sexta-feira, março 06, 2015

QUEQUES DE PÊRA




Uns queques simples de fruta e deliciosos. Vamos ver como fiz.


Ingredientes:
-3 peras grandes descascadas e cortadas em cubos
-280 g de farinha de trigo
-1 c. de sopa de fermento em pó
-1 pitada de sal
-115 g de açúcar amarelo
-2 ovos
-175 ml de leite
-6 c. de sopa de óleo de girassol
-80 g manteiga derretida (usei sem sal)
-casca ralada de uma laranja



 Liguei o forno a 200ºC, e forrei um tabuleiro de 12 queques com formas de papel. Peneirei a farinha, o fermento e o sal para uma tigela grande e acrescentei o açúcar. Bati os ovos numa tigela grande, depois deitei o leite, o óleo, a manteiga derretida e a raspa da laranja, sem deixar de bater. Fui deitando a mistura líquida nos secos e fui envolvendo com uma colher de pau. Juntei as peras e envolvi muito bem. Deitei a mistura nas formas de papel. Levei ao forno previamente aquecido a 200º C. Durante 20 minutos (conforme os fornos) precisam de ficar doirados e firmes ao toque. Deixe os queques arrefecerem no tabuleiro.

P.S. Também podem fazer com maçãs ou peros, é ao vosso gosto.

"A vida é um jogo. Jogue-o. A vida é muito preciosa. Não a destrua ."
 
(Madre Teresa de Calcutá)

quinta-feira, março 05, 2015

RESTAURANTE VIVA LISBOA

 
 
 Restaurante Viva Lisboa
O restaurante Viva Lisboa apresenta-se como uma nova proposta no panorama gastronómico de Lisboa. 
Localizado no centro de Lisboa, muito perto do Saldanha, em plena Estefânia, o restaurante Viva Lisboa surge agora com um conceito culinário renovado.
A carta foi desenvolvida pelo Chef Miguel Laffan,  cujo brilhante percurso no L´and Vineyards lhe valeu uma estrela no destacado guia Michelin. No  Viva Lisboa encontramos o seu estilo, muito próprio, o destaque a produtos muito frescos e o recurso à fusão com sabores orientais, aqui adaptadas à realidade de um restaurante citadino. O desafio diário será do Pedro Santos Almeida que comanda a cozinha , enquanto Miguel Laffan, Chef consultor, estará mais presente na fase de arranque, adaptação de menu e desenvolvimento de cartas.
Pedro Santos Almeida, um profissional treinado na equipa  da cozinha estrelada do L´And,  veio assumir a cozinha do Viva Lisboa.  Será ele que irá dar a cara pelo restaurante. As influências e estilo do Chef consultor são notórias no trabalho de Pedro, que será orientado, por Miguel Laffan, em regulares intervenções de consultoria nas novas cartas do restaurante, exploradas e adaptadas por este seu discípulo no dia-a-dia. 
Conceito
No Restaurante Viva Lisboa a gastronomia portuguesa é reinterpretada, conjugada com técnicas contemporâneas e  resultado de uma criteriosa seleção de ingredientes, que originou uma ementa de fusão e base mediterrânica, com produtos frescos e saudáveis, maioritariamente de origem nacional. Esta é a visão de sustentabilidade culinária da equipa do restaurante Viva Lisboa que, orientados diariamente pelo equilíbrio nutricional da Dieta Mediterrânica - Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, irá dar que falar. 
A carta
Na nova carta, concebida por Miguel Laffan, encontramos um menu de degustação, entradas pratos “Do Mar” e pratos “Da Terra”.  O grande destaque será a já muito aclamada “Vieira a Brás” e “Lombo de Borrego com Tagine de Legumes e Batata-doce com Iogurte e Hortelã”.  Encontramos ainda um menu, o “Entretanto”, onde encontramos massas e risotos e as sobremesas terminam a experiência da melhor forma. Existem menus de grupo mediante pedido.

 
 
Sobre o chef Pedro Santos Almeida
O chef Pedro Santos Almeida foi a aposta do Chef Miguel Laffan para encabeçar a equipa da cozinha do restaurante Viva Lisboa como Chef Executivo.
Formado na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, passou por várias cozinhas nacionais, nomeadamente no Hotel Vila Galé Estoril, Hotel Miragem Cascais, Cozinha Divina, Waves by Chakal (Algarve), Hemingway Cascais e L´AND Vineyards em Montemor-o-Novo. 
Foi no ano de 2012, no L´AND Vineyards, que conhece o Chef Miguel Laffan e passa a pertencer à experiente equipa que em 2013 recebe a primeira Estrela Michelin do Alentejo. 
Durante esse tempo desenvolveu a sua criatividade e a busca incessante pela perfeição que agora apresenta à mesa do restaurante Viva Lisboa. 
Sobre o Espaço
Com uma boa localização em termos de acessos, O restaurante Viva Lisboa fica perto do
Saldanha e possui estacionamento para os clientes. A sua decoração é moderna e com a luz de
Lisboa que lhe inunda a sala pelas suas paredes de vidro viradas para o exterior. As cores
levam-nos para momentos de descontração em que o prazer à mesa é fundamental- A equipa
de sala é jovem e bem preparada para um atendimento informado e personalizado. 
Contactos
Morada: Rua D. Estefânia, nª 77, 1150-132 Lisboa
Telefone: 213 101 801
Email para reservas: info@vivalisboa.pt
Facebook: https://www.facebook.com/VivaLisboa.Restaurante?fref=ts 
Site: www.vivalisboa.pt 
Horário: Diariamente das 12h às 23h
Para mais informações à imprensa, por favor,
 
Viva Lisboa - Menu da Páscoa (30 de Março a 05 de Abril)
55 €, Bebidas incluídas (agua, vinho, cerveja e refrigerantes) 
O meu folar de brioche caseiro, foie gras com salada de beterraba e maça verde 
Leitão crocante com batata trufada, assado de abobora com amêndoas torradas 
Bacalhau lascado em casa de “gomes de Sá” com ovo a baixa temperatura 
Sorbet de lima e manjericão 
Lombo de borrego nacional com puré de batata-doce de Aljezur e tagine de legumes 
Pudim abade priscos com gelado de clementina e vinho do porto 
Contactos
Morada: Rua D. Estefânia, nª 77, 1150-132 Lisboa
Telefone: 213 101 801
Email para reservas: info@vivalisboa.pt
Facebook: https://www.facebook.com/VivaLisboa.Restaurante?fref=ts 
Site: www.vivalisboa.pt 
Horário: Diariamente das 12h às 23h  


quarta-feira, março 04, 2015

SALMÃO EM PAPELOTE COM COÊNTROS




Um salmão simples mas não menos delicioso. Vamos ver como fiz!

 
 
Coloquei cada lombinho de salmão numa folha de papel-vegetal, temperei com Flôr de sal, pimenta preta moída na altura, coloquei alho laminado e coentros picados na altura. Reguei com uma colher de sopa de azeite, fechei o papelote (papel-vegetal) e levei a forno pré-aquecido a 180ºC, o tempo de assar os lombinhos. (+/- 18 minutos). Servi acompanhar, ovo cozido, couve-flor romanesca e batata-doce assada com casca. Reguei com o molho que se formou nos papelotes dos lombinhos de salmão.
 
"Não sobrecarregue o hoje com os arrependimentos de ontem nem o estrague com os problemas de amanhã."

(Max Lucado)

terça-feira, março 03, 2015

TALHERES




Talheres, um utensilio que "necessitamos" para as produções de fotografias do blog, quem tem blogs de culinária, sabe bem como é, andamos sempre a comprar, é mais um prato, é mais uma tigela, é mais e mais... Chega a um ponto, que o espaço onde se guarda começa a ser pequeno o meu caso. Fui a uma feira com a minha filha e estava com a minha amiga A. numa das bancas que tinham antiguidades, (vintage em alta) eu agarro nuns garfos bem antigos mas o preço que me pediram, foi escandaloso mesmo. A minha amiga diz que tem na casa da "terra" talheres antigos numa arca (caixa) envoltos em farinha.  A tal "terra" que eu em criança quando entrei na escola Primária e havia férias escolares e iniciávamos as aulas e as minhas colegas falavam que tinham ido à "terra" e eu chegava a casa muito triste e dizia à minha saudosa mãe o porquê de eu não ter terra como as minhas colegas? Primeiro que eu entendesse que a dita se referia à zona onde tínhamos nascido, e não à terra (liberdade para mim naquela altura era o que eu pensava, campos para correr), foi complicado. Eu sou Lisboeta era é a minha terra com o maior orgulho.  Cá chegaram a minha casa uns talheres em modo de "empréstimo" para as minhas produções. Obrigada A. e L. ;) Quando comentei com a A. sobre os talheres, principalmente os feito em ferro, e disse que nunca tinha visto, e que achava lindos, o que ela se riu e disse logo:- És mesmo menina da Cidade... :)



Estes garfos e colher devem ter uma história bonita ou não, se pudessem falar. A mostrar os mesmos ao meu filho, também adorou. Disse logo:- Os anos, o peso, além que nenhum dente dos garfos é igual. A maravilha do artesanal que se perdeu ou vai perdendo no tempo...

segunda-feira, março 02, 2015

PAI, 7 ANOS DE GRANDES SAUDADES...


Pai, mais um ano se passou, mais um ano sem te ter fisicamente, mais um ano para comprovar que a saudade continua, mas eu acredito que te tenho sempre junto. Quando preciso, se estou mais em baixo, estás lá para me segurar e dar força. Obrigada pai! Fui filha...hoje sou só mãe. Pai, faz hoje 7 anos  que ouvi a tua voz pela ultima vez, que desististe de lutar, eu compreendo-te e tiveste o meu apoio para a tua decisão. Viver sim, sofrer não! Sabes? Não vou repetir-me do que já te disse nestes anos da tua ausência: só mais uma vez: DÓI, e AMO-TE, até àquele dia que te vou abraçar para sempre, pois eu  acredito.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

BISCOITOS COM RECHEIO DE BOMBONS DE CREME



No mês de Dezembro tenho sempre as bomboneiras cheias de bombons de várias qualidades. Estes bombons de creme nunca faltam. Uns bombons que me faz lembrar de quando era criança, além que os meus filhos, quando crianças também adoravam. Passado uns anos deixei de ver estes bombons à venda. Há uns anitos na Tremoceira perto de minha casa começaram a ter os mesmos ao kilo. Comecei a comprar, principalmente durante o Inverno.  Tenho ainda bastantes bombons, e como ia fazer uns biscoitos resolvi improvisar com os bombons. A filha agradeceu. :)  Metade da receita fiz recheados com os bombons a outra metade, fiz estilo de bolachinhas sem bombons. Vamos ver como fiz.


Ingredientes:
-220 g de farinha
-60g de farinha Maizena (amido de milho)
-pitada de sal
-230 g de manteiga amolecida
-40g de açúcar em pó-1 c. de chá de baunilha líquida
-1 c. de sobremesa de cacau em pó



Misturei numa tigela a farinha, o sal, a Maizena (amido de milho) e o cacau. Em outra tigela bati a manteiga com o açúcar em pó e a baunilha. Juntei os secos e com os dedos envolvi tudo sem ligar muito a massa. Envolvi a massa em pelicula aderente e levei ao frigorifico durante 1 hora. Em tabuleiros forrados com papel vegetal coloquei bolas de massa que fiz com a ajuda de uma colher de sobremesa (medida). Numas bolas de massa abri e coloquei o bombom e enrolei com a ajuda das mãos, na outra metade achatei as bolas ligeiramente com um garfo. Deixei um espaço entre os biscoitos. Levei os tabuleiros a forno pré-aquecido a 180ºC. entre 10-12 minutos no máximo. Deixei arrefecer os biscoitos nas redes. Quando frios envolvi em açúcar em pó.

"Só conheço uma liberdade, e essa é a liberdade do pensamento."

(Antoine de Saint-Exupéry)

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

CARNE GUISADA COM MASSA


 
 
Carne guisada, gostamos, seja com batatas ou massa. Resolvi fazer com um chouriço de carne picante que é brutal da zona de Cinfães. Vamos ver como fiz este guisado reconfortante.



Coloquei uma cebola picada num tacho, com uma folha de louro, 10 rodelas de chouriço de carne picante e azeite. Levei a lume brando e deixei refogar (até a cebola ficar translúcida)e o chouriço largar os seus sucos. Juntei o conteúdo de uma lata de tomate triturado das pequenas, sempre em lume brando deixei harmonizar sabores. Juntei carne de porco ao cubos (usei lombo) e juntei um pouco de água, temperei com sal marinho. Deixei a carne cozinhar sempre em lume brando. Fui juntando água conforme era preciso, (nunca deixar a carne a tomar banho de piscina). Quando a carne estava cozinhada, juntei água suficiente para cozinhar a massa e retifiquei o tempero. Quando levantou fervura juntei espirais de cores e deixei cozinhar até estar al dente, nessa altura desligo o lume e tapo o tacho (acabar de cozinhar). Adoro coentros, no final polvilhei com coentros picados, pois para mim coentros vai bem com tudo. Simples, mas delicioso.

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

(Dalai Lama)

P.S. Um pensamento que partilho muitas vezes, além de gostar e muito de Dalai Lama, concordo em absoluto com a mensagem. :)

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

CAVACAS DE RESENDE [FATIAS DE RESENDE]


 
 
Chegaram a minha casa umas cavacas de Resende, mas não são as cavacas secas que toda a minha vida comi e conheci. Cavacas, para mim é uns bolos cobertos com um glacê de açúcar e secos, por vezes até duros conforme a zona dos mesmos... Em Resende também existe essas cavacas secas e depois existe as deliciosas cavacas de Resende. Que foi as que chegaram a minha casa, e que adoramos. Um bolo (estilo Pão-de-Ló) mas muito húmido e com um glacê igualmente. Andei a pesquisar a receita e vi que "parece" eu escrevi bem, parece, pois o que parece nem sempre é, estas cavacas. Mas curiosa como sou, tenho que fazer.



Encontrei num dos meus livros "Cozinha de Portugal" Entre Douro e Minho de Maria Odette Cortes Valente, esta receita, não como cavacas e sim, como fatias de Resende. Seja fatias ou cavacas tenho que fazer. Podem ficar descansadas que eu depois partilho as minhas ok? Mas amigas (os) se forem para aqueles lados e se não conhecem assim como eu não conhecia, não esqueçam de comer as tão afamadas cavacas ou fatias de Resende, não se vão arrepender. ;)

terça-feira, fevereiro 24, 2015

BOLO DE PÊRA, LIMÃO E NOZES PECAN

 


Uma receita que saltou daqui, que por sua vez também tinha saltado de outro cantinho! Um blog que gosto de ler. Não sendo um blog de culinária já é a segunda receita  que faço, e gosto. Utilizei uma mão-cheia de nozes pecan.

Ingredientes:
-2 chávenas de farinha sem fermento
-1 chávena de açúcar amarelo
-150g de manteiga (amolecida) (usei sem sal)
-4 colheres de sopa de leite
-4 ovos grandes
-1 colher de chá de extracto de baunilha (usei líquida)
-1 colher de chá de fermento
-raspas de 1 limão
-4 peras maduras
-açúcar em pó q.b.
-1 mão-cheia de nozes pecan (facultativo)
Começar por misturar o leite (morno), os ovos e o extrato de baunilha. Bater bem. À parte misturar a farinha, o açúcar, o fermento, o sal, as raspas de limão. Bater tudo muito bem. Adicionar a manteiga amolecida e ir juntando a outra mistura aos poucos e até ficar tudo bem ligado.
Untar e polvilhar uma forma tipo «bolo inglês». Verter a massa e dispor as peras  por cima (em lascas grossas). Levar ao forno (pré-aquecido a 180º) por 45 minutos (até ficar dourado). Polvilhar com o açúcar em pó.
"Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro
passo."
(Martin Luther King)
 

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

COOKIES DE CHOCOLATE E AMÊNDOA




Estes cookies já estavam em rascunho há 7 meses esquecidos. Não, não é porque sejam menos bons, e sim porque vou fazendo novas receitas e escrevendo em rascunho e como sabem vai ficando para baixo, as receitas antigas. Como ando numa de faxina do blog. lá vou descobrindo estas pérolas, como o caso desta receita. Vamos ver como fiz.

Ingredientes:
-250 g de chocolate preto
-250 g de farinha
-1 c. chá de fermento em pó
-1 pitada de canela
-1 pitada de cardamomo
-1/2 c. de chá de sal
-150 g de manteiga amolecida
-200 g de açúcar
-3ovos
-miolo de amêndoa granulado


Liguei o forno a 180ºC. Forrei os tabuleiros com papel vegetal. Derreti o chocolate em banho-maria e reservei. Misturei a farinha, o fermento em pó e as especiarias. Numa tigela coloquei a manteiga com o açúcar e bati até ficar uma mistura cremosa. Juntei os ovos um a um, sempre a bater antes de cada adição. Adicionei o chocolate derretido e envolvi muito bem. Fui juntando a mistura dos secos e envolvendo até obter uma mistura homogénea. Com a ajuda de uma colher de sobremesa fui colocando montinhos de massa nos tabuleiros com distância entre eles. Polvilhei com as amêndoas e levei os tabuleiros ao forno. Levou 15 minutos e deu 50 cookies.

"Quem está com Deus, não deve lamentar o passado e nem se preocupar com o futuro."

(Meishu Sama)

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

BOLO DE BOLACHA MARIA



O blog é bom, mas também tem o seu lado inverso. Esquecermos, ou vá: vamos deixando guardado na memória os sabores da nossa essência. Ando sempre nas minhas pesquisas dos livros e não só, à procura de novas receitas. Mas, vou deixando  as verdadeiras receitas sem modificações que eram, são maravilhosas o caso deste bolo de bolacha, tão simples, e tão grandioso de sabor e de memória, o meu caso. Já tinha feito o meu bolo de bolacha. Mas andava com saudades dos sabores verdadeiros de criança. Quando era criança, lembro-me que a minha saudosa mãe fazia um bolo de bolacha todas as semanas. Tenho na memória no Verão vir da praia e ir logo ao frigorifico ver se havia bolo de bolacha. :)  É daquelas memórias que tenho gravado. Antes de ir tomar banho comer uma fatia de bolo fresco, sabia-me a mãe, a amor. Vamos ver como fiz, ou seja, era como eu via a minha mãe fazer. Só não me recordo se fazia com manteiga ou margarina. Eu fiz com manteiga.


Ingredientes:
-2 pacotes de bolacha Maria
-250 g de manteiga a temperatura ambiente
-2 gemas
-125 g de açúcar branco fino + açúcar para adoçar o café
-350 ml de café forte quente

Bati a manteiga até ficar um creme esbranquiçado. Juntei o açúcar e continuei a bater. Quando a mistura estava bem envolvida juntei as gema e bati muito bem até ficar uma mistura homogenia. Juntei duas colheres de sopa de café, uma de cada vez e batendo bem entre cada adição. Numa tigela coloquei o café e adocei o mesmo com duas colheres de sopa de açúcar, mexi muito bem até dissolver o açúcar. Fui demolhando as bolachas no café uma a uma, e colocando no prato (o feitio é ao gosto de cada) fiz em redondo. Quando tinha uma camada de bolachas cobri as mesmas com o creme, voltei a colocar as bolachas demolhadas no café e assim sucessivamente até terminar os ingredientes. A ultima camada é sempre de creme e barra-se o bolo todo. Polvilhei com bolachas raladas como a minha saudosa mãe fazia.

P.S. Ao juntar o café ao creme de manteiga convém bater muito bem entre cada adição do café, ter o cuidado de não deixar talhar.

"Se sua manhã não der certo, inaugure sua tarde!"

(Padre Fábio de Melo)

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

FRANGO À MODA DE RANHADOS





A verdadeira receita é com coelho. Mas coelho, nunca comi, nunca fiz, nunca dei aos meus filhos, ou seja: nunca. Quando era criança desde que me conheço por gente, nunca comi: dizia à minha mãe: não gosto! A minha mãe, sempre achou estranho eu dizer que não gostava, sem sequer provar. Eu, só sei que sempre me meteu confusão/impressão o bichinho. Com o "andar da carruagem" comecei a compreender o eu não querer, comer, nem tocar no bichinho. No meu juízo perfeito, nunca toquei em nenhum, só se foi noutra encarnação, ou tive alguma amnésia. :) Aos 17 anos quando casei e sai de casa dos meus pais, a minha mãe nunca mais se preocupou com esse pormenor, só sabia que dia que eu fosse comer lá a casa, coelho: não. Assim se foi passando os anos, nunca dei a provar aos filhos, hoje eles dizem que não gostam. A filha, porque nunca provou, o filho até já provou fora de casa, e diz que não gosta mesmo. Os meus pais adoravam coelho e comiam, pelo menos uma vez por semana a minha mãe fazia. Quando falava ao telefone e perguntava: Mãe, o que é hoje o almoço? Ela respondia: coelho à caçadora, outras vezes coelho frito etc. Infelizmente com a doença do meu pai, muitas das vezes era eu que ia às compras, mas quando era carne tentava ir ao talho na rua da minha mãe, e se ela me tinha pedido para comprar coelho, eu comprava, mas não lhe tocava. Chegava a casa dos meus pais colocava os sacos em cima da bancada da cozinha, arrumava tudo, expecto o coelhito, ficava para a minha mãe arrumar. :) Tocar no bichinho, não muito obrigada. Entretanto, com a partida do meu pai e doença logo de seguida da minha mãe, claro, eu é que ia às compras. Uma vez por semana ia ao Continente de Alfragide ou Jumbo do Alegro. Quando ia sozinha, e na lista estava escrito a palavra coelho, até me arrepiava. Mas, dei a volta à situação, fazia as compras e deixava para último o bichinho, pois não queria olhar muito para ele, nem que ele olhasse muito para mim. :) Na primeira vez que fui, pensei como é que ia fazer sem tocar no bichito, pensei e resolvi a situação, pedi a uma senhora que estava perto (aliás estava a escolher um para ela) se não se importava de colocar, um coelhito no meu carro. :) Olhou espantada para mim, mas lá lhe expliquei tim, tim, por tim tim, a senhora riu-se, mas foi  simpática e fez-me o favor. 1º etapa resolvida, agora ao chegar à caixa tinha outra etapa para resolver, o colocar o bichito no tapete, resolvi, da mesma forma. Aí teve que ser um senhor, pois era o que estava à mão: O senhor importa-se de retirar o bichito do carro das compras e  colocar  em cima do tapete. Olhou para mim, e fez logo o que lhe pedi. Agradeci imenso, mas não tive que explicar mais nada. Altura de colocar as compras no saco, a menina da caixa fez o favor de colocar o bichito no saco. Assim, cheguei a casa da minha mãe, com o bichito que ela gostava tanto sem nunca lhe tocar, e quando lhe contei fartou-se de rir. Deixar os meus pais e posterior a minha mãe sem algo que eles gostavam tanto é que não! Grande estória da Isabel, só para dizer que no Cozinhar com os Anjos nunca viram nenhuma receita com coelho, nem vão ver. Esta resolvi alterar o bichinho por frango do campo (ok, é quase a mesma coisa). :) Vamos ver como fiz.


Ingredientes:
-1 coelho (alterei por uma galinha do campo)
-2 dentes de alho
-um ramo de alecrim
-5 dl de vinho tinto
-3 c. de sopa de banha
-1 chouriço de carne
-cenouras
-cabeças de nabo
-sal marinho
-pimenta-preta moída na hora


Arranje, lave muito bem o coelho (frango do campo) em pedaços. Tempere com os dentes de alho previamente descascados e esmagados, o alecrim, o vinho tinto, sal e pimenta, deixando a marinar por algumas horas. Deixei de um dia para o outro. Untei o tabuleiro de barro com a banha e coloquei os bocados do frango, retirados da marinada: juntei o chouriço cortado às rodelas. Levei o tabuleiro ao forno pré-aquecido a 180ºC, para assar o frango, fui regando com o vinho da marinada. Entretanto, descasquei as cenouras e nabos, cortei as primeiras às rodelas e os segundos em quartos. Cozi ambos em água com sal marinho. Depois dos legumes cozidos escorri e juntei ao frango do campo. Levei de novo ao forno até corar e apurar.

P.S. Acrescentei batata-doce assada pois a minha filha e eu adoramos.

Notas: Com isto tudo nem disse o porquê de eu não tocar nos bichinhos mortos. :) Tamb+em não interessa...

"Ponha um pouco de bom humor no seu "Bom dia", misture com um pouco de calma e serenidade e pronto! Você realmente esta começando um Bom dia!"

Carlos Adriano)

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

COOKIES DE LIMÃO



Mais uma receita de rascunho. Estes cookies com sabor a limão, ficaram uma delicia. Vamos ver como fiz!


Ingredientes:
-125 g de manteiga à temperatura ambiente (usei sem sal)
-125 g de açúcar
-1 ovo
-200 g de farinha
-1 c. chá de fermento em pó
-1 pitada de sal
-raspa de 1 bom limão

Bati a manteiga com o açúcar até obter um creme. Juntei o ovo e bati até estar tudo bem envolvida. Juntei a farinha que tinha previamente misturado com o sal e fermento e envolvi bem. Coloquei montinhos de massa (tamanho de uma noz) em tabuleiros previamente forrados com papel vegetal e levei ao forno pré-aquecido a 180ºC. 15 minutos.

P.S. Deixe espaço entre os cookies, pois alastram ao cozinhar.
 
"Críticas não me abalam, Elogios não me iludem... portanto:
Não me subestime, me supere... !!!"

(Bárbara Coré)

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

BORREGO ASSADO COM PIMENTA ROSA E COMINHOS




Tinha chegado metade dum borrego a minha casa como disse aqui! Os meus filhos não gostam nem nunca gostaram. Quando o meu filho esteve a viver fora do Pais, em conversas comigo no Skype  dizia-me que tinha comido, mas que não sabia a borrego, nem a cabrito. Ok os bichinhos andavam disfarçados com as especiarias. Quando o meu filho já estava em Portugal,  resolvi fazer cabrito Marroquino louco, as especiarias reinavam na receita e diversidade de ingredientes. Adorou, e a mãe (eu) fiquei contente. Depois voltei a fazer já sem especiarias, o nosso tradicional, já não gostou de novo. Haja paciência, o que eu tenho carradas dela com os filhos. :) No Natal o filho passou todo cá em casa excepto o jantar de 25, foi jantar a casa de amigos, ao qual depois me disse que provou o borrego, que tinham lá por casa e que não sabia ao dito. Como o pessoal era do Norte, e sei que utilizam muito os cominhos uma especiaria excelente com um sabor muito característico, mas que absorve todos os outros sabores. Resolvi mais uma vez fazer o borrego. Tinha ainda uma mão do bichito congelada, o filho vinha jantar. Vamos ver como fiz.

 

  Modo de fazer:
No meu almaforiz coloquei, 1 c. de sobremesa de pimenta rosa em grão, 1 c. de sopa de sementes de cominhos, sal marinho (ao gosto de cada), com as especiarias eu corto no sal. 4 dentes de alho descascados e picados e 2 c. de sopa de azeite, moí tudo muito bem até fazer uma pasta que besuntei os bocados de uma mão de borrego.  Coloquei dentro de um saco de plástico, fechei e coloquei no frigorífico a descansar :) de um dia para o outro. No outro dia coloquei o borrego num tabuleiro de barro, e borrifei com um pouco de vinho branco. Levei o tabuleiro ao forno a 180ºC. Fui regando a carne com o molho que se formou. Como o borrego era caseiro foi um instante que assou. Servi acompanhado com batatas doces assadas com casca e depois descascadas, e uma salada verde.
 
P.S. O meu provador oficial (filho) disse: brutal!
 
 
"Eu prefiro as pessoas que conseguem ver o lado claro das coisas mesmo que todo dia anoiteça. Gente que se abala com os fatos sim, mas que não quer derrubar a estrutura do outro só pra vê-lo no mesmo nível em que estão. Com o tempo a gente aprende que todos têm o ônus e o bônus, mas poucos conseguem carregar dores e doçuras sem despejar em ninguém suas amarguras. Eu ainda acredito mais em sonhadores incuráveis do que em caçadores de mágoas..."
 
(Bárbara Coré)