sexta-feira, maio 17, 2013

GELADO DE BOUNTY



Quem me segue sabe perfeitamente a minha ligação Kármica com os gelados. Sou uma eterna apaixonada pelos mesmos, seja em que altura do ano for, como, e faço durante todas as "estações" do ano. Foi um hábito que o meu saudoso pai me transmitiu, pois desde que me lembro de ser gente que eu ia com ele ao Galeto comer gelados. Mas essa história já a contei imensas vezes não me vou repetir. Desta vez apeteceu-me um gelado de chocolate e coco. Tinha cá em casa chocolates Bounty resolvi improvisar e em muita boa hora o fiz. Vamos à receita que estava em fila de postagem (rascunho) há mais de 1 ano, nunca mais via a luz do dia. Tenho mesmo que fazer uma faxina nas receitas em rascunho. Já são muitas, nunca consigo colocar em dia, pois continuo a cozinhar todos os dias, prometer não prometo, pois nunca o fiz na minha vida, mas vou tentar

 
Ingredientes:
-3 gemas (congela as claras, serve para fazer Pavlova)
-180 g de açúcar branco fino
-30 ml de licor de coco
-5 chocolates Bounty (embalagens) X 2 = 10 (cada embalagem têm 2 chocolates)
-500 ml de natas batidas "quase" em chantilly

Bati as gemas com o açúcar até ficar uma mistura esbranquiçada. Juntei o licor, envolvi muito bem e reservei. Levei os chocolates partidos aos bocados a banho-maria a lume brando com 100 ml de natas sempre a mexer até derreter completamente. Quando derretido deixei arrefecer um pouco antes de juntar à mistura anterior. Envolvi muito bem sem bater. Por fim juntei as natas batidas e envolvi, sem bater. Deitei essa mistura na sorveteira a trabalhar. Levou 30 minutos até eu ter um gelado sublime, chocolate e coco, é um casamento perfeito, pelo menos para mim. Este gelado feito com os chocolates Bounty, ficou divino, pois o coco do chocolate tem um textura húmida, o que não precisamos de hidratar o coco para fazer o gelado. Quando se está a saborear o gelado encontra-se na sua textura o coco que é qualquer coisa de outra dimensão. O sabor do chocolate com o coco é brutalíssimo, aplicando o termo do meu filho.

________Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia._____


Goethe

quinta-feira, maio 16, 2013

A HISTÓRIA DO CAFÉ [PARTE 2]


                   (Imagem retirada da net)
Continuando com a «História do café». Vamos continuar com a parte 2.
O CAFÉ!
A planta do café pertence à família das rubiáceas e ao género Coffea. Subdivide-se em numerosas espécies, muitas das quais resultam das variações provocadas pelo homem nas diferentes condições ambientais em que as tem vindo a cultivar.

Trata-se de um arbusto pequeno, de folhas verdes, escuras e brilhantes, pequenas flores brancas e frutos que começam por ser verdes e que quando amadurecem e ficam prontos para a colheita, se tornam vermelhos. É essa a fonte da bebida que hoje se degusta sem problemas em qualquer parte do mundo. Neste livro, aproveitamos as excelentes propriedades do café para criar um vasto e interessante leque de receitas, onde os mais diversos ingredientes serão valorizados através da conjugação com esse verdadeiro elixir. Essas preparações são o prémio para o resultado de um cultivo esmerado a semente-mãe é escolhida e posta a germinar e, a seu tempo, o rebento dela resultante é plantada no terra onde irá crescer e onde, depois de muitos dias e noites de cuidados, dará os seus frutos.

Esses frutos, vermelhos, brilhantes e vistosos são os protagonistas da nossa história. Uma história real, de muitos trabalhadores apaixonados por uma terra, uma cultura e um arbusto que várias vezes ao ano lhes oferece, como símbolo de fraternidade, o pequeno fruto vermelho do café.

Foi o denominador comum que encontrei entre os protagonistas do mundo do café que me cativou e me fez escolher o título para este livro: Paixão pelo Café. Todos os que se envolvem na sua produção acabam por se apaixonar pelo trabalho que desenvolvem, pelas terras que cultivam e pelo café que produzem: desde o que planta o rebento nos dias apropriados, soalheiros e por vezes quentes, ao que colhe os grãos, com cuidado de só retirar dos arbustos os que já estão maduros, passando pelo que selecciona os grãos um a um, para lhes retirar a casca depois de os ter secado com todo o cuidado, lenta e suavemente, a fim de evitar que sequem de mais ou se queimem; e, no fim da cadeia, aqueles que o comercializam e o dão a provar.

O grão vermelho do café encontra-se coberto por uma película adocicada que, depois da colheita, se deve retirar sem demora. Fica então à vista a polpa, branca e gelatinosa, que também se deve extrair no primeiro processo (na Colômbia geralmente chamado «o benefício»). Depois, divide-se o grão ao meio e põe-se a secar ao sol ou em máquinas que imitam o seu calor. Seca-se assim, com carinho, o pequeno grão que representa o sustento diário de milhares de pessoas. Hoje em dia, tenta-se praticar uma cultura do café amigo do ambiente, pelo que os desperdícios obtidos ao longo do processo são utilizados para adubar as plantas em crescimento. Quando secas, as metades dos grãos de café são ensacadas e levadas para um local onde são calibradas. É também aí que se entregam todos os documentos de procedência que permitem traçar a sua história (aquilo a que se chama a trazabilidad). Em seguida, o café é levado para o laboratório onde se avalia, através de seis amostras, se todas as sementes têm a mesma qualidade e qual a percentagem de perdas devidas ao pergaminho. Depois, fazem-se «provas de chávenas», para se determinar o preço a oferecer ao cafeicultor. «É na chávena que se vê o cuidado do cafeicultor, a sua meticulosidade. É  essa prova que nos permite saber se o café ocupa o primeiro lugar na vida de quem o produziu. Através da chávena podemos descrever as pessoas»* afirma Juan Carlos Alarcón, da Cooperativa de Cafeicultores de Chinchiná, Caldas (Colômbia). « A prova de chávena permite-nos saber se houve erros a nível da colheita, da extracção da polpa, da passagem pelos tanques, da secagem, da torrefacção, etc», acrescenta Juan Alarcón. Sandra Quiñones, jurada internacional em «provas de chávenas» diz: «Para um café ser considerado excelente, as suas qualidades não devem variar à medida que arrefece; a fragrância e o aroma sentem-se desde a moagem e reafirmam-se na boca...»

* Entrevista realizada pela autora.

A casca que se extrai dos grãos depois de secos, ou pergaminho, é usado como fonte de energia para os queimadores das plantas.

Aqui termina, em parte, o processo de produção de café característico de muitos países da América Latina. Assim se obtém o grão de Café Pergaminho, como é chamado na Colômbia, ou do Café Ouro, como é conhecido no Panamá. Depois, é levado para terras onde possivelmente nunca se viu um cafezal; para sítios longínquos, desconhecidos para a maioria das pessoas que deram vida à planta, que acompanharam o seu crescimento e nos entregaram o produto, carregado de história e amor, para que possamos usufruir do melhor que a terra nos dá.

Nas próximas páginas partilharei com o leitor pequenas histórias que recolhi junto de pessoas que dedicam o seu dia-a-dia a trabalhar para que possamos ter, todas as manhãs, uma chávena de café quente nas mãos.

Um começo humilde para uma grande travessia...

António, reformou-se há alguns anos, mas mantém a sua robustez, os ombros bem direitos e, sobretudo, a sua paixão pela terra e pelo café: « Sou de Aguadas, nas Caldas. Foi um tio meu que me trouxe para aqui. Tinha 18 anos e era analfabeto. Só aos 22 anos aprendi a escrever o meu nome, com uma professora que me dava aulas à noite.» Hoje em dia, este homem é o administrador de uma magnífica plantação de café da Colômbia. Começou por colher o café de canastra à cintura, e carregar e descarregar mulas. O tio, que o tinha a seu cargo, acabou por partir, deixando-o sozinho na propriedade, com os novos donos. Estes viam-no pouco, mas sabiam que ele trabalhava sem descanso e aprendia com facilidade. Casou-se e teve três filhos, que desde cedo se envolveram no trabalho do pai. Ainda antes de atingirem os dez anos de idade. António, que entretanto passara a chefiar a plantação, ensinou-os a conduzir o tractor que costumava usar e deu-lhes a conhecer tudo o que sabia sobre café. «Quando tinham oito ou nove anos, já os levava comigo: carregava um tractor com lenha e saía. Às vezes, encontrava o patrão, que me perguntava se eles tinham autorização. Aparecia quando eu menos esperava: não sei como, mas nessas alturas aparecia sempre. Para mim era um susto, porque sempre que me encontrava, zangava-se comigo. Mas, graças a Deus, nunca tivemos nenhum acidente.» Gosta daquela terra, do campo, das Caldas. Estuda-a cuidadosamente e planifica as sementeiras e os cortes em função dos movimentos da Lua. Cultiva com base nos conhecimentos que foi adquirindo sobre a natureza, e diz ser essa a razão de os seus cafezais não terem grandes formigueiros nem serem afectados por pragas. As suas terras têm todo o tipo de plantas: bananeiras, laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e goiabeiras do Peru, mas também feijoeiros e tubérculos como a batata e a mandioca. Planta-as por gosto, mas também por saber que constituem um bom complemento na alimentação dos trabalhadores, que assim dispõem de frutos para prepararem sumos refrescantes com que recuperam do árduo dia de trabalho, e vários outros produtos que lhe permitem equilibrar a sua dieta. Os trabalhadores que estão encarregados de observar o aparecimento de pragas e doenças nos pés de café vivem no meio das plantações, em casas brancas com portas vermelhas, cheias de flores, e com cozinhas impecáveis. Os que se ocupam da colheita trabalham de segunda a sexta-feira e durante o fim-de-semana vão até à cidade para estarem com as famílias ou, simplesmente, para descansarem e se divertirem.

António contou-me tudo isto ao longo de um passeio pela propriedade. Ao chegarmos perto da escola, falou-me da vida dos filhos: «Quando chegou a altura de mandar o mais velho para a tropa, a minha mulher fartou-se de chorar, mas eu, por dentro, estava e feliz e pensava: "que mo levem rapaz e mo devolvam homem e lhe ensinem a não ser cobarde".» Falou com felicidade dos seus dois filhos mais velhos, mas quando chegou ao último, baixou a voz para me contar que um acidente de mota lhe tinha roubado a vida «há apenas alguns meses». Eu estava com a minha filha Isabella, que foi ajudar-me a tirar fotografias, e senti uma dor no fundo do coração. Como que por milagre, o telemóvel do senhor António tocou naquele preciso momento. Julgo que foi a primeira vez que aquele pequeno aparelho intrometido tocou no momento certo, resgatando a alegria que de repente se perdera. Estavam a ligar-lhe para lhe pedirem qualquer coisa. Conta-me então que, antes quase não tinha solicitações, pois não conseguiam encontrá-lo no meio de todos aqueles arbustos, mas agora vêem-no passar de carro, ao longe, e telefonam-lhe logo, para lhe pedirem boleia ou outro qualquer favor. Nota-se que adora ser prestável. Com um enorme sorriso, responde ao interlocutor que está do outro lado do telefone que não tardará a passar por lá. Trata-se de um homem que vem com o seu filho de três anos. Continuamos o passeio juntos, enquanto conversamos e tiramos fotografias aos cafezais. Ao cair da noite, António chega à conclusão de que, com os seus sessenta e tantos anos, continua de boa saúde, porque vive naquelas terras de café: «Venho para aqui às cinco e meia da manhã. Saio de casa e ponho-me a andar. Os dias e as semanas passam a correr, nem os sinto. Não tenho sequer vontade de ir para casa. Para mim, esta terra é tudo o que existe.»
 Continua...

quarta-feira, maio 15, 2013

LOMBO DE PORCO RECHEADO COM BACON E TOMILHO







Tinha um lombo de porco, resolvi rechea-lo. Primeiro dei um corte (estilo um livro aberto). Depois voltei a dar outro corte (abrir cada parte da carne, a direita e esquerda, como se fosse um livro aberto. A carne ficou com a espessura de um dedo. Polvilhei toda a carne com tomilho fresco esfarelado e alho picado. Cobri a mesma com as fatias de bacon (com pouca gordura). Enrolei a carne como se fosse uma torta, e com um cordel apertei a mesma para segurar o recheio. Coloquei rodelas grossas de 2 boas cebolas num tabuleiro. Coloquei a carne por cima e reguei com mais ou menos 60 ml de azeite, e só. Levei ao forno pré-aquecido a 180ºC, até assar e alourar. Servi com batatas recheadas, a receita do Jamie Oliver. Que neste caso foi com bacon e tomilho.

Notas: Não, não esqueci o sal. Só que para mim o sal do bacon com o sabor do tomilho é mais que suficiente. Mas cada um faz como preferir, ok?

Batatas recheadas:

Pré-aqueça o forno a 200º C, enfie a ponta de um descaroçador de maçã ou ananás, ou de um descascador convencional, na batata e rode-o à medida que entra, como se estivesse a descaroçar uma maçã-essencialmente, quer tirar um tubo de dentro da batata. Reserve o núcleo, pois vai usá-lo como tampa. Pique as batatas algumas vezes com um garfo e passe-as por azeite e sal.

Prepare o recheio de cada batata: uma fatia de presunto, polvilhei com tomilho fresco esfarelado  e uma fatia de alho. Rale um pouco de casca de limão e use-a para polvilhar. Dobre e enrole o recheio de forma a parecer-se com uma salsicha e coloque-o dentro de cada batata. Não se preocupe se houver pedaços a sair de cada ponta.


______As oportunidades são únicas____

Já ancorado na Antárctica, ouvi ruídos que pareciam de fritura. Pensei: Será que até aqui existem chineses fritando pastéis?
Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contacto com a água salgada. O efeito visual era belíssimo. Pensei em fotografar, mas falei pra mim mesmo - Calma, você terá muito tempo para isso... Nos 637 dias que seguiram o fenómeno não se repetiu. As oportunidades são únicas.

Amyr Klink

terça-feira, maio 14, 2013

GELADOS PARA A FAMÍLIA

Mais um livro que me chegou às mãos: Gelados, ok, sou mesmo surtada por tal iguaria. Livros, sou igualmente surtada. Só que cada vez é mais difícil eu dar um tempo (encarnações) que preciso para fazer as receitas todas dos meus livros. Mas claro, cheirei o livro (sim, eu sei, sou doida, mas tenho uma grande "panca" de cheirar todos os livros que passem pelas minhas mãos) e deliciei-me visualmente, e a ler as receitas. Claro que na introdução não li nada que já não soubesse, mas mesmo assim gosto de ler e, partilhar.

Introdução:

Os melhores gelados são, na verdade, meras combinações de alguns ingredientes essenciais: natas, leite, ovos e açúcar, misturados com sabores deliciosos, como fruta fresca, chocolate de boa qualidade e frutos secos. Além disso, os gelados feitos em casa com estes ingredientes simples ultrapassam de longe qualquer gelado de compra em termos de qualidade. Antigamente, os gelados de coinfecção caseira implicavam o uso de uma sorveteira enorme, acionada manualmente por uma manivela que requeria uma grande quantidade de gelo triturado e sal-gema. Felizmente, as máquinas elétricas atuais simplificaram como este processo e em poucos minutos, poderá confecionar gelados, gelati ou sorvetes deliciosos.

Dê uma vista de olhos nas receitas para encontrar os seus sabores preferidos e para ter novas ideias. Os apontamentos adicionais que acompanham as receitas, além da secção de informações básicas, dar-lhe-ão a saber tudo o que precisa para preparar os gelados mais deliciosos que alguma vez provou. Depois de ter experimentado alguns dos sabores destas receitas irá aperceber-se de que os gelados caseiros são, sem dúvida, melhores que todos os outros!

segunda-feira, maio 13, 2013

MADALENAS DE AMÊNDOA

Mais uma receita deste livro. Que é brutalíssima, comentário do meu provador oficial (filho).

Ingredientes: 16 madalenas
-140 g de manteiga
-3 ovos
-1 gema
-1 c. de chá de essência de baunilha (usei esta)
-140 g de açúcar branco refinado
- 140 g de farinha (usei 115 g)
-25 g de miolo de amêndoa (moída)
-1 c. de chá de fermento em pó
Aquecer o forno a 190ºC. Untei as formas com manteiga. Reservei. Derreti a manteiga em banho-maria e a seguir deixei arrefecer. Bati os ovos, a gema, a essência de baunilha (....) e o açúcar numa tigela grande até ficar claro e espesso. Juntei a farinha e o fermento peneirados e a amêndoa e envolvi muito bem, depois juntei a manteiga derretida e arrefecida, envolvi muito bem. Deitei a massa nas formas. Levei ao forno pré-aquecido durante 15 minutos. O teste do palito é infalível. Cobri com chocolate de leite que fiz assim: Derreti 200g de chocolate de leite (usei Cacao Sampaka) em banho maria. Quando derretido com uma colher de sobremesa cobri e espalhei o chocolate rusticamente, não quiz que ficasse lisinho, mas já sabem decorem ao vosso gosto.

Notas: Se preferirem as madalenas simples não colocam as 25 g de amêndoa e em vez de 115g de farinha utilizam 140 g, ok? O chocolate (cobertura) usem o que preferirem, ou nem usem. Fica ao vosso gosto, ok?

♥♥♥♥E quando pensa em realizar seu sonho?, perguntou o mestre a seu discípulo. "Quando tiver a oportunidade de fazê-lo", respondeu este. O mestre lhe disse: "A oportunidade nunca chega. A oportunidade já está aqui".♥♥♥♥

sábado, maio 11, 2013

A HISTÓRIA DO CAFÉ [PARTE 1]


                          (Imagem retirada na net)
Estava eu a fazer uma receita do meu livro «Paixão pelo Café» quando me recordei, no dia que comprei o livro, antes de fazer qualquer receita li a Introdução que é «A história do café», gostei e muito, então passado este tempo pensei em partilhar com os meus seguidores. Vou partilhar em 3 faces, pois é bastante extenso, não quero maçar. Quem gostar, óptimo, quem não interessar, já sabem, mandam para canto, ok?

A história do café começa com uma lenda curiosa, que situa a sua descoberta na Abissínia, a actual Etiópia. A palavra café deriva da cidade abissínia de Kaffa, onde teve a sua origem. Lendas do Médio Oriente falam de uma bebida escura que inspira amor e lealdade, cura doenças, revigora as forças e permite longas noites de oração e meditação.
 
Um dos mitos sobre o início do consumo humano deste grão conta que o pastor chamado Kaldi, cansado e com um rebanho esfomeado, deixou as suas cabras saciarem-se do fruto vermelho de uns arbustos silvestres parecidos com o loureiro, hoje conhecidos como «café Arábica». Inquieto com a alteração de comportamento do rebanho, que pouco tempo depois de consumirem as bagas dava mostras de aguentar o sol escaldante sem sentir o mínimo cansaço, decidiu provar também aquela planta mágica. Foi dessa forma que descobriu o poder enérgico daquelas bagas, que surtiram nele um efeito tão poderoso como no rebanho.

O mesmo aconteceu a um certo monge que, no caminho para o convento, colheu alguns desses frutos e os secou para os poder transportar mais facilmente para o convento. Aí, ofereceu-os como uma pequena ajuda para as orações nocturnas. Começou assim a difundir-se o consumo desta bebida nos mosteiros da zona e, ao mesmo tempo, nas mesquitas e áreas muçulmanas onde o consumo de álcool não era permitido.
 
Em determinada altura, o café em grão viajou da Etiópia para a Península Arábida do lémen, onde começou a ser cultivado. Foi aí que a variedade de café Arábica adquiriu o seu nome. O café foi exportado pela primeira vez de Moca, um dos portos deste país árabe cujo costa se encontra na confluência do mar Vermelho com o golfo de Áden. No século XVI foi levado para a Turquia e para o resto do Império Otomano. Ali se começou a cozinhar ou a torrar em fogueiras, onde adquiriu um aroma e cor maravilhosos, que se espalharam pelos ares das terras muçulmanas, transportando segredos de saúde, força e virilidade. Nessa altura, já se bebia um café semelhante ao que se consome hoje a nível mundial. Dali continuou a sua expansão até à Pérsia, ao Egipto e à Síria.
  
No século XVI, o café atravessou as terras do Médio Oriente em direcção a norte e chegou à Europa através dos comerciantes venezianos. A elite europeia recebeu o grão de café torrado, que não se podia cultivar, como um presente digno da realeza. Inicialmente, tentou-se guardar o mistério desse grão, quase sagrado, como sinal de superioridade e força, já que as suas propriedades curativas se tornaram muito atraentes para as altas esferas políticas e religiosas da Europa. Com o apoio da Igreja Católica e, mais tarde, com a bênção do papa Clemente VIII, a bebida difundiu-se rapidamente no continente europeu, mas devido ao seu preço elevado, o seu consumo começou por estar limitado às esferas abastadas e poderosas, que incluíram estudiosos, artistas, intelectuais e eruditos. Em finais do século XVII impõe-se por toda a Europa a moda das «cafetarias» ou «cafés» e, dessa forma, o café adquiriu uma cotação de bom serviço e de boas vindas.
  
Atribui-se aos Holandeses o cultivo do café e a introdução da planta nas suas colónias asiáticas do Ceilão e da Indonésia. A França e a Inglaterra terão feito o mesmo nas suas colónias. Diz-se que foi através das suas plantações em Java que os Holandeses introduziram a cultura do café nas suas colónias das Caraíbas, de onde passou para o Brasil e dali para a Venezuela e para a Colômbia.
  
Também está escrito que um capitão da infantaria francesa transportou num navio quinze pés de café dos quais só um sobreviveu ao acidentado trajecto. Nessa pequena planta poderá ter origem todo o café hoje cultivado na América do Sul e Central: em mais ou menos trinta anos, a família do pé de café original terá passado da Martinica para a República Dominicana e depois para Porto Rico, transformando-se numa das principais culturas da América Central.
  
Segundo *José Chalarca «para alguns, as primeiras sementes ou plantas entraram pelo oriente em territórios dos departamentos do Norte de Santander e Santander, vindos da Venezuela; para outros, o cafezeiro chegou pela região de Urubá, vindo da América Central. A versão mais autorizadas sobre a plantação das primeiras sementes de café em território colombiano é a de jesuíta espanhol José Gumilla, que na sua obra El Orinoco Ilustrado consigna o cultivo da planta na missão de Santa Teresa de Tabage, fundada pela companhia na desembocadura do rio Meta, no Orinoco, por volta de 1730». Segundo os especialistas, os jesuítas levaram, sem demora, as sementes do café para Popayán e em 1736 começaram a semeá-las num seminário existente naquela cidade.

«São muitas as notícias do cultivo do café em diferentes regiões do país durante o século XVIII; o vice-rei Caballero y Góngora, em carta de 1987, afirma que o café se produz bem em todas as regiões de Girón (Santander) e Muzo (Boyacá), mas a cultura industrial da planta só se iniciou por volta da terceira década do século XIX, já que a primeira exportação registada com a cifra de 2592 sacos de 60 kg data do ano de 1835. Também é certo que nessas culturas comerciais se realizaram primeiro no Leste do país, na região que hoje ocuparam os Santanderes», escreve Chalarca.

(*José Chalarca, Vida y hechos del café em Colombia, Bogotó, Presencia Editores, 1998.)

Uma história de amor levou o café da Guiana Francesa para o Brasil. O coronel português Francisco de Melo Palheta foi enviado à Guiana para resolver uma disputa fronteiriça entre ambos os países, mas acabou por envolver-se sentimentalmente com uma mulher. No momento da partida, ela ofereceu-lhe um ramo de flores que escondia sementes férteis da planta do café. Assim, terá nascido a indústria brasileira do café. A planta adaptou-se muito bem às condições locais: em 1938, o Brasil já tinha um superavit de café tão considerável que o governo pediu à companhia Nestlé para o ajudar a conservar os excedentes. A companhia suíça criou o processo de secagem por congelação, dando assim origem ao Nescafé. Antes disso, em 1901, um cientista de Chicago, um americano de ascendência japonesa chamado Satori Kato, criara o primeiro café-solúvel instantâneo.

No dia 16 de Março de 1780, o café entrava pela primeira vez no Paraná. A quantidade importada de Cartagena, na Colômbia, foi cerca de vinte e cinco libras, provalmente em semente. O primeiro registo de um cafezeiro no Panamá data de 1790, na herdade de D. Pedro de Ayarza no porto caribenho de Portobello. Em 1822, abriu a primeira loja de café no Paraná e pouco depois, em 1836, ocorreu a primeira exportação de oito quintais provenientes de Chiriquí. Já em finais do século dá-se início à cafeicultura na zona chiricana, onde em 1882, se colheram dois mil quintais de café, numa extensão de trezentos e oitenta hectares. No Panamá, o café passou por épocas difíceis, por se tratar de um território pequeno. O país teve de intruduzir alterações na cultura e concentrar-se no mercado de café especiais, cafés excepcionais e cafés biológicos.

A história do café na Costa Rica remonta aos finais do século XVIII. Segundo conta numa carta enviada por um comerciante panamiano, Agustín de Gana enviou duas libras de café ao governador do país, D. José Vásquez y Téllez. O primeiro a praticar a cultura do café terá sido o padre Feliz Velarde. Sabe-se que a planta florescia no seu solar em 1816, e que envolveu de tal forma os vizinhos nessa cultura que em 1820 fez a sua primeira exportação de um quintal de café para o Panamá. Em 1832, o comerciante alemão Jorge Steipel exportou café da Costa Rica para o Chile, onde o produto foi reembalado e vendido para Inglaterra com o nome de «café chileno de Valparaíso». Mariano Montealegre, um produtor visionário e impulsionador do cultivo entre 1830 e 1840, exportou para Inglaterra, pela primeira vez, em 1843, cinco mil e cinco sacos com cem libras de café.

Desde 1989, que só as variedades arábicas podem ser semeadas na Costa Rica. Actualmente, semeiam-se e colhem-se à mão mais de cem mil hectares de café, que produzem cerca de dois milhões e meio de sacos de sessenta quilos  por ano.

Desde o início que o café foi considerado uma bebida estimulante, que além de fornecer energia e vitalidade, ajudava a ultrapassar certas doenças, a encarar a vida numa perspectiva mais optimista e a adquirir um nível intelectual e criativo mais elevado. A ele se assacou também alguma responsabilidade na particular sensibilidade e virilidade atribuída aos habitantes do Médio Oriente. No entanto, e em conformidade com a ideia de que tudo o que é bom tem um lado mau, o café nos tempos de Constantinopla também foi alvo de reacções negativas e chegou a ser proibido, tanto pelas leis islâmicas como católicas. Tentou-se eliminar o seu consumo, escondendo o pequeno grão de café, oferta sagrada que emerge da terra de forma selvagem, seja em condições rigorosas, de grande aridez, seja em climas tropicais. Contudo, a perseverança dos homens superou a força de quem tentou impedir a sua divulgação, e permitiu conservar essa bebida deliciosa, natural e reconfortante, que nos ajuda a começar o dia e que proporciona ao trabalhador nocturno a mesma energia que sentiram as cabras do rebanho etíope que o provaram pela primeira vez.

Continua...

sexta-feira, maio 10, 2013

DOBRADA COM GRÃO




Dobrada (tripas) adoro, a filha idem, o filho nem tocar, quanto mais comer...Quando faço dobrada (tripas), lembro-me sempre que em criança, como não sabia o nome da mesma, pedia à minha saudosa mãe:- Mãe, quero a carne dos piquinhos. :) ah pois, a Isabel não era parva, não sabia o nome, mas sabia dizer bem o que queria. Bem neste dia resolvi fazer, apesar de já ter no blogue, mas sai de novo. O que é bom nunca é demais (re)lembrar.

Lavei muito bem a dobrada (tripas) com vinagre de vinho branco. (Estilo, "quase" como se lava a roupa à mão.) Depois deixei uma meia hora demolhada em água e vinagre. Ao fim desse tempo passei a dobrada (tripas) por várias águas limpas e levei a cozer na panela de pressão com água e sal. Quando cozida, reservei um pouco da água da cozedura e cortei a dobrada (tripas) em bocados. Num tacho coloquei uma cebola picada, ½ chouriço de carne cortado às rodelas, 1 folha de louro e reguei com azeite. Levei ao lume até a cebola murchar, ficar translúcida. Nessa altura juntei uma colher de sopa de massa de pimentão, e envolvi muito bem. Juntei a dobrada (tripas) e juntei um pouco da água da cozedura da mesma. Deixei cozinhar um pouco em lume brando, só para os sabores se misturarem. Juntei o grão cozido, temperei com pimenta cayenne moída e deixei harmonizar sabores sempre em lume brando. Assim ouvi a filha a dizer: Mãe, está delicioso...

Nota: Não temperei com sal, pois o sal da massa de pimentão, e o sal da água de cozer a dobrada é mais que suficiente para mim. Mas, já sabem cada qual sabe o seu gosto,ok?

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______Algumas pessoas se destacam para nós.(…) Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão connosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é.____

quarta-feira, maio 08, 2013

BOLO DE LIMÃO





Este bolo  saltou daqui. Um bolo muito húmido e com um sabor muito acentuado de limão. É um bolo muito agradável. A minha filha sendo uma apaixonada pelo sabor de limão,  adorou! O meu provador oficial (filho) não deu a sua nota, pois este bolo foi feito em Setembro e ele não se encontrava em Portugal. Vamos à receita:
 
Ingredientes:
-2 ovos
-1 e 1/2 xícara (chá) de açúcar
-200 g de iogurte natural integral (usei iogurte natural normal)
-1/4 de xícara (chá) de suco de limão
-1/4 de xícara (chá) de leite
-2 xícaras (chá) de farinha de trigo
-1 colher (sopa) de fermento em pó
-margarina e farinha de trigo para untar e polvilhar (usei manteiga)
Calda:
-1/2 xícara (chá) de suco de limão
-1 xícara (chá) de açúcar

Bata na batedeira os ovos, o açúcar e o iogurte até ficar cremoso. Adicione o suco de limão, o leite, a farinha e bata até ficar homogéneo. Misture o fermento com uma colher e transfira para uma forma de 25 cm x 35 cm untada e enfarinhada e leve ao forno médio, pré-aquecido, por 30 minutos ou até enfiar um palito, ele saia limpo. Para a calda, em uma panela, leve ao fogo médio o suco de limão e o açúcar até formar uma calda, cubra o bolo ainda quente, espere esfriar para cortar e servir.

_____O tempo é muito lento para os que esperam

Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno._____

William Shakespeare

segunda-feira, maio 06, 2013

CABRITO COM FEIJÃO BRANCO





Tinha comprado metade de um cabrito aqui. Não utilizei o cachaço e as costeletas, resolvi reservar, para fazer uma feijoada. Num tacho coloquei uma cebola picada, uma folha de louro e reguei com azeite. Levei ao lume até a cebola ficar translúcida, nessa altura juntei 2 colheres de sopa de massa de pimentão, envolvi muito bem e juntei o cabrito. Sempre em lume brando deixei cozinhar o cabrito. Quando necessário ia juntando golinhos de água. Quando o cabrito estava cozinhado (o que foi rápido) juntei feijão branco, um molho de hortelã, e rectifiquei o sal. (Em causa estava o sal da massa de pimentão) temperei com pimenta cayenna, e assim ficou uma excelente feijoada.

_____Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom. Afinal...
O sol faz um enorme espetáculo ao nascer, e mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo._____

sexta-feira, maio 03, 2013

BOLACHAS DE CHOCOLATE DUPLO


Uma receita que retirei, deste livro. O meu provador oficial (filho) disse: brutalíssimo...


Ingredientes:
- 225 g de manteiga, amolecida
- 140 g de açúcar
- 1 gema, ligeiramente batida
- 2 c. de chá de essência de baunilha
- 250 g de farinha
- 25 g de cacau em pó
- 1 pitada de sal
- 350 g de chocolate de culinária picado (usei 1 chávena de mistura de pepitas de chocolate preto e branco)
- 55 g de cerejas secas (não usei)

Aqueça o forno a 190º C. Forre dois tabuleiros grandes com papel vegetal. Bata a manteiga e o açúcar numa tigela grande até ficar leve e fofo, e a seguir junte a gema e a essência de baunilha. Adicione a farinha peneirada, o cacau e o sal à massa, acrescente os pedaços de chocolate ((juntei as pepitas) e as cerejas secas (não usei) e mexa até ligar. Use uma colher de sopa para retirar a massa e formar bolas. Coloque-as nos tabuleiros, bem espaçadas entre si, e espalme-as ligeiramente. Leve ao forno, previamente aquecido, durante 12-15 minutos. Deixe-as arrefecer nos tabuleiros durante 5-10 minutos, e a seguir transfira as bolachas para redes metálicas para arrefecerem completamente.

______Diga o que você pensa com esperança.
Pense no que você faz com fé.
Faça o que você deve fazer com amor!_______

Ana Carolina

quinta-feira, maio 02, 2013

COOKIES DE BANANA, CHOCOLATE BOUNTY E AVEIA



Esta receita foi o amigo do filho o R. que passou. Simples e deliciosas...



Esmaga-se duas bananas onde se junta dois chocolates Bounty triturados (1,2,3), envolve-se muito bem. Fui juntando aveia até ter a textura, o que a encontrei ao fim de juntar uma chávena e meia de aveia. Coloca-se montinhos da massa em tabuleiros forrados com papel vegetal. Leva-se ao forno pré-aquecido a 180º C, até estarem cozidos e lourinhos. O filho, quando me passou a receita de boca, disse que era para colocar pepitas de chocolate, ok, a Isabel só se lembrou quando os Cookies já estavam no forno. (Sorrisos), pois, também me acontece.

______A característica da maturidade está em, justamente, a gente aprender a lidar com a vida que não precisa ser perfeita.
A maturidade chega no nosso coração no dia em que descobrimos que nós temos problemas na vida, mas que ter problemas na vida não significa que a partir de então nós precisaremos ser infelizes por causa disso. Ter problema na vida não é ter vida infeliz. Porém, é preciso maturidade para compreende-los.______

Padre Fábio de Mello

quarta-feira, maio 01, 2013

ROLO DE CARNE COM QUEIJO, BACON E ESPINAFRES



Ainda tinhas espinafres (ditos biológicos) resolvi fazer um rolo de carne.

Usei mais ou menos 800 g de carne, metade de porco e metade de peru. Coloquei a carne numa tigela, onde adicionei uma carcaça (papo-seco) humedecido em leite, juntei uma cebola nova picada, 2 dentes de alho picados, 1 ovo, 1 ramo de salsa picado, temperei com sal marinho e pimenta preta moída na hora. Com as mãos envolvi os ingredientes todos bem. Quando envolvidos, coloquei a carne em cima de uma folha de papel vegetal, polvilhado com pão-ralado. Espalmei a carne até ficar um retangulo grande, cobri a mesma com, bacon, fatias de queijo Flamengo e voltei a cobrir com os espinafres cozidos em água e sal e devidamente escorridos. Com a ajuda do papel fui envolvendo a carne até fazer o rolo (estilo enrolar uma torta). Coloquei o rolo num tabuleiro e reguei com 2 colheres de sopa de azeite. Levei ao forno pré-aquecido a 180ºC, até a carne estar cozinhada e lourinha, o que é rápido, eu para ver se está cozinhada, espeto a mesma com um espeto, se não sai liquido rosado, já está, ok? Servi com batatas doces assadas no forno, que fiz assim: Descasquei as batatas cortei-as em rodelas com a grossura de um dedo, coloquei-as num tabuleiro, temperei com sal marinho e pimenta-preta moída na hora, reguei com azeite (estilo 2 a 3 colheres de sopa) e levei ao forno pré-aquecido a 200ºC, o que é vapt-vupt. Ouvi o comentário do meu provador oficial (filho): brutalíssimo...

P.S. Ao fazer este prato lembrei-me do que se passa com as refeições de carne picada, em várias  grandes superfícies... Eu mando sempre picar a carne no talho, posso ter muita confiança, mas sou um pouco chata, nunca comprei já picada, pois para mim são restos de carnes, e eu nunca gostei de restos. Mas achei ridículo, o que se passou, as notícias eram só; a falar da carne de cavalo, para mim, essa notícia saiu no tempo exacto, para venderem mais papel. Na semana que foi retirado do IKEA as almôndegas, até me ri e chamei a filha para lhe dizer. Sim, pois tinha estado nessa superfície dois dias antes, e para minha admiração, a filha nesse dia não quis almoçar as almôndegas, pois quando vamos lá, era o que ela comia sempre... Gostava, mas nesse dia pediu outro prato. Então é assim: nunca mais ninguém ouviu falar de lasanhas, almôndegas, hamburgueres, etc, etc... Eu quando tinha 5 anos tive os Gânglios, a minha saudosa mãe sempre me disse, que nessa altura comi muita carne de cavalo receitado pelo médico. Sei que fiquei curada, e o médico disse à minha mãe: que eu podia lidar com Tuberculosos que nunca ia ter problemas...Ok, passado 49 anitos, não morri, continuo por cá! Para mim o grave é não mencionarem nos ingredientes/informações a carne, pois de resto isto já é uma náusea completa, quando querem que os Portugueses, se distraiam de outras noticias, é catrapúm, sai bomba!

Hoje é 1 de Maio, um dia para mim muito importante daí eu não partilhar uma citação, mas sim um vídeo que para mim tem muito significado, e é para meditarmos sobre a letra, pois se a conquistamos (liberdade) há que continuar a lutar para não a perdermos... e isso, só se consegue com actos e a nossa voz, deixemo-nos de carneiradas...
 

segunda-feira, abril 29, 2013

BOLO DE ANIVERSÁRIO (DA FILHA] "CHAPÉU DE PALHA DE FLORENÇA"




Foi um pouquinho complicado escolher o bolo de aniversário da filha. Como sabem a filha fez anos ontem dia 28 de Abril, é verdade tenho dois filhos Taurinos :). Ao andar a pesquisar os meus livros para escolher o bolo, perdi-me neste bolo do livro IO APOLLONI "Os Doces da IO", um livro que me acompanha desde 1997, o ano de lançamento. É um livro muito completo e de todas as receitas que já fiz, fiquei muito satisfeita. Este bolo, despertou-me sempre curiosidade, mas fui deixando no tempo, é um bolo especial. Este ano foi escolhido, pois recordei-me que a filha tem paixão por chapéus, mas não de agora, desde criança, quando eu me esquecia ela própria me chamava a atenção e dizia:- Mãe, o meu papéu, sim, era como ela chamava o chapéu :). Sempre fui uma mãe muito vaidosa com os filhos, gostava que andassem sempre a condizer, pois, eu sei sou um pouquinho chata, mas sempre fui assim. Só que a minha filha era uma ação quase impossível, para eu gostar de a ver com chapéu, nunca gostei muito, aliás ainda hoje é muito difícil eu gostar de a ver com eles. Na nostalgia, estava a ver fotos dos filhos quando eram pequenos e vi esta foto da filha, tinha 14 meses, onde estava com um chapéu de palha, que parece impossível mas foi o único chapéu que eu (mãe), gostava de a ver, (a ver a foto), veio-me à ideia este bolo, que achei muito delicado para festejar um dia tão importante. O dia do nascimento da filha, o primeiro dia mais feliz da minha vida: quando me tornei: MÃE. Só digo: Obrigada filha por seres como és! AMO-TE para lá do Infinito.
 Vamos à receita que vão pensar: a Isabel é doida, (eu sei que sou) que bolo tão complicado, pois, mas podem crer que não foi nada. Fiz por etapas, e deu-me um prazer enorme.

Ingredientes:
-380 g de farinha
-200 g de fécula de batata
-12 g de fermento
-8 ovos inteiros+ 6 gemas
-340 g de açúcar
-250 g de chocolate preto (usei Cacao Sampaka)
-creme pasteleiro (ver página 19) preparado com 1 L de leite
-600 g de creme de manteiga (ver página 18) preparado com 250 g de manteiga
-600 g de massa de amêndoa (massapão/marzipan) (preparado com 300 g de amêndoa moída sem pele, 300 g de açúcar em pó, 2 claras, sumo de meio limão pequeno, 3 gotas de essência de flor de laranjeira e algumas gotas de corante amarelo)
-manteiga para untar as formas
-farinha para polvilhar as formas

Moer a amêndoa pelada no 1, 2, 3 (tem que ficar em pó). Passar no passador ou numa peneira a amêndoa moída e o açúcar em pó. Juntar as duas claras, o sumo de limão a essência de flor de laranjeira, as gotas de corante e amassar bem até ficar homogénea e com cor de palha. Embrulhar em película e guardar.
Com a ajuda de uma batedeira, bater os ovos e o açúcar durante 15 minutos, até ficarem bem fofos. Passar o preparado para uma tigela grande e envolver aos poucos a farinha com a fécula e o fermento através de uma peneira.
Untar duas formas, uma com 30 centímetros de diâmetro e outra de 22. Polvilhá-las com farinha. Retirar o excesso.
Com o preparado encher as formas até metade. Metê-las no forno pré-aquecido a 180º C, reduzindo para 160º C, na altura de enfornar. Cozer durante 30 minutos. Desenformar.
Virá-las ao contrário e deixar arrefecer.
Marcar com um lápis num papel um círculo de dez centímetros de diâmetro. Colocar em cima o bolo mais pequeno. Recortá-lo do tamanho do papel, com uma faca de serra.
Cortar horizontalmente os dois bolos e recheá-los com creme pasteleiro. Voltar a juntar as duas partes.
Colocar os restos do pão-de-ló do bolo pequeno em cima dele, dando-lhe a forma de uma calote.
Barrar os dois bolos com chocolate derretido em banho-maria. Para a massa da calote pegar melhor, pode pincelar com mais chocolate.
Guardar no frigorífico.
Preparar o creme de manteiga.
Barrar por completo os dois bolos com creme de manteiga com a ajuda duma espátula.
Voltar a pôr no frigorífico. Estender a massa de amêndoa com o rolo e com um véu de fécula de batata para não pegar.
Cobrir por completo os dois bolos.
Com a ajuda de um pouco de chocolate derretido que ajudará a colar, colocar o bolo mais pequeno em cima do maior. Já temos o bolo em formato de chapéu. Para acabar as decorações, pôr uma fita em volta da calote. Juntar flores e frutas, falsas ou verdadeiras.

Notas: coloquei verdadeiras, não gosto de nada que seja falso, e aí se incluí as simples flores.

Creme Pasteleiro:
Ingredientes:
-1 L de leite
-200 g de açúcar
-80 g de maisena
-8 gemas
-casca de limão
Num tacho, diluir a maisena com 2,5 dl de leite. Juntar as gemas e, com uma vara de arames, mexer. Pôr o resto do leite a ferver num púcaro, juntamente com o açúcar e a casca de limão. Quando estiver a ferver, deitar o leite no preparado das gemas e misturar rapidamente com a vara. Pôr ao lume, não parando de mexer. Quando estiver a ferver, retirar do lume e tirar a casca do limão. Passar por um passador com a ajuda de uma espátula. O creme fica mais liso e brilhante e, entretanto, arrefece. Para não formar crosta na superfície, mexer de vez em quando ou então cobrir com papel vegetal e fazer aderir ao creme quando estiver quente.

Creme de Manteiga:
Ingredientes:
-125 g de açúcar
-1 dl de água
-5 gemas
-250 g de manteiga amolecida
Pôr o açúcar e a água até atingir os 105ºC. Trabalhar as gemas com uma vara de arames. Deixar cair o açúcar em fio nas gemas, mexendo sempre até que fique espumoso e completamente frio. Trabalhar a manteiga até ficar cremosa. Sempre com a ajuda de vara de arames, juntar a manteiga ao preparado até ficar tudo homogéneo.

Notas: Já tinha feito a massa de amêndoa aqui! O creme pasteleiro, quem já provou os fofos de Belas, é tal e qual. O meu provador oficial (filho) mal meteu a primeira garfada na boca, comentou logo: parece o creme dos fofos de Belas. Agora a minha opinião! Penso que a cobertura de chocolate neste bolo era desnecessária. A textura do bolo, também não foi muito dos "dreams" do meu filho e minha. A filha disse: -Mãe, está delicioso...(sorrisos), pois ela é aquela Princesa que tudo o que a mãe faz é delicioso. Agora sabem o porquê de eu gostar da nota do filho: ele se gosta, diz, mas se não aprova algo também diz. O caso deste bolo, adorou a massa de amêndoa o creme de pasteleiro (creme dos fofos de Belas), mas foi da minha opinião a massa do bolo, não agradou, mesmo. Agora peço imensa desculpas de não ter fotos do interior do bolo, mas quando foi aberto, o tempo para a produção fotográfica foi nenhuma, aliás até me esqueci. :D

P.S. Recebo alguns emails, a perguntarem-me o porquê de eu não aderir à pasta de açúcar? Eu respondo sempre: simplesmente não gosto! É verdade, o meu palato, é mais refinado que o visual. Admiro o trabalho artístico que algumas pessoas tem, pois é um dom (não me refiro àquelas "palhaçadas" que abundam na blogosfera), e sim a trabalhados de verdadeiros artistas. É uma moda como outra qualquer...eu como não sou mulher de modas, nem sou de "carneiradas" não aderi, apesar de me terem oferecido um Workshop da mesma, não aceitei. Não ia aceitar só porque sim, não ia fazer uma coisa de que não gosto, só porque é moda ou porque é de graça. Nunca perderia o meu precioso tempo em algo que não gosto, nem me dá prazer. Fretes, não muito obrigada. A falar com o filho, disse: a mãe quando tiver tempo gostava era de fazer um de pastelaria de decoração de bolos, mas estilo moldagem de chocolate, saber as técnicas do mesmo. A fazer este bolo e a fazer a massa de amêndoa, pensei: mas que delícia que é o sabor da mesma, forrar o bolo com a mesma deu-me um prazer inigualável, coloquei o corante amarelo o tiquinho da ponta de uma faca, a massa de amêndoa sabe à mesma e nada a aquelas pastas artificiais.
 
                                        (A filha com 14 meses, um dos meus Tesouros)❤❤

sábado, abril 27, 2013

TÂMARAS COM RECHEIO DE AMÊNDOA



É uma receita deste livro, mas no meu livro "Doze Meses de Cozinha", também traz esta receita. Pode-se fazer com figos secos, nos figos em vez de fazer rolinho, faz uma bolinha e coloca dentro do mesmo. A quantidade dá 48, figos ou tâmaras, eu não fiz com figos pois nem eu nem filhos gostamos de figos secos.
Ingredientes:
-150 g de amêndoa pelada e moída
-150 g de açúcar em pó
-2 c. de chá de rum ou brande (usei rum)
-1 clara ligeiramente batida
-24 tâmaras sem caroço
-24 figos secos (não usei)
Deitei as amêndoas e o açúcar numa tigela e misturei. Juntei o rum e a clara de ovo e misturei muito bem até formar uma pasta.
Cortei as tâmaras quase ao meio longitudinalmente, com a massa de amêndoa fiz uns rolinhos e coloquei dentro das mesmas. Umas envolvi em açúcar, e coloquei dentro das formas de papel. Depois foi para o frigorífico até servir. Como o meu provador oficial (filho) disse: brutalíssimo.

_____Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.__________

José Saramago

sexta-feira, abril 26, 2013

BACALHAU COM BROA (OUTRO)




Ia fazer bacalhau "à Gomes de Sá", mas como chegou a minha casa mais de 2 kg de espinafres biológicos (só não levam químicos, daqueles que são sulfatados, mas os químicos que andam no ar, fazem que eu diga sempre: biológicos é tanga, mas claro, é só a minha modesta opinião).

Limpei/lavei logo meio molho ou seja mais ao menos 1 kg de espinafres e cozi em água e sal. Quando cozidos coei e reservei. Cozi duas boas postas de bacalhau com batatas e um tiquinho de sal. Quando cozido, coei e parti as batatas em cubos e tirei espinhas e peles do bacalhau, desfiz em lascas. Reservei. Num tacho coloquei 4 cebolas novas descascadas e cortadas às rodelas finas, 4 dentes de alho laminados uma folha de louro, reguei abundantemente com azeite e levei ao lume até a cebola murchar, ou seja ficar translúcida. Nessa altura juntei as batatas com o bacalhau e envolvi só para harmonizar sabores, temperei com pimenta preta moída na hora. Num tabuleiro de barro forrei o fundo com essa mistura de bacalhau, depois cobri a mesma com os espinafres, voltei a cobrir os espinafres com o resto da mistura do bacalhau e batatas, cobri tudo com broa picada na (1,2,3) junto com salsa e 2 dentes de alho descascados. Reguei com azeite (pouco, estilo 2 c. de sopa) e levei o tabuleiro ao forno pré-aquecido a 180ºC, só o tempo de alourar a broa. E assim saiu um bacalhau estilo (à Gomes de Sá) com broa e espinafres no forno. Nota do meu provador oficial (filho): brutalíssimo...

___ Para sabermos se uma pessoa age com sinceridade ou não, temos um meio muito simples: ver se ela respeita seus compromissos.______

Meishu Sama

quinta-feira, abril 25, 2013

LICOR DE PERA [2º PARTE E FINAL]


Aqui estou eu a postar o licor de pera, não, ao fim de 6 meses como disse. Mas sim ao fim de 1 ano e tal. Já sabem que eu sigo os passos todos, pois sou uma mulher muito bem mandada (só às vezes). Mas o abanar os frascos dos licores diariamente, não, não faço. Só mesmo quando eu me lembro, é que vou ao móvel, e lá abano. (Sorrisos), estou perdoada, pois «quem diz a verdade não merece castigo» já a minha avó dizia. Vamos lá ao resto da receita.
Coei a aguardente. Reservei. Num tacho coloquei 400 g de açúcar branco e 1/4 litro de água, levei ao lume até fazer ponto de pérola. Deixei arrefecer. Quando essa calda estava fria juntei a aguardente de peras que tinha anteriormente reservado, envolvi muito bem. Depois foi coar com um funil de algodão para dentro das garrafas. Mais um licor que o meu provador oficial (filho) disse: brutal, mãe continua...(sorrisos)

____Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia._____

José Saramago

quarta-feira, abril 24, 2013

BOLO DE CHOCOLATE [ANIVERSÁRIO DO FILHO]







Dia 22 de Abril o meu filho fez 29 anos. Resolvi fazer um bolo de chocolate, foi só mais um, com o ingrediente que ele adora: chocolate. Estive deliciada a fazer este bolo de chocolate, além de ser para festejar um dia dos mais importantes do filho e meu, o dia do seu nascimento! Quem me segue, sabe, que é o segundo dia mais feliz da minha existência, não vou de novo repetir-me ok? Só digo: Filho, obrigada, por seres o homem que és. AMO-TE, para lá do Infinito...

Notas: este bolo, "inventei", se é que há algo para se inventar na culinária, tirei um pouco daqui e dali (de bolos feitos por mim) e executei esta delicia. Vamos lá à receita.

Ingredientes:
Bolo:
-280 g de manteiga sem sal
-280 g de açúcar
-6 ovos (grandes)
-220 g de farinha
-1 colher de sobremesa de fermento em pó
-3 colheres de sopa de cacau em pó
-120 g de miolo de amêndoa moído com casca
-3 colheres de sopa de conhaque
-60 ml de leite
Bati a manteiga com o açúcar. Juntei os ovos um a um e sempre a bater. Adicionei a farinha misturada com o fermento e cacau peneirada, alternando com o leite e o conhaque. Juntei a amêndoa, envolvi muito bem e deitei numa forma untada e forrada com papel vegetal também untado. Alisei e levei ao forno pré-aquecido, no meu forno levou 50 minutos, mas cada qual sabe do seu forno. O teste do palito neste bolo serve, ok? Quando cozido desenformei e deixei arrefecer.

Ingredientes:
Recheio
-200 ml de natas
-200 g de chocolate preto (usei Cacao Sampaka)
-80 g de manteiga sem sal
-2 colheres de sopa de conhaque
Aqueci a nata em banho-maria e juntei o chocolate partido aos bocadinhos (antes de retirar o papel eu costumo bater com a tablete em cima da banca da cozinha várias vezes, o que o chocolate fica "quase" desfeito). Misturei até derreter o chocolate. Fora do lume juntei a manteiga e conhaque, envolvi muito bem e reservei.

Ingredientes:
Cobertura:
-250 g de chocolate preto (usei Cacao Sampaka)
-120 g de manteiga sem sal
-2 gemas
-230 g de açúcar em pó
Derreti o chocolate em banho-maria com a manteiga. Misturei bem e deixei arrefecer. Quando frio juntei as gemas, e aos poucos o açúcar em pó. Bati tudo muito bem e reservei no frigorífico

Corte o bolo em duas rodelas. Coloquei uma no prato do bolo e cobri com o recheio reservado. Coloquei a outra rodela (metade) do bolo e comprimi um pouco. Barrei os lados e por cima do bolo com a cobertura reservado. Enfeitei com raspas de chocolate preto (Cacao Sampaka) que fiz e polvilhei com cacau.

_________Sede como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas.___________

Victor Hugo

segunda-feira, abril 22, 2013

CUPCAKES DE CENOURA




Esta receita é deste
livro. Mais uma receita de cupcakes brutalíssimo, como o meu provador oficial (filho) disse. Enfeitei com pepitas minis de chocolate e outros com ganache de chocolate que fiz com 50 ml de natas e 70 g de chocolate, derreti em banho-maria depois coloquei dentro de uma seringa e enfeitei. Enfeitem ao vosso gosto. Para mim cenoura e chocolate liga na perfeição.







Ingredientes: (10-12 cupcakes)
-200 g de farinha
-100 g de açúcar
-100 g de açúcar mascavado
-200 g de manteiga à temperatura ambiente
-2 ovos à temperatura ambiente
-1 colher de café de fermento
-½ colher de sobremesa de canela
-350 g de cenouras picadas ( na 1,2,3)
-50 g de nozes (opcional) (não usei)
-50 g de passas (opcional) (não usei)
-sumo de ½ laranja
-1 pitada de sal

.Pré-aqueça o forno a 180ºC, e coloque as bases de papel dentro das formas de alumínio alinhadas num tabuleiro de ir ao forno.
.Com a ajuda de uma batedeira elétrica bata os ovos, a manteiga e o açúcar até obter uma massa fofa.
.Adicione as cenouras, as nozes (não usei), as passas (não usei) e o sumo de ½ laranja e misture até ficar macio.
.Finalmente introduza a farinha, o fermento e a canela. Misture tudo até ficar bem incorporado.
.De seguida deite a massa nas formas, mas encha apenas até 2/3 das bases dos cupcakes.
.Leve ao forno até estar cozido, aproximadamente 15/20 minutos (verifique com um palito).
.Deixe arrefecer alguns minutos e retire das formas. Adicione o frosting apenas quando os cupcakes estiver frio.


-300 g de açúcar em pó
-50 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
-125 ml de creme de queijo (frio)

.Com ajuda da batedeira elétrica, a uma velocidade média, bata o açúcar em pó juntamente com a manteiga até estar tudo incorporado.
.Junte o creme de queijo e bata a uma velocidade média durante 4 minutos, até estar bem fofo. Não deixe bater demais, para que o frosting não perca a consistência.

____Nem sempre ganhamos nem sempre perdemos, mas uma coisa sempre acontece acrescentamos alguma experiência a nossa vida! Quando tudo parece estar perdido alguma maneira de virar o jogo sempre existirá, e por mais errado que você tenha sido, por mais arrependimento que se tenha nada vai poder ser refeito você tem que continuar com o peso daquilo que criou! Esse é o preço de arriscar, de tentar ser feliz! Se não deu certo, paciência. Temos a cada dia uma nova chance de recomeçar! E tentar, e tentar ate que a ultima gota de vida escape._______

Ari

sexta-feira, abril 19, 2013

BATATAS ASSADAS RECHEADAS COM BACON E SALVA

Eu sei, eu sei, adoro mesmo o Jamie. Mas se nos cinco livros que tenho dele a quantidade de receitas que já fiz, nunca saiu nenhuma defraudada, só posso adorar o jovem. Ah, e deixem-se de "tangas" ele tem idade para ser meu filho, ok? Pois é, estas batatas, foi mais uma receita que retirei de um livro dele e acompanhou uns bifes da vazia grelhados. Só não utilizei os filetes de anchova, pois não é dos "dreams" dos filhos. Mas vou colocar a receita tal e qual o livro, pois quem gostar de anchovas colocam. Comentário do meu provador oficial (filho): brutalíssimo....

Pré-aqueça o forno a 200º C, enfie a ponta de um descaroçador de maçã ou ananás, ou de um descascador convencional, na batata e rode-o à medida que entra, como se estivesse a descaroçar uma maçã-essencialmente, quer tirar um tubo de dentro da batata. Reserve o núcleo, pois vai usá-lo como tampa. Pique as batatas algumas vezes com um garfo e passe-as por azeite e sal.

Prepare o recheio de cada batata: uma fatia de bacon coberta com duas folhas de salva, um filete de anchova (não usei)  e uma fatia de alho. Rale um pouco de casca de limão e use-a para polvilhar. Dobre e enrole o recheio de forma a parecer-se com uma salsicha e coloque-o dentro de cada batata. Não se preocupe se houver pedaços a sair de cada ponta.

Corte os núcleos das batatas e enfie-os nas duas pontas de cada batata para manter o recheio no lugar. Ficarão um pouco de fora, mas não há problema. Coloque as batatas num tabuleiro de ir ao forno e asse no forno pré-aquecido durante cerca de uma hora, virando-as de vez em quando, até estarem estaladiças e cozinhadas.

___Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.___

Augusto Branco

quarta-feira, abril 17, 2013

SIDECAR KMZ/URAL K 750 [VENDIDA]


Acabou de sair da garagem a menina (Sidecar) do filho. Já foi vendida. Gostei muito de quem ficou com ela pois sei que vai usufruir com Amor, pois é uma mulher que me transmitiu esse sentimento mal falei com a N. ao telefone. Quero agradecer o feedback dos meus seguidores, pois foi gratificante, conheci alguns, que por não ter a Sidecar legalizada, não a pude vender, agora sim entreguei a uma seguidora que é linda e tem mesmo estilo para a mota. Como a N. disse: é mesmo uma "cena", gostei! Muito obrigada!