quarta-feira, setembro 30, 2009

COMIDA E CULTURA [ 3º PARTE ]

Continuação daqui e daqui...

Se o homem não tivesse a possibilidade de recordar o passado e de o relacionar com o presente, não haveria cultura, e as sociedades não teriam evoluído. Memória e cultura quase se confundem e, como o «acto de comer» é essencialmente cultural, não espanta que assente, em grande parte, em dados retidos na memória.

Um dado obtido através dos sentidos, seja um cheiro, uma tonalidade cromática, o paladar de um alimento, ou um som, evoca imediatamente uma época do passado, e o seu grau de agradabelidade ou de desagradabilidade depende do posicionamento afectivo de cada um face à época ou ao acontecimento evocado. O cheiro a estrume, a maçãs, ou a terra molhada será agradável a quem passou a mocidade no campo, e neutro, ou, até desagradável, a quem passou entalado entres os muros de uma cidade.

Do plano individual pode passar-se ao colectivo porque a memória do indivíduo vincula-o aos valores culturais da sua colectividade, mesmo que ele não se aperceba disso, e está na raiz de muitas reacções e opções que se julga,erradamente, serem voluntários e livres.

Um emigrante italiano, por exemplo, será atraido pelo cheiro exalado pelos restaurantes da Little Italy, mas esse mesmo cheiro repelirá um emigrante sueco de passagem na área. Para se entender bem a importância do papel desempenhado pela memória no «acto de comer» há, porém, que relacioná-la com outros factores e, muito especialmente, com função protectora que cada colectividade exerce em relação aos indivíduos que dela fazem parte.

A integração cultural é, antes de mais, um factor de segurança. Integrado na sua colectividade, o indivíduo sente-se defendido e seguro: conhece as normas de conduta, sabe quais são as regras do jogo, possui uma escala de valores que lhe não permite correr riscos senão dentro de limites previamente conhecidos e não está, por tudo isto, em perigo de ser abandonado , desprezado e condenado à solidão.

Forçado a enfrentar o desconhecido, é uma cultura assente em regras e valores alheios aos da sua, o homem sente-se perdido e faz tudo o que está ao seu alcance para se reencontrar, isto é, para descobrir, num mundo adverso, regras e valores que lhe sejam familiares e que ponham termo à solidão.

Os emigrantes--trata-se de um exemplo perfeito--criam imediatamente restaurantes que os devolvem ao seu ventre materno cultural, proporcionando-lhe os pratos e os vinhos da sua infância, e educam os filhos no culto das suas tradições culinárias, na convicção instintiva de que estes se manterão fiéis às suas raizes enquanto se mantiverem fiéis àquilo em que estas melhor se concretizam: a cozinha da mãe-pátria.


Nada disto tem a ver com a qualidade gastronómica intrínseca dos pratos que comem, até porque os emigrantes, normalmente oriundos de regiões pobres e atrasadas, não guardam na memória elementos que lhe permitam formular juízos de valor em matéria de gastronomia. Põe-se o mesmo problema em relação às diversas classes sociais que, para este efeito, constituem autênticas colectividades com valores culturais comuns, embora, no caso destas, a emigração tenha de ser entendida de outra forma: emigra, para este efeito, quem passa de uma classe para a outra, e «ascende»--usamos a palavra no sentido usual--quem passa para uma classe económica e culturalmente mais evoluída. Quem «ascende» é projectado para um mundo desconhecido, cuja escala de valores lhe é alheia, e reage sempre da mesma forma: ou se refugia no culto da sua escala original, inventando formas de racionalizar a sua inadaptação face à colectividade em que acaba de entrar, ou esconder a sua inadaptação, aceitando em termos absurdamente entusiásticos a escala de valores da sua nova colectividade.


No primeiro caso, defende desesperadamente a cozinha «simples»,«pura», e não requintada que conhece desde criança, e em relação à qual se pode pronunciar sem correr o risco de se revelar ignorante. Na sequência lógica desta atitude, repudia a cozinha requintada, que tem por «mistificada» e em relação à qual se sente profundamente inseguro.

No segundo caso, defende os valores gastronómicos da classe a que ascendeu em termos tão entusiásticos que acaba por ficar «mais papista do que o Papa», sem se aperceber de que a sua adesão incondicional é tão reveladora aos olhos dos entendidos como é o repúdio, igualmente incondicional, dos que optam pela primeira atitude: gabará, por exemplo, uma «sopa de pacote» se lhe afirmarem tratar-se de uma vichvssoise, e beberá, com demostrações de agrado, um vinho feito a martelo que lhe garantem tratar-se de um excelente Bordéus.

Em termos muito simples, pode dizer-se que o homem tende a repudiar inicialmente, e só aceitar muito lentamente, tudo o que não está referenciado na sua memória e que, em contrapartida, aceita com relativa rapidez tudo o que nela está referenciado.

Um exemplo concreto contribuirá para a compreensão deste fenómeno--o caso da batata.

Enviado para a Europa por Pedro de Cieza de León, companheiro de Pizarro, este tubérculo teve uma vida acidentada até ser aceite em todos os países da cristandade.
Continua...

O MEU POLVO NO FORNO COM BATATAS



Eu resolvi fazer o polvo estilo à espanhola...é uma maneira que os espanhóis comem o polvo e que muito me agrada. Só que eles fazem com batatas cozidas sem casca e eu com casca...
Polvo cozido (que eu faço sempre da mesma maneira há muitos anos «foi uma dica de uma peixeira que me deu» corto as pontas dos tentáculos do polvo com uma tesoura e coloco o bichinho dentro da panela de pressão sem água e sem temperos. Fecho a dita e conto 15/20 minutos (conforme o tamanho do polvo) depois de começar a apitar. Desligo e deixo arrefecer dentro da panela. Depois retiro e corto em bocados. Esta dica é infalível além que o polvo coze na sua própria água que vai deitando e nunca mas nunca ficou borracha fica macio e suculento.Reservo. Lavo muito bem as batatinhas novas e cozo-as com água e sal. Quando cozidas escorro-as e deixo arrefecer um pouco antes de lhes dar um murro. Num tacho coloco uma boa cebola e 4 dentes de alho picados, 1 pimento vermelho (se for pequeno, se for grande meio) às tiras finas e 3 tomates maduros sem pele e sementes cortados aos quadradinhos e deito à volta de 200 ml de azeite tempero com sal e pimenta. Levo ao lume sempre em lume baixo e deixo cozinhar. Num tabuleiro de barro coloco o polvo e as batatinhas e cubro com este preparado. Levo ao forno pré-aquecido (200ºC) até ver que foi o tempo suficiente para harmonizar os sabores, que como sabem!  Também tem muito a haver com as quantidades, mas isso só cada um  sabem  as vossa necessidades nas vossas casas...

terça-feira, setembro 29, 2009

INFORMAÇÃO DE FORMAS DE SILICONE

Eu não gosto das formas de silicone. Mas como na blogosfera todas gostam não sei se é importante ou não esta informação. Mas vi as ditas de todas as cores e feitios na «Loja Espaço Casa» e as mais caras custam €4 é, uma loja que gosto de visitar que como sabem as pessoas que conhecem tem acessórios para casa girissimos. O que achei baratissimo. Além que na «Loja do Gato Preto» também têm de todos os feitios e cores e a mais cara custa só €4,90 o que como eu digo: acho baratissimo em relação aos preços que vejo aqui na blogosfera. Bem do «Gato Preto» nem preciso de falar.Todas nós mulheres gostamos de visitar aquele espaço que todas as semanas tem novidades lindissimas ..ah e os pincéis custam €1,90...

GELADO DE CAJÚ COM WHISKY





A falar com o Cupido, ele dá-me a dica deste gelado para acompanhar o creme de chocolate que eu tinha feito.

Ingredientes:
-1 ovo
-180 gr de açúcar branco fino
-50 ml de whisky de 12 anos (a de 12 estava fechadita foi de 18)
-150 ml de leite gordo
-400 ml de natas
-100 gr de cajú sem sal
Bato o ovo com o açúcar até fazer uma mistura esbranquiçada. Depois deito o whisky e o leite e continuo a bater até estar tudo muito bem envolvido. Junto as natas sem serem batidas e envolvo. Junto o cajú moído grosseiramente e envolvo. É só deitar na sorveteira a trabalhar pela abertura da tampa. Leva 25 minutos. Servi com uma bola de creme de chocolate e polvilhado de cajú moído grosseiramente. Já tinha feito este gelado de cajú só que com outra cobertura...Notas: do meu provador oficial «excelente»....

INFORMAÇÃO:Recebi alguns e-mails a perguntarem-me sobre o cajú sem sal (não sabiam que existia). Eu quando coloco as receitas tenho o cuidado de dizer «sem sal» porque como devem compreender o cajú com sal é mesmo só para aperitivos não serve mesmo para sobremesas nem receitas salgadas. Pelo menos para mim. A quem me perguntou onde eu comprava eu disse e disse onde podiam encontrar sem ser no lugar que eu compro.

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COMIDA E CULTURA [2º PARTE]

Continuação daqui!
Cristãos, muçulmanos e judeus acabaram por se encontrar na Península Ibérica e precisamente porque viveram ao mesmo tempo, no mesmo espaço geográfico, tiveram de zelar pela sua «identificação».
Até por ser imprescindível, o «acto de comer» foi o primeiro, e quem sabe se o mais natural, dos processos a que recorrem para este efeito.
Inútil será, certamente, chamar a atenção para o facto de que esta escolha proporcionou, aos adeptos das três religiões, a possibilidade de se declararem diariamente,e mais do que uma vez por dia, fiéis às suas culturas, tanto a nível familiar como a nível das colectividades em que se encontravam politicamente integrados.
Que a indentificação entre a religião e o «acto de comer» foi tida por importantíssima é uma coisa que ninguém duvida.
Andrés Bernaldez, curador dos palácios reais, amigos de Cristóvão Colombo e autor de umas extensas Memorias del Reynado de los Reys Católicos, tem um texto esclarecedor sobre a questão:«Avéis de saber que las costumbres de la gente comúm de ellos antes de la Inquisición, ni mas ni menos eran que de los proprios hediondos judios; e esto causava la continua conversión que com ellos teniam. Asi eran tragones e comilitones, que nunca dexaran el comer a costumbre judaica de manjarejos e olletas de adafinas e manjerejos de cebollas e ajos refritos com aceite, e la carne guisavam com aceite, e lo echavan en lugar de tocino e de grossura, o por escusar el tocino; e el aceite com carne e cosas que guisam hacen muy mal oler el resuello, e asi sus casas e puertas hédan mal a aquellos manjarejos; e ellos mismo tenían al olor de los judios, por causa de los manjarejos e de no ser baptisados»
Para o cronista, como se vê, o judeu define-se no «acto de comer» e pelo «acto de comer», tal como o muçulmano se definia pelo cordeiro que sacrificava de cabeça voltada para Meca, em obediência ao seu parceiro ritual, e o cristão pelo uso de banha e toucinho.
O conde de Salazar, incumbido de fazer aplicar o decreto real de 1610, que expulsava os mouros de Espanha, não hesitou em fazer saber aos bispos que ser cristão era, essencialmente, comer toucinho, beber vinho e «hablar en cristiano»...
Manifestação cultural que é, o «acto de comer» reflecte, necessariamente, o mundo conceptual de cada colectividade e, quando este mundo se modifica, ainda que temporariamente,essa modificação temreflexos imediatos nele.
Um exemplo flagrante desta modificação é a influência que o puritanismo de Cromwell exerceu sobre os hábitos alimentares ingleses. Quando mais não seja porque as considerações sobre a má qualidade da cozinha britânica se tornaram proverbiais, mesmo nos países dotados de cozinhas inferiores à britânica, vale a pena comentar este caso de incontestável interesse histórico.
A convicção de que o passado se caracterizou por uma grande abundância de géneros alimentícios, por receitas magníficas e por um técnica culinária imensamente superior à parte do presente, faz parte integrante do património mítico de todas as colectividades. Trata-se de uma convicção que não tem qualquer fundamento histórico, mas como mais adiante se voltará a referi-la, o que interessa aqui registar é que este «passado» mítico nunca é racionalizado e nunca é definido em termos rigorosos.
Esta regra, tem uma excepção, já que o «passado mítico» dos ingleses é definível com algum rigor: os good old days britânicos cobrem o periodo que decorreu do ínicio do século XVI aos meados do século XVII ou, melhor ainda, o periodo que decorreu do inicio do reinado de Henrique VIIIà execução de Carlos I, data em que a época da abundância mítica cessa abruptadamente para dar lugar aos lean years, isto é,aos anos das vacas magrasm
Basta citar os nomes de Henrique VIII, da rainha Isabel e de Shakespeare e eventos como a vitória sobre a Espanha filipina, para se concluir que este foi um período invulgarmente dinâmico e pujante da história inglesa, mas o que interessa registar é que, durante este periodo, a Inglaterra separou-se da Igreja de Roma-- mais do que permissiva em matéria alimentar-- para abrir as portas a um puritanismo reformador que viria a atingir o apogeu durante o «reinado republicano» de Cromwell.
Sob o dominio dos puritanos, o rosto da inglaterra modificou-se radicalmente: o prazer da mesa adquiriu um carácter pecaminoso; a arte de cozinhar passou a estar associada aos «excessos» de Roma, e temperos como o alho, a cebola e o louro forma postos de parte por fazerem parte integrante da cozinha italiana.
Em meia dúzia de anos, a cozinha inglesa, rica e vigorosa como é evidente a quem conheça o receituário de Alexander Neckham e o célebre Book of Cury do cozinheiro de Eduardo III, definhou de tal forma que se tornou irreconhecível.
Daí a distinção que perdura na memória do povo, entre o passado de abundância que antecedeu o puritanismo de Cromwell e a pobreza que se lhe seguiu.
Referindo-se a esta quebra súbita de uma tradição já secular, um historiador comentou, há cerca de dez anos «É dificil formular um juízo rigoroso sobre a influência exercida pelo puritanismo na cozinha inglesa, mas é revelador que, por causa dele, os folguedos e as festas, incluindo as natalícias, tenham sido abandonadas, e que o uso das especiarias e o consumo do vinho tenham sido desencorajadas...»
Valerá a pena prosseguir para se entender que nos sentamos sempre à mesa com os conceitos do mundo e da vida e com as nossas religiões?
Continua....

segunda-feira, setembro 28, 2009

CREME DE CHOCOLATE





Como sabem o Cupido posta poucas sobremesas! Mas quando posta arrasa:).Quando eu vi este creme de chocolate fiquei logo literalmente babada...Apaixonada como sou por chocolates e os filhos pensei logo fazer.

Derreti 200 gr de chocolate (Cacao Sampaka) em banho maria. Numa tigela bati 6 colheres de sopa de açúcar com 100 gr de manteiga. Quando tinha uma mistura homogénea juntei 4 ovos um a um,batendo sempre; juntei ao chocolate e bati bem até ter um creme. Levei ao frigorífico. O meu parece mais cremoso mas, é porque quando tirei a foto tinha ainda pouco tempo de frigorífico. Porque depois ficou igual ao do Cupido. Aliás virá outra sobremesa a acompanhar este creme e ai sim com o tempo exacto de frigorífico. Só posso dizer fabulástico mesmo, é daquelas sobremesas para se saborear devagarinho com uma colher de café...

Notas: comentário do meu provador oficial (filho): brutalíssimo...

domingo, setembro 27, 2009

BIFE COM COUVE FLOR E BRÓCULOS GRATINADOS





Os legumes gratinados é um dos acompanhamentos que os filhos gostam. A filha adora couve flor o filho não. Ele adora brócolos ela não, ufa (santa paciência). Ok, eu tenho, agora obrigar os filhos a comerem o que não gostam, nunca fiz na minha vida. A minha mãe também nunca o fez para comigo. Resolvi cozer a couve e os brócolos. Quando cozidos escorro e reservo. Entretanto faço o molho bechamel. Num tacho coloquei uma colher de sopa de manteiga, quando derretida deito uma colher de sopa de farinha e mexo energicamente com a vara de arames e vou juntado leite aos poucos até ter a textura do meu agrado. Tempero com sal, pimenta e noz-moscada. Num tabuleiro divido os legumes (sim para eles não garrearem) e cubro com o bechamel,depois é só levar ao forno pré-aquecido (180ºC) até gratinar (eu deixo só mesmo dar uma cor. Servi com uns bifes que fiz assim. Numa frigideira coloco um pouco de manteiga, 1 colher de sopa de mostarda Dijon, 3 alhos com pele e esmurrados. deixo derreter a manteiga e coloco os bifes salpicados só mesmo com umas pedrinhas de sal. Deixo fritar dos dois lados (sem fritar muito, pois nós gostamos da vaquinha mal passada). Retiro os bifes e nesse molho em lume alto junto 100 ml de vinho tinto (o que estiver aberto na altura) e deixo reduzir e engrossar o molho. Depois é só cobrir os ditos com muito molho ou pouco.

COMIDA E CULTURA [1º PARTE]

Num dos meus livros de cozinha que se chama "Cozinha Regional Portuguesa" de Maria Odete Cortes Valente estava eu a ler a introdução o que muito me agradou...

Comida e cultura:
Afirma-se repetidamente que lemos pouco e que raras vezes saímos de casa para ir ao teatro, a concertos e a outras manifestações oficialmente classificadas de culturais.
Tudo isto é verdade, já que somos pouco dados, por um conjunto de razões que não interessa aqui discutir, à prática de «actos culturais conscientes».
Um povo, porém não exprime a sua cultura unicamente através de actos deste tipo. Os ingleses que iam ao Globe aplaudir as peças de Shakespeare não tinham consciência de estar a praticar um «acto cultural», e os fracenses que riam às gargalhadas das comédias de Molière ter-se-iam rido muito mais se soubessem que essas comédias estavam destinadas a ser postas em cena, anos mais tarde, à custa de subsídios estatais, para deleite de gente empenhada em «adquirir cultura».
A cultura de um povo não pode medir-se apenas através dos «actos culturais conscientes» que pratica, mas também - e quem sabe se principalmente - através do carácter que imprime ao seu quotidiano, do que faz para se divertir, do que tem por necessário e por desnecessário, e dos hábitos que o levam a actuar desta ou daquela maneira, independentemente das regras de vivência que lhe são impostas seja a que título for.
Todos praticamos, por exemplo, um «acto de cultura inconsciente» várias vezes ao dia, sempre que comemos. «Inconsciente», porque não nos apercebemos, necessariamente, de que tudo o que se relaciona com o «acto de comer» é simultâneamente uma fonte e uma expressão de cultura, do horário das nossas refeições, aos pratos que escolhemos, passando pelos ingredientes que entram na sua confecção.
Comer, por outras palavras, não é, culturalmente, um acto avulso mas,antes pelo contrário, um acto culturalmente tão importante que se pode atribuir um conteúdo sociológico à célebre frase de Brillat Savarin: «Diz-me o que comes e dir-te-ei quem és».
Isto, porque comemos, antes de mais, com a fé; depois com a memória e, por último, de acordo com um conjunto de mitos culturais que nada tem a ver com o paladar que temos e que julgamos ser o elemento determinante nas nossas opções culinárias.
O conceito que um povo tem do universo e da vida exprime-se, em grande parte, através da sua religião, e esta impõe-lhes normas de conduta que afectam profundamente o seu quotidiano.
Dado que o «acto de comer» faz parte integrante desse quotidiano - é o único sem o qual nenhum povo pode passar, seria impossível que ele não tivesse sido, desde muito cedo, objecto de regulamentação religiosa.
Para se compreender bem o vínculo alimentação/religião é preciso ter em mente que o «acto de comer», ainda que individual na sua fase final, assenta em relações sociais que o colocam numa situação de dependência em relação à colectividade. Quem come tem de escolher os seus alimentos dentre os que lhe são facultados pela colectividade, chegando mesmo ao ponto, em casos extremos, de estar sob alçada desta no que se refere às quantidades que come. Se a colectividade não dispuser de trigo, ele terá de comer pão de milho, e basta uma guerra para que tenha de se submeter a um racionamento imposto por ela, ainda que se oponha ao conflito.
O carácter colectivo do «acto de comer» talvez não seja imediatamente evidente, mas não deixa, por isso, de ser um dado concreto que está na raiz de inúmeras opções tidas por assentes em valores exclusivamente gastronómicos. Quem entra num restaurante, por exemplo, raras as vezes tem consciência de que a «ementa» que lhe é entregue foi criada em função do gosto do maior número possível de pessoas, isto é, da cultura da colectividade, e não do seu gosto pessoal, e quem aceita uma ementa está, assim, a integrar-se culturalmente na sua colectividade.
É por esta razão que o «acto de comer» se foi transformando, com o decorrer do tempo, num acto festivo que, sob a forma do «banquete», adquiriu a natureza de um autêntico ritual.
Foi no decorrer da última ceia que Cristo instituiu o sacramento da comunhão, associando-se, a si e ao cristianismo, a dois alimentos inconfundíveis - o pão e o vinho.
Cerca de seis séculos depois da última ceia, surgiu na área mediterrânica uma nova religião que se associou imediatamente ao «acto de comer», proibindo o consumo do álcool e, portanto, do vinho, aos seus adeptos.

Tem continuação...

sábado, setembro 26, 2009

CAKES DE 3 OVOS






Esta receita foi-me enviada pelo Alex que tem um blog das viagens que ele faz! Principalmente a Angola. Numa troca de mails o Alexandre enviou-me esta receita que retirou do caderninho do pai. (e quem de nós não fez isso? Todos (as) claro!?)Eu no meu caso foi da minha mãe, pois, o meu pai nem um ovo sabia estrelar. Mas, adorava comer bem e claro com qualidade. Realmente é mesmo uma delicia de "Cakes" (a simplicidade no seu melhor). O Alex passou-me os ingredientes, claro, só disse que as claras eram batidas em castelo. E eu executei à minha maneira espero não ter estragado a receita? Mas acho que não, pois os Cakes desapareceram estilo "vapt-vupt"

Ingredientes:
-200 gr de açúcar
-100 gr de manteiga (de preferência sem sal)
-1 pitada de sal
-125 gr de farinha
-1 colher de (chá) de fermento Royal
-3 ovos
Então eu fiz assim bati a manteiga a temperatura ambiente com o açúcar. Quando estava bem envolvido fui juntando as gemas uma a uma e batendo sempre entre cada adição. Juntei a farinha com o fermento e envolvi bem. Depois foi juntar as claras batidas em castelo e envolver. Deitar o preparado em forminhas de papel e levar ao forno a (200ºC) durante 10 minutos. Claro que o Alexandre explica que difere de forno para forno e eu acredito em pleno! Pois, no meu bastou 7 minutos e estavam perfeitos. Obrigada Alexandre e vou fazer as outras receitas...

Notas: deu 14 Cakes...

sexta-feira, setembro 25, 2009

BACALHAU ESPIRITUAL [O MEU]





A receita de "bacalhau espiritual" sei que há muitas... A verdadeira ? (sei lá qual é a verdadeira). Se lermos vários livros de cozinha "cada" um traz a receita verdadeira e sempre diferente uns dos outros! Ok, por isso eu digo o meu bacalhau.

Ingredientes:
-3 boas postas de bacalhau
-3 boas cebolas
-6 cenouras
-3 carcaças
-leite para demolhar o pão
-1 pacote de natas
-molho bechamel caseiro
-azeite
-sal marinho e pimenta
-queijo ralado

Que para a receita deste prato eu uso sempre o queijo que tenha mais seco em casa que neste caso foi queijo Serpa curado que eu coloco na 1,2,3 e pico, nunca uso mozarella. É a única receita que pico a cebola na picadora. Coloco num tacho as cebolas picada com azeite e vou deixando cozinhar em lume baixo. Depois junto as cenouras lavadas com casca e picadas na 1.2.3. e deixo envolver na mistura anterior. Junto o bacalhau cru sem espinhas e peles e esfarelado. Deixo sempre em lume brando ir harmonizando os sabores. Quando acho que já está ao meu gosto junto o pão demolhado no leite e espremido e picado também na 1.2.3 (isto é que a picadora se fartou de trabalhar):) . Junto o molho bechamel . Envolvo bem e tempero com sal e pimenta. Deixo sempre em lume brando harmonizar os sabores. Coloco num tabuleiro de barro. Numa tigela deito as natas e misturo o queijo ralado envolvo bem e espalho essa mistura por cima. Levo ao forno pré-aquecido (120ºC) até alourar.

Notas: o forno a baixa temperatura vai cozinhando o interior e gratinado por cima. Claro que se colocar a uma temperatura mais alta gratina muito mais depressa mas para mim, claro (!) Perde-se muito em qualidade e sabor, em relação ao interior que é o principal. Ah, e eu não coloquei a receita do molho bechamel porque no meu blog já se encontra em várias receitas. Mas, também quem é que gosta de cozinhar e não sabe fazer um bom bechamel? Todo/a(s) ...

P.S. Por favor, não usem o de compra neste receita ok, se por acaso não quiserem procurar a receita no blog, é só pedirem-me que eu dou a receita de novo...

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quinta-feira, setembro 24, 2009

OS MEUS COQUINHOS




Eu digo meus, porque fazia sempre estes bolinhos nas festas dos filhos quando eram pequenos!

Ingredientes:
-250 gr de açúcar
-125 ml de água
-250 gr de coco ralado
-3 ovos
-coco ralado para envolver
Levo o tacho ao lume com o açúcar e a água até obter o ponto de pérola. Junto o coco nessa altura e envolvo bem sempre ao lume e deixo ferver estilo "vapt-vupt". Retiro do lume e deixo arrefecer. Depois junto os ovos batido e levo de novo ao lume para cozer os ditos. Vou mexendo sempre em lume brando até a mistura se soltar das paredes do tacho. Retiro e coloco a mistura num prato e deixo arrefecer completamente. Depois claro, é meter a mão na massa (ai como eu adoro)(para quem não gosta, porque, não gosta de sujar as mãozitas faz com 2 colheres de sobremesa (estilo "pasteis de bacalhau") e enrolar os bolinhos ao vosso gosto e envolver no coco ralado. Colocar nas forminhas de papel e levar ao frigorífico . Depois é comer que como calculam é também estilo "vapt-vupt"...Ah! E rendeu 25 bolinhos...

quarta-feira, setembro 23, 2009

STROGONOFF DE BIFE DE TOIRO BRAVO



Tinha uma embalagem de bifes do "toirito" e resolvi fazer o strogonoff.
Ingredientes:
-bifes de toiro bravo
-manteiga
-1 cebola
-1 tomate maduro grande
-150 ml de caldo de carne (que tinha reservado congelado)
-200 ml de natas
-1 colher de sopa de sumo de limão
-1 colher de chá de mostarda
-1 colher de chá de farinha
-sal e pimenta
-cogumelos salteados
Bem, eu começo por cortar os bifes em tiras e tempero com sal e reservo. Entretanto salteio os cogumelos. Faço assim. corto os cogumelos em laminas e lavo muito bem. Numa frigideira deito 3 alhos esmurrados com casca e azeite e deixo só harmonizar os sabores retiro os alhos e junto os cogumelos, sal e deixo cozinhar sempre em lume brando. Quando cozinhados levanto o lume e junto um cálice de vinho de Porto e deixo sempre em lume forte até reduzir e reservo. Numa tigela junto o limão às natas e reservo. Levo a cebola picada ao lume com 2 colheres de sopa de manteiga deixo cozinhar até ficar translúcida. Junto 1 colher de chá de farinha, mexo para envolver e junto o caldo de carne (já sabem caseiro e nunca Knorr) e o tomate pelado e sem sementes passado com a varinha. Tapo o tacho e deixo cozinhar sempre em lume brando. Logo que estiver cozinhado adiciono as natas azedadas, os cogumelos, a mostarda, sal e pimenta a gosto e deixo ferver sempre em lume brando. Entretanto, fritam-se ligeiramente as tiras de bife com 2 colheres de sopa de manteiga. Mistura-se no molho das natas juntamente com a manteiga que se fritou as tiras do bife é só deixar harmonizar e servir de seguida com arroz branco...
Notas: já tinha feito o toirito aqui...

terça-feira, setembro 22, 2009

BOLACHAS DE BAUNILHA










Estas bolachas já não fazia há bastantes anos. Claro quando os filhos eram pequenos fazia grandes remessas de bolachas destas e doutras que tenho que voltar a fazer para colocar aqui.

Ingredientes:
-polpa ralada de uma vagem de baunilha
-100 gr de amêndoas peladas e moídas
-280 gr de farinha
-120 gr de açúcar
-1 pitada de sal
-220 gr de manteiga à temperatura ambiente
-4 gemas de ovos
Além disso açúcar e a polpa de uma vagem de baunilha para envolver as bolachinhas. Sobre a mesa, coloque a polpa da vagem de baunilha, as amêndoas moídas, a farinha, o açúcar e a manteiga em grumos. Com as mãos (claro) vai envolvendo tudo até obter uma areia grossa. Adicione as gemas e obtenha uma massa lisa. Deixe a massa descansar durante 2 horas. Depois é colocar a mão na massa e com o rolo alisar a massa (a massa fica estilo "quebrada" ) por isso não estique com o rolo só alise mesmo ok? E depois é cortar ao vosso gosto e levar nos tabuleiros com papel vegetal (não uso de silicone eu sou do tempo antigo, simplesmente não gosto mesmo nada de silicone) e leva ao forno pré-aquecido a (190ºC) durante 7 minutos é mesmo só um calor. Depois deixe arrefecer e retire dos tabuleiros e, envolva com o açúcar e a raspa da vagem de baunilha ...Notas: é importante deixar arrefecer porque estas bolachas ficam muito estaladiças e se retira ainda quente elas quebram. (São boas na mesma mas ficam mais feinhas:( ) Depois é colocar na caixa das bolachas e irem comendo como acompanhamento dum chá, café, leite ou simplesmente sozinhas:)). Dá 60 bolachinhas...

CARA DE BACALHAU COM GRÃO



Adoro bacalhau, das 1049 (sim, já não são 1001 maneiras)...Mas cozido, nem sou grande apreciadora, dessa maneira prefiro a cara do dito fiel. Aí adoro mesmo com couves ou grão. Desta vez fiz com grão. Deixei a cara de molho em água 24 horas era muito grande a dita e, fui mudando a água. Cozi o grão e reservei. Num tacho coloquei batatas e ovo a cozer com um pouquito de sal. Quando começa a ferver juntei a cara do fiel e claro foi vapt-vupt (já sabem se deixam muito tempo) "ops" separa-se tudo e depois a cara não fica assim com muito bom aspecto... temperei com azeite aquecido com alhos como eu gosto "estilo" picar os alhos num tachinho e juntar azeite levar ao lume até ferver só mesmo para harmonizar sabores...ok,foi só deliciar-me com a minha metade da cara...

segunda-feira, setembro 21, 2009

SCONES







Apeteceu-me surpreender os filhos para o pequeno-almoço às 8 horas(sorrisos) ok, às 6,30 da manhã já estava eu na cozinha...ui, como adoro! Resolvi fazer "scones" e "panquecas" que posto depois a minha receita das panquecas. Esta já tinha postado aqui...

Ingredientes:
-2 chávenas de farinha
-3 colheres de (chá) de fermento royal
-1/2 colher de (chá) de sal
-2 colheres de (sopa) de açúcar
-1/4 de chávena de manteiga derretida
-2 ovos
-1/3 de chávena de leite
Misturar os ingredientes secos. Numa tigela por o leite, os ovos e a manteiga derretida. Mexer e juntar ao preparado dos secos. Misturar muito bem com uma colher de pau até envolver. Barrar formas de queques e por colheres de massa. Levar ao forno pré-aquecido (200ºC) durante 15 minutos.

Notas: se quiser colocar passas, juntar aos secos antes de juntar a mistura dos ovos, leite e manteiga... Ok, foi servido com manteiga a derreter (uhm) e doce de abóbora que os filhos adoram...Eu nunca coloco as passas porque os filhos gostam deles simples...Ah! E deu 12 scones.

domingo, setembro 20, 2009

ARROZ DE CABIDELA



Eu faço o meu arroz assim!!!
Ingredientes:
-350 gr de arroz
-galinha (com o respetivo sangue)
-4 colheres de sopa de vinagre
-água
-azeite
-1 cebola grande
-2 dentes de alho
-1 folha de louro
-meia malagueta
-sal
Já sabem que quando se matar a galinha tem que aproveitar o sangue. Que se deita numa tigela com o vinagre, para não coagular. Faço um refogado com o azeite, a cebola e os dentes de alho picados, a folha de louro e a malagueta. Logo que a cebola esteja translúcida junto a galinha cortada aos bocados, temperada com sal. Deixo estufar em lume brando. Depois cubro a dita com água tapo o tacho e deixo cozer a galinha. Quando cozida, tiro a galinha e meço o caldo (três vezes o volume do arroz). Assim que levanta fervura junto o arroz e deixo cozinhar quando está "al dente" junto a galinha e o sangue com o vinagre. Tapo o tacho e deixo acabar de cozinhar o que é rápido. O arroz tem mesmo que ficar caldoso e servir de seguida...

sábado, setembro 19, 2009

BOLINHOS DELICIOSOS




Como sabem eu congelo as claras sempre. Quando as sobremesas só pedem gemas. Então já tinha algumas e resolvi servir-me delas. Mas não me apetecia fazer Molotoff (o filho não gosta e eu sinceramente também não é das sobremesas que seja apreciadora. Estava sem vontade de ir para os livros procurar uma receita resolvi ir à sorte (e não é que me sai muito bem mesmo...) Vamos à receita.
Ingredientes:
-8 claras
-200 gr de açúcar
-200 gr de amêndoa (moída com casca)
-doce de abóbora (caseiro)
-açúcar em pó para polvilhar
Bati as claras em castelo bem firme. Juntei o açúcar e continuei a bater. Depois foi só juntar o miolo da amêndoa moído e envolver com uma vara de arames. Coloquei as forminhas de papel nas formas de queques e coloquei uma colher de sopa bem cheia de massa, depois coloquei outra colher de sobremesa de doce de abóbora e voltei a encher com a massa. Levei ao forno pré-aquecido a (180ºC) durante 10 minutos. Retirei do forno e deixei arrefecer antes de polvilhar com o açúcar em pó. OK, fantástico(!)

Notas: o sabor da amêndoa liga na perfeição com o doce de abóbora. Deu para 18 bolinhos...

sexta-feira, setembro 18, 2009

BATIDOS





Os filhos adoram batidos. Eu faço sempre em qualquer altura do ano. Cá em casa não existe receitas de verão e inverno é quando apetece...A minha base dos batidos é sempre a mesma o que varia é as frutas. Aqui fiz um de morango e outro de chocolate.
Ingredientes para 1 pessoa:
No liquidificador coloco 10 cubos de gelo, 200 ml de natas, fruta a gosto (ou 100 gr de chocolate de leite). Trituro até estar com uma consistência espumosa e granizada...

LOMBINHO DE PORCO COM TOMILHO EM PAPELOTE



Os filhos adoram lombinhos e eu fiz assim...
Ingredientes:
-1 lombinho
-3 dentes de alho
-1 cebola pequena
-1 cenoura
-1 colher de sobremesa de tomilho seco (se for fresco melhor,mas não me apeteceu agarrar no carro para ir ao Jumbo)
-1 dl de azeite
-2 colheres de vinagre balsâmico
-sal e pimenta
No aluminío coloquei o lombinho e coloquei a cebola picada com os alhos e a cenoura. Polvilhei com o tomilho, sal (pouco) e a pimenta. Deitei por cima o azeite misturado com o vinagre e fechei o papelote. Reservei no frigorífico durante 3 horas. Depois levei ao forno pré-aquecido (150ºC) durante 40 minutos. Levantei o forno para (180ºC) e abri o papelote. Retirei o papel de alumínio e nesse molho que se formou (com o azeite, vinagre e os sucos do lombinho) juntei umas batatinhas novas e deixei no forno mais 15 minutos até assarem as batatinhas e alourar o lombinho...

quinta-feira, setembro 17, 2009

GELADO DE CAJÚ COM COBERTURA DE CHOCOLATE DE LEITE





O que posso dizer mais? Simplesmente adoro gelados:)))
Ingredientes:
-1 ovo
-150 gr de açúcar branco fino
-100 gr de cajú sem sal (moído+/- grosseiramente)
-150 ml de leite gordo
-400 ml de natas
Numa tigela bate o ovo com o açúcar até ficar uma mistura esbranquiçada. Junta o cajú e envolve bem. Junta o leite e as natas (sem serem batidas) e envolve tudo muito bem. Deita na sorveteira a trabalhar. Leva 25 minutos...servi com uma cobertura de chocolate caramelizada e polvilhado com cajú moído grosseiramente.

Cobertura:
Num tacho coloca 150 gr chocolate de leite, (Cacao Sampaka) ou outro ao vosso gosto, 1 colher de açúcar branco, 1 colher de sopa de açúcar baunilhado (que é o que eu tenho num tupperware, que faço com as vagens de baunilhas das minhas sobremesas) e 2 colheres de sopa de licor de café e leva a lume brando até derreter o chocolate. Depois é juntar 100 ml de natas e deixar levantar fervura. Reserva até arrefecer. Numa taça coloca chocolate e depois coloca o gelado. Volta a cobrir com chocolate e polvilha com cajú moído...

Notas: esta cobertura não é a outra nem a outra . Esta fica também simplesmente deliciosa com sabor a chocolate e textura a caramelo (acho que não preciso de dizer mais nada). Ah, mas só funciona mesmo com o chocolate de leite, ok?

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quarta-feira, setembro 16, 2009

FEIJÃO PRETO COM ORELHA FUMADA PARA ACOMPANHAR



Fiz para acompanhar umas simples costeletas de porco grelhadas!!!

Ingredientes:
-1/2 kg de feijão preto
-1 orelha fumada
-1 cebola
-2 dentes de alho
-1 folha de louro
-1/2 malagueta
-sal
-azeite
Eu fiz assim! Lavei muito bem a orelha do bichinho (claro, porque apesar de estar com uma corzinha de praia, vê-se que está sujinha) e juntei ao feijão que já estava de molho. Deixei de um dia para o outro. Na panela de pressão coloquei o feijão com a orelha e cobri com o dobro do feijão de água e levei a cozinhar. Depois de apitar a panela conta 35 minutos. Retirei a orelha e cortei em bocados. A água de cozer ambos os ingredientes reservei. Num prato coloquei uma concha de(sopa) de feijão (e esmaguei com um garfo) reservei. Num tacho, coloco a cebola e os alhos picados, o louro, o azeite e levo a refogar até a cebola estar translúcida. Junto a orelha cortada, e junto a água que reservou e deixo cozinhar sempre em lume brando. Tempero com sal e a meia malagueta e junto o feijão e o que eu tinha esmagado também. Envolvo muito bem e deixo harmonizar os sabores. Depois é servir só! Ou como acompanhamento de carnes grelhadas...Já tinha feito aqui


terça-feira, setembro 15, 2009

UPSIDE-DOWN-CAKE DE AMEIXAS





"Por detrás desta designação está uma forma de confecção diferente: de baixo para cima"

"A Califórnia é conhecida pelas suas ameixas e pelos seus bolos. Mas se é verdade que é daquelas regiões que provêm as saborosas ameixas secas, melhores ainda devem ser as ameixas frescas. E é isso que realmente sucede. A receita aqui apresentada é, de certa maneira, uma imitação da famosa tarte de maçã francesa, a conhecida "Tantin", com a sua cobertura caramelizada sobre as frutas. No entanto, trata-se de uma receita prática, dado que é uma massa batida ao estilo americano"

Ingredientes:
-600 gr de ameixas
-150 gr de açúcar mascavado
-4 colheres de sopa de manteiga
PARA A MASSA:
-130 gr de manteiga
-125 gr de açúcar
-polpa ralada de 1 vagem de baunilha
-2 ovos+1 gema
-1 dl de leite
-170 gr de farinha (usei 140 gr)
-2 colheres de chá de fermento em pó
-50 gr de amêndoas raladas (usei 80 gr)
-1 pitada de sal
ALÉM DISSO:
-1 frigideira de ferro com 23 cm de diâmetro (usei uma forma)
-1 tabuleiro
Lave as ameixas, seque-as, corte-as ao meio e deite fora os caroços (convém). Derreta a manteiga na frigideira (no meu caso forma), em lume médio. Adicione o açúcar e, continuando sempre a mexer com uma colher de pau, deixe-o dissolver até fazer bolhas. Com rapidez, coloque as metades das ameixas na frigideira (forma) e pressione-as ligeiramente sobre o caramelo quente. Tome muito cuidado, dado que o açúcar caramelizado pode provocar queimaduras.

Posteriormente, as ameixas irão cobrir a parte de cima da tarte. Por esse motivo, devem ser colocadas com cuidado, de modo a formarem, por exemplo, círculos (resumindo por miúdos convém ficar bonito e não colocar as ameixas de qualquer maneira). Retire a frigideira do lume.

Para a massa, bata a manteiga com o açúcar até que a massa fique cremosa. Mexendo constantemente, junte a polpa de baunilha, os ovos e a gema de ovo, até obter uma massa uniforme. Deite o leite sobre a mistura da manteiga com açúcar. Mexa e misture bem. Peneire a farinha e o fermento em pó por cima desta massa e, de seguida, adicione as amêndoas e o sal. Mexa tudo com uma certa rapidez de maneira a obter uma massa lisa, que será distribuída uniformemente por cima das ameixas. Alise a superfície. Coloque a frigideira (forma) sobre o tabuleiro para recolher a massa que, eventualmente, possa derramar.

Leve a cozer no forno previamente aquecido (180ºC) durante 15 minutos. Teste o progresso da cozedura com um palito. O sumo que sobe pelas bordas deve ferver ligeiramente. Retirar a tarte do forno. Deixe arrefecer durante alguns minutos na frigideira (forma).

Notas: o meu levou 25 minutos a cozer e decorei com chantilly  e amêndoas laminadas e levemente torradas. Agora em relação ao sabor!? Ui, nem comento (sorrisos). Ah, com isto tudo já me esquecia de dizer de onde retirei a receita! Claro do meu livro "As 100 Mais Famosas Sobremesas Do Mundo"...

segunda-feira, setembro 14, 2009

MIGAS DE FEIJÃO-BRANCO PARA ACOMPANHAR UMAS BIFANAS





Já não faço estas migas há bastante tempo. Tinha bifanas para fazer e o acompanhamento não sabia. Então lembrei-me destas migas deliciosas que eu fazia para acompanhar sempre a carne de porco. Entrecosto grelhado, costeletas e bifanas... vamos lá à receita.

Ingredientes:
-feijão branco cozido (usei uma lata das pequenas)
-1 cebola grande
-4 dentes de alho
-1 dl de azeite
-50 ml de vinho branco
-2 colheres de sopa de vinagre
-1 colher de sopa de colorau
-mais ou menos 200 gr de pão saloio (demolhado em água quente)
-sal marinho e pimenta
Leva-se o azeite ao lume com a cebola e os dentes de alho picados. Deixa-se cozinhar sempre em lume brando quando a cebola começa a ficar translúcida, rega com o vinho branco misturado com o vinagre. Junta-se o feijão cozido, o colorau, sal, pimenta e o pão demolhado. Envolve-se muito bem e deixa-se ferver para harmonizar os sabores. Nunca deixar de mexer logo que se comece a desprender do fundo do tacho já está. É só servir... eu servi com uma bifanas grelhadas com o seguinte tempero. No 1,2,3 coloquei 3 alhos descascados, 1 colher de sobremesa de tomilho seco, sal, pimenta preta acabada de moer, 1 colher de sopa de azeite e o sumo de 1 limão. Passei tudo e pincelei as bifanas 1 hora antes de grelhar...

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domingo, setembro 13, 2009

PASTÉIS DE CENOURA



Os filhos são ligados aos "sabores"e "cheiros" como a mãe!!! O filho chamou-me atenção: que há muito não tínhamos a casa a cheirar a "Natal" :). Ok, segue para bingo logo. Pensei, e fiz estes pastéis que os filhos adoram. Quando o filho chegou, disse logo ui, cheira a Natal e sabe claro, depois de ter comido.

Ingredientes:
-1,300 kg de cenouras
-raspa de 1 limão
-200 gr de farinha
-1 colher de chá de fermento em pó
-50 gr de açúcar
-1 ovo
-açúcar e canela para polvilhar
-óleo para fritar
Cozo as cenouras descascadas e cortadas miúdo em bastante água. Quando cozidas escorrem-se num passador e passa-se pelo passe-vite. Mistura-se a casca do limão, o açúcar, o ovo previamente batido e, por fim a farinha com o fermento, envolvendo muito bem. Com 2 colheres de sopa forma os pasteis "estilo" bacalhau que se fritam em óleo bem quente. Depois de fritos colocam-se sobre papel absorvente. Polvilham-se com açúcar e canela... já tinha feito estes fofos de cenoura...

sábado, setembro 12, 2009

FRANGO DO CAMPO ASSADO



Esta receita retirei daqui, que como sabem eu tenho mesmo paixão pelo "meu" Jamie. Pela maneira divinal que elabora os pratos (com o uso de especiarias) mas a ligarem todas na perfeição!!! Não a fazer uso das ditas indiscriminadamente como eu vejo por aqui ( blogosfera)...que eu quando vejo as receitas até me benzo (a que é que aquilo saberá???) ok, há gostos para tudo:). Como pessoas a falarem mal do Jamie a dizer que o jovem nem cozinha por ai além, não é asseado,etc,etc. E eu a ver que essas pessoas que falam (escrevem) é que deviam ir tirar um cursito de cozinhar (ou ler um livro de cozinha só mesmo de receitas básicas) porque elaboradas também não conseguiam!!! Vamos à receita...
Ingredientes:
-1 frango do campo (ok,o meu eu não sei se é, pelo menos paguei como se fosse)
-azeite
-sal marinho e pimenta preta acabada de moer
-6 folhas de louro
-3 dentes de alhos com casca inteiros (eu esmurrei)
-1 limão partido ao meio (usei 2 e parti em quartos)
Pré-aqueça o forno a (190ºC). Esfregue o frango com azeite, tempere com sal e pimenta, e recheie com as folhas de louro, o alho e as metades de limão (eu usei os alhos e os quartos de limão). Ponha num tabuleiro e asse em forno pré-aquecido durante 1 hora e meia. a meio do tempo, deite mais alguns dentes de alho, metades de limão (usei quartos de limão) e pés de ervas no tabuleiro (usei alecrim), regue a carne com o molho e volte a pôr no forno.
Notas:este frango é (uma variação do frango (.......) que muitas pessoas fazem com o limão naquele "sitio" e catrapúm com uns caldos ). Só que este é simplesmente divinal...

Trata-se de um homem com um amor infantil pela comida...Ele deixa cair comida no chão, mas usa-a na mesma. Compra discos. Faz parte de uma banda. Não gosta de pão integral. Desliza pelos corrimões. Acima de tudo, ele recita para o público receitas de grande simplicidade e impacto com um ceceio" (Observer)

"O chefe roqueiro, cujo estilo descontraido deu ao tradicional universo da culinária uma merecida palmada de luva branca." (GQ)

"Das saladas aos assados, das sobremesas às massas, ele criou uma série de receitas simples, deliciosas e bonitas que combinam sabores fortes com ingredientes frescos. Ao mesmo tempo evita o calão de culinária e processos complicados e demorados...despretensioso, carismático, conhecedor e apaixonado por comida." (Food and Wine Magazine)

sexta-feira, setembro 11, 2009

APPLE PIE DA VIRGÍNIA




"Este é um dos bolos mais antigos do novo mundo e também um dos melhores, desde que as maçãs utilizadas sejam as mais adequadas."

"Na Vírginia do século XVIII, já se fazia uma distinção entre culinary e dessert-apple, ou seja, entre as maçãs para a cozinha e para a pastelaria e, para a apple pie, só eram escolhidas as melhores. A lendária Mrs. Campbell, de Williamsburg, era famosa por servir as melhores tartes de maçã de toda a América no seu café a clientes como, entre outros, George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos."

"As maçãs certas: este é o verdadeiro segredo desta tarte de maçã. Os habitantes do estado de Virgínia, mais especificamente de Williamsburg, sentem-se orgulhosos por esta região ser o berço desta tarte e de possuir as variedades de maçã mais adequadas para a sua confecção"...

PARA A MASSA:
-250 gr de farinha
-80 gr de gordura vegetal (não usei)
-125 gr de manteiga (usei 210 gr) muito fria cortada aos quadrados
-1/4 colher de chá de sal
-6 a 8 colheres de sopa de água gelada

PARA O RECHEIO:
-1,5 kg de maçãs (boskop ou cox orange)(usei Pink Lady)
-2 colheres de sopa de sumo de limão
-1 pitada de noz-moscada
-1 pitada de pimenta da jamaica
-1 pitada de gengibre
-40 gr de manteiga aos pedaços
-2 colheres de chá de canela
-80 gr de açúcar(usei amarelo)

ALÉM DISSO:
-1 forma para tarte com 30 cm de diâmetro
-1 gema de ovo para barrar por cima
Coloque a farinha, a gordura (não utilizei), a manteiga e o sal numa tigela grande, desfazendo todos estes ingredientes com os dedos até obter uma espécie de areia fina. Deite aí a água gelada e, com as mãos, misture e amasse bem todos os ingredientes até obter uma massa suave. Forme uma bola e deixe-a a repousar durante 1 hora, no mínimo no frigorífico.

Para o recheio: descasque as maçãs, corte-as aos quartos, retire o caroço e as sementes e corte a polpa em pedaços pequenos. Coloque-as numa tigela, juntando aí também o açúcar, o sumo de limão e os outros condimentos. Misture tudo muito bem para que as maçãs não oxidem.

Divida a massa fria a meio e coloque-a sobre uma superfície de trabalho polvilhada de farinha. Com o rolo, tenda 2 camadas de massa do mesmo tamanho, com 30 cm de diâmetro. Coloque uma das camadas de massa na forma para tartes. É necessário que a massa das bordas sobressaia um pouco.

Encha com recheio de maçãs e, por cima espalhe os pedacinhos de manteiga. Barre a massa da borda que sobressai com gema de ovo (misturada com um pouco de água). Então, com cuidado, coloque a segunda camada de massa por cima da primeira (também aqui deve deixar sobressair um pouco de massa), pressionando-a muito ligeiramente contra a primeira. Faça um orifício no centro da massa e coloque aí um tubo de folha de aluminío com a forma de «chaminé». Com um pincel barre o resto da gema de ovo por cima da tarte.

Leve-a a cozer ao forno previamente aquecido (200ºC) durante 45 minutos. Deixe-a arrefecer ligeiramente e desenforme-a. Depois de retirar a «chaminé» de aluminío, sirva a tarte ainda morna.

Notas: a «chaminé» incorporada permite deixar escapar a humidade, além de assegurar que a parte de cima da tarte fique relativamente lisa.

"Esta receita retirei do meu livro «As 100 Mais Famosas Sobremesas Do Mundo»"

Nota: simplesmente "fabuloso" o sabor e o cheiro que perfumou a casa derivado à mistura das maçãs com as especiarias...

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FOFOS DE BACALHAU DA MINHA MÃE E, ARROZ NO FORNO MEU#6





A minha mãe, naqueles dias que está mais animada (sem dores). Muito, gosta de ir para a cozinha, fazer aqueles mimos que ela sabe que eu adoro!!! Que só mesmo ela mos pode oferecer. Quando chego a casa da minha mãe lá tem ela um Tupperware com petiscos. Que neste caso foi uns fofinhos deliciosos de bacalhau que a minha mãe fez, e explicou-me como fez.

 Desfez 1 colher de sopa de farinha com 3 colheres de sopa de água. Quando desfeito juntou 2 ovos e bateu muito bem. Juntou uma boa posta de bacalhau crua e esfarelada sem peles nem espinhas. O "esfarelado" a minha mãe coloca o dito num pano de cozinha e dobra o pano e com as mãos vai esfregando, depois do bacalhau estar como ela quer junta ao preparado anterior e tempera com sal e pimenta e frita colheradas deste preparo. Depois de frito é escorrer em papel absorvente, é parecido com as pataniscas,pataniscas. Mas, tem outro sabor diferente mas igualmente divino. Claro que a filha depois teve que fazer um arroz para acompanhar que fiz assim.

Ingredientes:
-cebola
-arroz
-azeite
-1 ramo de salsa
-1 salpicão de Trás-os-Montes ( eu tinha congelado, pode usar o que quiser)
-caldo de carne
-sal e pimenta
Primeiro de tudo, como sabem eu não gosto de nada industrializado e fiz o caldo de carne cozendo o salpicão, junto com metade da cebola picada e a salsa picada. Reservei desse caldo o dobro do arroz. (Claro! Coando e retirar no passador de rede a salsa e a cebola)e deixar junto com o caldo reservado. No tacho de barro do arroz deitei o salpicão cortado às rodelas o resto da cebola cortada às rodelas e o arroz. Depois deitei o caldo a ferver que tinha reservado e levei ao forno pré-aquecido a (180ºC) durante 15 minutos. Claro depois foi só me deliciar...

Notas: eu não coloquei quantidades porque cada qual é que sabe as que necessita na sua casa e eu fiz a olho (o sal e a pimenta coloca quando ferve o caldo de carne que vai juntar ao arroz) claro! Nunca esquecer do sal do salpicão..

P.S. Simplesmente obrigada "MÃE"