segunda-feira, julho 13, 2015

FÉRIAS COM UMA PIZZA DE MELANCIA :)

 



 
Adoro fruta, como muita fruta, mas quando chega o Verão, delicio-me com melancia, como kilos e kilos, por vezes faço uma das refeições só de melancia. :) O Cozinhar com os Anjos vai de férias, mas não antes de deixar uma sobremesa fresca saudável e bastante gira para fazerem! Desejo a todos os meus seguidores e não só, um Verão e férias, tranquilo com muita felicidade e serenidade. Fui...

 
P.S. A receita? Basta a foto. :) Ah, mas não esqueçam de comer as sementes ok? Sim, agora dizem que as mesmas fazem bem. Se formos a ver, se calhar até têm razão, vendem-se e come-se sementes de tudo, o pior é a Isabelita aprender a comer as sementes da melancia, levei 56 anos a separar e a pensar: que maravilha seria se a melancia não tivesse sementes, depois apareceu a mesma sem as ditas agora, é melhor comprar a fruta com as sementes, ai, por este andar qualquer dia estamos a comer os caroços dos pêssegos, pois vão descobrir que fazem bem! :) A "ideia" da pizza de melancia retirei do Instagram.

"A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano."
 
(Victor Hugo)

sexta-feira, julho 10, 2015

GELADO CURD DE LARANJA/ORANGE CURD


Gelados, e gelados temos uma relação Kármica mesmo. :) Quem me segue já o sabe por tantas estórias minhas que contei, por isso nem me vou repetir. Para quem não sabe, basta ter a paciência de ler as mais de 130 receitas que tenho aqui no blog, conhece logo a minha estória. Não me vou repetir. Vamos lá à receita. Tinha que acabar o resto do curd de laranja que habitava no meu frigorífico então resolvi a questão. :)


Ingredientes:
-1 embalagem de queijo quark (500g)
-130 g de açúcar mascavado
-1 gema
-1 lata de leite evaporado (410g)
-5 c. de sopa de curd de laranja/Orange curd


Bati a gema com o açúcar até ficar uma mistura cremosa em banho-maria. Deixei arrefecer, quando frio, juntei o queijo quark e o leite evaporado e envolvi muito bem. Deitei a mistura na sorveteira a trabalhar. Ao fim de 25 minutos (quando o gelado estava pronto) juntei o curd de laranja, só envolver o que é rápido (vapt-vupt) nem 1 minuto. Depois? É deliciarmo-nos... :)

"Na vida, não existem soluções. Existem forças em marcha: é preciso criá-las e, então, a elas seguem-se as soluções."
 
(Antoine de Saint-Exupéry)

quarta-feira, julho 08, 2015

BOLO DE LARANJA


 
Não me vou repetir a falar do quanto este bolo é delicioso e simples. Penso que é melhor fazerem e comprovarem! :) Há um tempo para cá tenho que fazer uns bolos simples, pois a filha sai cedo de casa, nunca foi amiga da refeição do pequeno-almoço, bebia um copo de leite "mascarado" com chocolate e só! Sei, que esta é a refeição principal, desde sempre alertei os filhos para tal, o filho gosta de um bom pequeno-almoço, a filha não. Foram criados da mesma maneira, agora venham cá dizer que os pais é que tem a culpa. ;) Agora lá consigo "vender" uma fatia de bolo (pequena) e um iogurte liquido, e já me posso dar por muito contente.

 
 
Ingredientes:
-2 chávenas de farinha
-1 chávena de açúcar amarelo
-150g de manteiga sem sal
-4 colheres de sopa de leite
-4 ovos grandes
-1 c. de chá de baunilha líquida)
-1 colher de chá de fermento
-raspas de 1  laranja

Começar por misturar o leite (morno), os ovos e a baunilha. Bater bem. À parte misturar a farinha, o açúcar, o fermento e as raspas de laranja. Bater tudo muito bem. Adicionar a manteiga derretida e ir juntando à mistura aos poucos até ficar tudo bem ligado.
Levei a cozer a forno pré-aquecido a 180ºC, em forma untada e polvilhada de farinha. Levou 50 minutos.


Calda de laranja para cobrir:
-sumo de 1 laranja
-50 g de açúcar em pó

Juntar os ingredientes e envolver bem. Deitar a mistura por cima do bolo frio.

"O mais competente não discute, domina a sua ciência e cala-se."
 
(Voltaire)

segunda-feira, julho 06, 2015

GELADO DE CANELA


  


Um gelado brutal. Ia almoçar a casa do filho, e levo sempre uma sobremesa, no fim-de-semana passado ele veio almoçar no sábado, para sobremesa fiz a Pavlova Banoffee, que o filho adora e a M. também ficou a adorar. Resolvi fazer o gelado de canela, um ingrediente que a M. adora. Mas o meu filho também disse: brutal!


 
Ingredientes:
-2 gemas de ovo
-100 g de açúcar branco fino
-150 ml de leite condensado
-300 ml de natas
-2 iogurtes grego ligeiro
-1 c. de sobremesa de canela
-8 bolachas Speculoos  partidas grosseiramente (encontrar pedaços no gelado)



Bati as gemas com o açúcar durante cerca de 10 minutos em banho-maria bem quente até as gemas ficarem cremosas e claras. Depois deixei arrefecer um pouco (coloquei a tigela dentro de outra com água e gelo). Adicionei o leite condensado, as natas, os iogurtes e a canela. Envolvi a mistura muito bem. Juntei as bolachas partidas grosseiramente, e envolvi delicadamente. Deitei a mistura na sorveteira a trabalhar. Ficou pronto ao fim de 30 minutos.

Notas: Ao juntar as bolachas delicadamente é só para não espapaçar as mesmas. Ao colocar a mistura na sorveteira a mistura começa logo a arrefecer o que se quer, e como se junta só mesmo no final as bolachas, para quando se estiver a comer o gelado encontrar a textura crocante dos bocadinhos das bolachas.

"Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina."
 
(Confúcio)

sábado, julho 04, 2015

TENHO PENA [TEMOS PENA]


                               (Imagem retirada da net)

Ao fim de 7 anos de blogosfera, tenho pena ainda receber e-mails pouco agradáveis. Sei, que se tivesse comentários no blog, teria comentários de anónimos desagradáveis, também os tinha agradáveis com certeza, sim, sou daquelas mulheres que vê sempre o copo meio-cheio (ainda tenho esperança na "raça" dita humana). Alguns e-mails que o nome é sempre o mesmo, deleto logo, nem leio (mesmo que ao fim destes anos tenha mudado de opinião, e eu passasse de besta a bestial, não me interessa, não abro). Agora quando me aparece nomes novos (será?) Eu abro, e fico logo com azia, com tanta estupidez humana. Hoje em dia parece bem, falar mal, dizer mal de tudo e todos (assim esquecem as próprias amarguras da sua própria vida, penso eu). Passo por cima deste pessoal "pequenino" dai dizerem que sou uma arrogante, será que ser eu própria (com 56 anos não tenho paciência de dar a outra face), isso é ser arrogante? Ok, então sou com muito prazer. Sou arrogante? (por não andar a fazer peditórios, para os concursos) ok, sou com muito prazer. Sou arrogante? Por não fazer publicidade só porque sim, mesmo que não goste dos produtos? Ok, então sou com muito prazer, continuar a ser eu, e não andar aqui a vender nada que não goste e não utilize. Fiquem descansadas(os) que vai continuar a ser assim. Pois não é por me chatearem que mudo. Nunca fui de dizer maravilhas de algum produto que não goste. Não me interessa absolutamente nada que a maioria dos blogs gostem. Como já disse: o meu palato e dos meus cada vez é mais refinado. :) Se não perceberam eu volto a explicar ok? O blog para mim é um caderno virtual, para os meus filhos, e claro que quem passa por cá, levam com a partilha das minhas, das dos livros e outras receitas. Quando me pedem ajuda, se souber e puder, gosto de ajudar... Hoje vou ficar por aqui! Fiquem bem, vão até ao mar tomem um banho e refresquem essas amarguras, deixem-nas lá ok?

Notas: Perguntam-me muito o porquê de eu colocar fotos nas mensagens com luvas de boxe? Não, não é agressividade (como já o disseram). Quem me conhece ou quem me segue e estão atentas, sabem perfeitamente que o meu saudoso pai, foi profissional desta modalidade, boxe um desporto que adoro e acima de tudo respeito muito. 

sexta-feira, julho 03, 2015

PERNAS DE FRANGO COM MEL E CARIL



Um frango delicioso, que os filhos adoram! A acompanhar puré de batata-doce com brócolos. Vamos ver como fiz.


Cortei as pernas do frango em bocados médios. Lavei o frango e sequei com papel de cozinha. Numa tigela coloquei 60ml de mel,1 c. de sopa de massa de caril, 60 ml de molho teriyaki e 50 ml de óleo de amendoim. Envolvi muito bem a mistura e dei banho ao frango. :) Deixei o frango de molho durante a noite. :) Coloquei o frango num tabuleiro e reguei com o resto da mistura, levei a assar em forno pré-aquecido a 200ºC, a meio do tempo da cozedura (assadura) virei, para ficar com a cor e texturas por igual.

Puré de batata-doce com brócolos: Lavei e assei no forno as batatas-doces. Arranjei os brócolos (retirei os raminhos) lavei muito bem e reservei. O tarolo (pé) ou o que quiserem chamar, descasquei, lavei e cortei em bocados. Levei um tacho ao lume com água e sal, quando começou a ferver coloquei, os tarolos dos brócolos a cozer, quando estava quase cozidos juntei os raminhos dos mesmos reservados, deixei levantar fervura e a cozedura foi rápido. Numa tigela coloquei as batatas doces peladas, os tarolos e raminhos dos brócolos. Com um esmagador de batata, esmaguei até encontrar a textura desejada. Juntei uma colher de sobremesa de manteiga e temperei com pimenta preta e rectifiquei o sal com flor-de-sal.

Notas: Podem fazer o puré com a batata normal, ou seja como preferirem. Eu neste momento é quase inexistente as receitas que uso a batata. Gosto de batata-doce os filhos acompanham, então é a que utilizo na minha casa. Só tenho pena do preço da mesma. Mas não deixo de utilizar.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta."
 
(Augusto Cury )

quarta-feira, julho 01, 2015

BOLO BRANCO [APROVEITAMENTO DE CLARAS]




Mais um bolo brutal para aproveitamento de claras que saltou do meu livro de Pantagruel. Como disse aqui, ando numa de dar cabo das claras que habitam na minha arca. :) Vamos à receita com algumas alterações minhas.



Ingredientes:
-390 g de açúcar (usei 290 g de açúcar amarelo)
-225 g de manteiga (usei sem sal)
-225 g de farinha
-90 g de Maisena
-2 1/2 dl de leite
-7 claras (usei 8)
-1 c. (de sobremesa) de fermento em pó
-Fondant, nº 3003
-baunilha em pó (não usei)


Bati a manteiga amolecida em banho-maria com o açúcar até ficar cremosa. Juntei alternadamente e aos poucos o leite e as farinhas peneiradas com o fermento, a baunilha (não usei), batendo até fazer bolhas. Envolvi a mistura nas claras em castelo firme, levemente sem bater. Deitei a massa numa forma untada e polvilhada com pão-ralado. Levei ao forno a 180ºC, o tempo de cozer. O teste do palito. Depois de frio, barrei com o fondant.


Fondant de leite condensado:
-150 g de leite condensado
-450 g de açúcar em pó "icing sugar" (usei 200 g para mim mais que suficiente)
-essência a gosto (não usei)


Bate-se o leite condensado com a essência (não usei) e junta-se-lhe o icing sugar, pouco a pouco, mexendo continuamente até ligar. Trabalha-se com a espátula de madeira sobre a pedra até ficar liso e homogéneo e, se não se empregar imediatamente, guarda-se no frigorífico, tapado com um pano húmido.

Notas: Retirei na quantidade de açúcar no bolo, pois achei um exagero, e ficou perfeito, e preferi utilizar açúcar amarelo, mas utilizem o que preferirem. No fondant, também retirei na quantidade, como disse atrás achei muito. Para mim ficou perfeito, não sei qual será o sabor o textura com a quantidade que pede a receita. Aqui nas fotos, o fondant ainda não estava seco pois tinha acabado de ser aplicado, o que 30 minutos depois estava seco e perfeito.


"Não tenho tempo de odiar quem me odeia. Estou ocupado demais, amando quem me ama."
 
(Renato Russo)

segunda-feira, junho 29, 2015

EMPADÃO



Empadão, adoro! Aliás desde que me conheço por gente que assim é. Então se for com "restos" da carne do cozido, ainda melhor. Quando era criança, no dia que a minha mãe fazia cozido, eu ficava logo a pensar no dia a seguir, pois sabia que uma das refeições seria empadão ou pasteis de massa tenra, o que a minha saudosa mãe fazia na perfeição. Como fiz cozido à Portuguesa no dia que o filho veio jantar, mesmo fingido, ou pouca a quantidade que façamos é uma comida que sobra sempre muito, pelo menos na minha casa, o que neste dia não foi exceção. A filha sempre adorou empadão, há um tempo para cá, deixou de lhe agradar (haja paciência). Mas a mim apetecia-me, e não fui de modas, alterei o sabor do puré (o que ela agora diz não gostar, simples pois quando é com azeitonas já gosta), bolas, mãe tem paciência até mais não. Vamos ver como fiz este, que até comeu sem eu ouvir: não quero muito.

Desfiei a carne e retirei todas as gorduras (o que eram inexistentes), mas tirei os nervos, cortei o chouriço de carne em bocados pequenos. Reservei. Num tacho coloquei uma cebola picada, 1 folha de louro e azeite. Levei o tacho ao lume a cozinhar a cebola até a mesma murchar (nunca deixo alourar) nessa altura juntei 100 ml de polpa de tomate e envolvi muito bem. Adicionei a carne e chouriço e em lume brando mexi só mesmo para envolver. Reguei com 50 ml de vinho branco, em lume brando deixei harmonizar sabores, no final retifiquei o sal (em causa a carne e chouriço já terem sal) e temperei com pimenta preta moída na hora e juntei um molho de coentros picados, envolvi já com o lume apagado. Fiz um puré normal, quando terminei o puré juntei coentros picados e envolvi.

Montagem: Num tabuleiro de barro cobri o fundo com puré, depois foi cobrir com a mistura da carne (mas não escorro totalmente o molho (grosso) gosto do empadão húmido) e voltei a cobrir com o resto do puré de batata. Bati uma gema e pincelei a superfície, com um garfo fiz uns enfeites. Levei ao forno até alourar o ovo. Servi com uma salada verde.

"Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela."
 
(Paulo Coelho)

sexta-feira, junho 26, 2015

BOLO MIAMI [APROVEITAMENTO DE CLARAS]


 
 
 
 Claras de ovos habitam sempre bastantes na minha arca. Sobram, e deitar fora nunca foi o meu lema de vida, por isso já congelo claras há mais de 30 anos (ah pois, não é só porque tenho o blog) a Isabel é a mesma desde sempre. Claro, também aprendi e aprendo e continuarei a aprender até morrer, mas tenho hábitos, manias ou o que quiserem chamar, que já estão na minha essência, não mudo, para mal de muita gente. :) Ando numa de explorar o meu livro de Pantagruel que já o tenho há 18 anos. Tem imensas receitas de bolos só com claras de ovos, e como ando numa de dar cabo das que habitam cá em casa, pois tenho outras sobremesas para fazer mas enquanto não acabar estas claras, não faço, pois são sobremesas com gemas. Como disse aqui, aproveito as claras para fazer Pavlovas, mandam-me e-mails a perguntar a minha receita do Molotof? Então é assim, a minha receita não tenho. Foi uma sobremesa que nunca me agradou, nunca gostei, e como os filhos sempre foram da minha opinião (se fossemos comer fora e só houvesse essa sobremesa, não se comia sobremesa). É verdade, não gostamos. Por isso o que respondo sempre quando me perguntam: é melhor pesquisarem na net, pois eu dar receitas dos meus livros, e que não foram testadas por mim não dou. Peço imensa desculpas, mas só gosto de me responsabilizar por mim e nunca pelos demais.  Agora vamos lá à receita, que pede uma forma de 24 cm de diâmetro e 10 cm de altura, eu dei a volta e fiz em duas de bolo inglês, um bolo para ficar simples (como aparece na foto) e outro para rechear e cobrir com creme de chocolate.

 
 
Ingredientes:
-330 g de farinha
-390 g de açúcar (usei 300 g de açúcar amarelo)
-225 g de manteiga (usei sem sal)
-2 1/2 dl de leite
-6 claras de ovos
-4 c. de chá de fermento em pó
-baunilha em pó e essência de ananás q.b. (usei essência de baunilha e ananás 1 c. de chá)
-creme de chocolate com nata nº 3058, o dobro da receita (não dobrei a receita, pois só recheei e cobri um bolo)
 
Bati a manteiga e juntei o açúcar colher a colher, batendo até ficar cremoso. Adicionei aos poucos a farinha peneirada com o fermento, alternando com o leite, batendo até ficar a massa homogénea. Incorporei as essências e envolvi a massa nas claras em castelo, levemente sem bater. Dividi a massa em duas formas de bolo inglês untadas e forradas com papel vegetal também untado. Levei a cozer a forno previamente aquecido a 180ºC, o tempo de cozer alourar. O teste do palito, é perfeito para este bolo. Depois de frio recheei e cobri um bolo com o creme de chocolate. Na foto do bolo sem cobertura, só aparece um bolo: o outro já estava a arrefecer aberto, pronto para ser recheado.


Creme de chocolate com nata:
-125 g de chocolate em pó
-100 g de açúcar
-1 c. de chá de Maisena
-3 ovos
-3 dl de leite
-2 dl de nata
-1/4 de c. de café de baunilha

Dissolvi no leite a Maisena e o chocolate e deitei as gemas batidas com o açúcar e a baunilha. Levei a lume muito brando, mexendo sempre até levantar fervura. Tirei do lume e juntei a nata envolvi. Depois de perder o calor, envolvi as claras batidas em castelo, envolvi sem bater.

Notas: A receita pede o dobro do creme de chocolate! Ok, faz sentido. Eu dividi a massa em duas formas (pois precisava de um bolo simples para o pequeno-almoço da filha que sai cedo de casa) e só recheei e cobri um bolo (metade da receita) e foi "rés-vés Campo de Ourique". Mais um bolo que me surpreendeu pela positiva, nada seco!

"É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer
Abandonar tudo por medo
Não transformar sonhos em realidade
Ter medo da vida e de seus compromissos
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro."
 
(Pablo Neruda)

quinta-feira, junho 25, 2015

CAVALINHAS À BRETÃ


  
 
Quem me segue já viu várias receitas, e leu muito sobre a minha "paixão" por sardas ou cavalas. Um peixe que sempre adorei, desde que me conheço por "gente". :) Quando era criança, sempre ouvi o pessoal a comprar o peixe e dizer que era para o gato. Eu sempre fui curiosa, achava estranho, pois sabia que as senhoras não tinham gatos. Perguntava à minha saudosa mãe pelos gatos, ela explicava, mas eu ficava sempre a perceber o mesmo, só mais tarde percebi, é o que faz a idade. Na minha casa (pais) só eu gostava deste peixe, a minha mãe comprava o peixe para a família, mas quando tinha a sorte de apanhar sardas ou cavalas para mim sabia logo que eu ia adorar. Pensando bem, eu era uma criancita muito à frente no tempo. Naquele tempo era o peixe do pobre, passado longos anos, fez-se luz e agora o peixe foi promovido, agora já não é vergonha comer sardas ou cavalas, pois é um peixe recomendado por médicos. Ou seja com 56 anos feitos comi muito peixe com benefícios, por isso disse: que era uma criança muito à frente, pois sem saber (se calhar até sabia) já me andava a prevenir. Hoje em dia com a divulgação dos benefícios que o ácido gordo Omega tem no nosso organismos, todos os peixes "azuis" muito ricos nesta substância (cavala, sarda, sardinha, carapau, chicharro), passaram a ser vistos com outros olhos. Vamos à receita que saltou do meu livro "Doze meses de Cozinha" um livro que me acompanha desde os meus 14 anos.


"São as cebolas picadas que justificam a denominação deste prato, ligando-o assim a uma das mais ilustres famílias da gastronomia regional francesa a cozinha bretã."


Ingredientes:
-4 cavalinhas (usei 2)
-90 g de manteiga ou margarina (usei 3 c. de sopa de azeite)
-2 cebolas (usei 1)
-2 c. (de sopa) de ervas aromáticas picadas (usei salsa e funcho)
-2,5 dl de vinho branco (usei 1,5 dl)
-2,5 dl de caldo de peixe (usei 1,5 dl)
-4 c. (de sopa) de pão ralado (usei 2)
-sal (usei marinho)
-pimenta (usei pimenta-preta)



Numa taça, misturei as ervas, a cebola picada miúdo, e o azeite (se usarem manteiga é amolecida). Arranjei as cavalas(escalei-as  e retirei todas as espinhas expecto as da (parte dorsal) com uma pinça que tenho para esse fim). Temperei com sal marinho e pimenta-preta e recheei com o preparado de ervas aromáticas. A receita pede para cozer a abertura, eu preferi enrolar e fechar com fio de cozinha. Coloquei as cavalinhas num tabuleiro de barro untado com azeite. Deitei por cima o vinho branco e caldo.  Polvilhei com pão-ralado e levei ao forno pré-aquecido a 200ºC, o tempo de cozinhar e alourar o pão ralado. Servi com feijão-verde regado com o próprio molho que se formou no tabuleiro de assar o peixe. Ok, hoje sou eu e não o filho a aplicar o termo: Brutal. :)

"Todos estamos matriculados
na escola da vida,
onde o mestre é o tempo."
 
(Cora Coralina)

quarta-feira, junho 24, 2015

QUEQUES DE MIRTILOS



Fiz uns queques com mirtilos que ficaram uma delicia. Vamos à simplicidade da receita.



Ingredientes:
-6 c. de sopa de óleo de girassol
-200 g de mirtilos
-280 g de farinha
-1 c. de sobremesa de fermento em pó
-1 pitada de sal
-130 g de açúcar amarelo
-2 ovos
-250 ml de leitelho (mistura o leite com 1 c. de sopa de vinagre e deixa descansar pelo menos 10 a 15 minutos)
-1 c. de chá de essência de baunilha
-açúcar em pó para polvilhar q.b.


Numa tigela coloquei a farinha, fermento, sal e açúcar. Noutra bati os ovos, juntei o leitelho, o óleo e a essência de baunilha, sem deixar de bater. Na tigela dos secos fui juntando os ingredientes líquidos batidos e adicionei os mirtilos, com uma espátula fui envolvendo os ingredientes muito bem até estar tudo bem ligado. Deitei a mistura nas formas de queques previamente forradas com formas de papel. Levei a forno pré-aquecido a 200ºC, durante 20 minutos, ou até dourarem e ficarem firmes ao toque. Deixe arrefecerem sobre uma rede. Polvilhar com açúcar em pó.

"Sonhe, Lute, Conquiste, Tudo e possível, Você nasceu para Vencer."
 
(Andy Orlando)

terça-feira, junho 23, 2015

LULAS COM MOSTARDA


 
 
Trouxe 4 lulas grandalhonas (800 g) da praça para rechear. A minha filha gosta, pensei fazer para o jantar. Entretanto, no caminho mudei de ideias. :) Cheguei a casa e apeteceu-me agarrar o meu livro "Doze meses de cozinha", um livro que me acompanha desde os meus 14 anos, uma oferta do meu saudoso pai, ainda me lembro o preço, custou 500 escudos o que até era caro para a época. Mas continuo a gostar de o consultar, além de ser muito completo, traz-me memórias e um cheiro de outra dimensão. Quem me segue sabe que tenho uma grande panca de cheirar os livros sejam novos ou usados, é o que faço logo que agarro num. Deixando de conversas, olhei para o livro e vi esta receita, agradou-me. Segue para bingo.

Vou colocar tal e qual a receita do livro, e também as minhas alterações:


Ingredientes:
-750 g lulas pequenas (800g de lulas grandes)
-2 c. (de sopa) de manteiga ou margarina (usei azeite 4 c.)
-500 g de tomate (usei maduro)
-2 cebolas médias
-2 gemas de ovo
-1 c. (de sopa) de mostarda
-1 c. (de sopa) de vinho branco
-salsa, sal (usei sal marinho) e pimenta (usei pimenta preta)


Lavei as lulas, arranjei-as e cortei em argolas. Cortei as cebolas em rodelas muito finas e levei-as a amolecer, em lume brando com o azeite. Juntei o tomate sem pele nem sementes e deixei ferver durante 15 minutos. Passei com a varinha mágica. Levei de novo o tacho ao lume e juntei as lulas ao molho e adicionei um pouco de água. Tapei o tacho e deixei cozinhar até as lulas ficarem macias. Quando as lulas estavam cozinhadas, retirei o tacho do lume, e juntei as gemas, mostarda e vinho branco. Envolvi muito bem e temperei com sal marinho (pouco) e pimenta preta moída na hora. Servi de seguida acompanhar um arroz agulha simples. Polvilhei as lulas com salsa. Na receita diz para acompanhar com batatas cozidas polvilhadas com salsa.

"Ouse conquistar a sí mesmo."

(Friedrich Nietzsche)

segunda-feira, junho 22, 2015

PÃO-DE-LÓ DE ALFEIZERÃO [DOSES INDIVIDUAIS]





Ontem a falar com a minha amiga Sandra, no Facebook, (era muito cedo), nisso somos iguais, gostamos de ver nascer o dia. Eu penso que passamos uma grande parte da nossa vida a dormir, há que aproveitar os dias. Mas continuando, fui ao blog dela (Sabores às cores) e babei, disse-lhe logo que ia fazer (a quantidade era óptimo, pouco). Já fiz muito o Pão-de-ló de Alfeizerão, e o Pão-de-ló de  Ovar, mas parece impossível desde que tenho blog, nunca fiz: anotado para fazer. Agora este em doses individuais ficou uma maravilha. Obrigada Sandra, por este momento. A Vivi agradeceu-te. ;) A textura pareceu-me mais o de Ovar, mas como são ambos uma maravilha, "venha o Diabo e escolha".




Ingredientes:
-50 g de açúcar
-3 gemas
-1 ovo
-25 g de farinha

 
Aquecer o forno a 180ºC.
Bater o ovo e as gemas com o açúcar até obter um creme forte e sedoso. (15 minutos com a batedeira elétrica).
Acrescentar a farinha peneirada, com cuidado e sem bater.
Untar 4 formas/tigelas (que possam ir ao forno) com manteiga e forrar com papel vegetal também untado. Encher as tigelas apenas até 3/4 da sua capacidade.
Levar ao forno durante 8 a 10 minutos (no meu forno foram 10 minutos)
Retirar do forno e deixar arrefecer.
Desenformar mas sem retirar o papel vegetal.
Servir o pão-de-lá no papel, de preferência no dia a seguir. Servi no próprio dia. :)
 
"Depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."
 
(Caio Fernando Abreu)