem e confiança através de cada experiência em que você realmente para e encara o medo de frente."

(Eleanor Roosevelt)

sexta-feira, junho 05, 2020

QUEIJADAS DE AVELÃ, AMÊNDOA E FEIJÃO



Uns bolinhos (queijadas) ou o que quiserem chamar, feitos na quarentena, para o dia do👉mimo.
 Fiquei em casa no dia 9 de Março, foi quando eu comecei a fazer a minha quarentena, afastamento social. Em
minha casa só mesmo a minha família. Achei por bem, não fazer os miminhos da semana para levar à minha amiga C. para os filhos, achei que com o Covid_19 era melhor, mas ao fim de uma semana, tive uma mensagem da minha amiga, a dizer que os filhos tinham saudades dos mimos. Respondi logo: Vou já fazer e já deixo à porta de casa. Fui para a minha cozinha, e fiz logo um pudim de ovos, e bolachinhas. Foi entregue. Assim continuou todas as semanas a entrega do miminho, sempre diferente, mas sempre feito com amor. A minha amiga C. é uma amiga que chegou há poucos anos na minha vida, mas é AQUELA amiga, verdadeira, estou a levar esta quarentena muito mais leve, com o seu apoio. Sempre preocupada, com os meus filhos, sempre atenta, fizemos uma Páscoa juntas, mas cada uma em sua casa com a sua própria familia, mas foi tão reconfortante.  As saudades que tenho de lhe dar aquele abraço semanal, tão bom e reconfortante. Isto tudo para dizer, que estes bolinhos foram para o dia do mimo.❤❤
Ingredientes:
-100 g de feijão branco cozido de (lata)
-100 g de amêndoa moída com pele
-125 g de avelãs moida sem pele
-150 g de açúcar amarelo
-4 ovos inteiros
-1 rolo de massa folhada LIDL (a única que uso e gosto)


Preparacão: Untei as forminhas com manteiga e forrei-as com a massa.
 Reservei.
Escorri o feijão e com a varinha triturei até fazer um polme.
Num tacho deitei o polme do feijão, açúcar, amêndoa moída, 
avelãs moídas, e os ovos inteiros.
Mexi muito bem e levei ao lume até cozer os ovos,
e começar a engrossar,
desliguei o lume.
Entretanto liguei o forno a 200ºC.
Com uma colher enchi as forminhas forradas com a massa folhada.
Levei ao forno préviamente aquecido, até folhar a massa,
e dourar o recheio, foi à volta de 25m.
Ficaram uns bolinhos (queijadinhas) muito agradáveis.
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"Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos."

terça-feira, junho 02, 2020

QUICHE DE ATUM E LOMBARDO





Quando só sais uma vez por semana para ir às compras, e precisas de algo? Bolas, antes do Covid, era tão fácil, era ir e pronto, traziamos o que precisavamos e o que não era preciso, mas vinha, no meu caso. Chegou o Sr. Covid, mudamos, eu pelo menos mudei todas as minhas necessidades e prioridades  (exepto a dos filhos, pois essa está sempre em 1º lugar à frente de tudo e todos). Se vou cozinhar algo que falta algum ingrediente dou a volta, como também foi uma altura óptima para abrir o frigorifico e ver o que estava a ficar "velho" e saltar para fora do dito e se tranformar, o caso: tinha uma massa quebrada a 3 dias de acabar o prazo, meia couve lombarda, e 1 alho francês. Fui à dispensa, retirei uma lata de atum das grandes e vamos a isso.

P.S. As massas refrigeradas tenho sempre congeladas, mas esta tinha vindo para fazer uma sobremesa, que não fiz, por isso estava no frigorifico.


Ingredientes:
-1 pacote de queijo mozarella ralado
-1 massa quebrada refrigerada
-1/2 couve lombarda cortada em juliana
-1 alho francês cortado às rodelas
-1 lata de atum em água das grandes
-1 cebola picada
-azeite virgem
-1 c. de sopa de farinha integral
-leite magro q.b.
-3 ovos
-sal marinho q.b.
-pimenta preta moída na hora
-1 c. de café de caril
-1 c. de café de açafrão das Indias

Há um tempo a esta parte, quando faço quiches não utilizo natas, mas se preferirem utilizar as mesmas saltam esta parte a seguir.*

*Numa tigela desfiz uma colher de sopa de farinha de trigo integral em 180 ml de leite magro e reservei.

A tarteira untei com manteiga e forrei com uma massa quebrada refrigerada do LIDL  que piquei o fundo com um garfo. Reservei no frigorífico.

Num tacho coloquei uma cebola picada, o alho fracês cortado às rodelas e previamente lavado reguei com o azeite e levei a lume brando. Fui sempre mexendo até a cebola ficar translúcida.  Nessa altura juntei a couve cortada em juliana e envolvi bem. Tapei o tacho e deixei a mesma murchar. Depois foi adicionar o atum e envolver. Adicionei a farinha desfeita com o leite e deixei cozinhar (estilo béchamel), nessa altura  juntei o caril e acafrão, envolvi muito bem e temperei com o sal marinho e pimenta preta moida na altura, envolvi muito bem e sempre em lume brando deixei harmonizar sabores. Envolvi os ovos e o queijo mozarella na mistura bem, deitei esse preparado na tarteira previamente preparada e levei ao forno pré-aquecido a 180ºC, o tempo de cozinha a massa e recheio. A massa fica loura, e o recheio espeto um palito e sai seco. Servi com uma salada.

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"O otimismo é a fé em ação. Nada se pode levar a efeito sem otimismo."

 (Helen Keller)